sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Almir Ricardi - Festa Funk (1984)


Tendo em vista a dificuldade destes animais em pastar discos neste potreiro, venho tardiamente fazer minha primeira participação direcionando os demais eqüinos ao Funk Brasil do começo dos anos 80, numa época em que o Rio de Janeiro presenciava um movimento forte de festas high society, regadas a muitas orgias e cocaína.
Almir Ricardi foi o cavalo escolhido, um artista obscuro e pouco conhecido nos dias de hoje, mas que teve grande importância neste meio , apesar de ter iniciado sua cavalgada ainda na jovem guarda dos anos 60. Parceiro de toda aquela manada do Funk como Tim Maia, Tony Bizarro, Gerson King, Dom Salvador entre outros, inclusive o Tremendão, em 1984 (74 + 10) (ano limite para postagens neste blog) teve a chance de lançar este disco solo que o levou a diversos palcos do país inteiro.
A dupla escolhida para a produção, foi nada mais nada menos que Robson Jorge e Lincoln Olivetti, eqüinos pioneiros na utilização da eletrônica a serviço da música. Lincoln em especial, teve atuação destacada como produtor e arranjador de grandes estrelas da MPB, ganhou epítetos como “O feiticeiro dos estúdios” ou “ O mago do pop”, mas amargou críticas que o responsabilizavam pela pasteurização do gênero, devido ao uso excessivo de sintetizadores.
Ricardi naquele momento, simbolizava o tipo de som que a fatia rica da sociedade estava ouvindo e dançando nas pistas. Claro que os bailes de periferia também tocavam o som de Ricardi, mas os ricos estavam delirando com o funk em português. No início dos anos 80, discos de funk eram privilégio de quem tinha acesso a importação, já que aqui pouca coisa saia e quando saia, já estava fora das paradas internacionais. Então era natural que a classe alta tivesse acesso ao funk primeiro que a classe baixa. Mas os pobres também se divertiam com o funk e soul nas pistas de dança nos finais de semana. Muita coisa chegava aos bailes de periferia em fitas de rolo, sem o nome das bandas e músicas.
Finalizando, posso dizer que este disco é o retrato do Rio de Janeiro do começo desta década, que na minha opinião só prestou até 1984, depois disso, na minha humilde opinião, como diria meu parceiro de espécie Cavalo Alucinant, caiu a casa dos artistas !
Um abraço e boa cavalgada !



14 comentários:

Rocinante disse...

BAITA DISCO!
Mas esse ninguém compraria pela capa.
ALMIR RICARDI - isso é nome de volante da Ponte Preta

Relinchos a todos

Chicavalo 74 disse...

ahahahahah, tá mais pra volante do Corinthians, aquele timinho de pangarés que vão amargar a segundona 2008...agora...olha bem, o cara é igual ao Marcelo Delacroix

Rocinante disse...

Mas o Almir Ricardi é o Delacroix..
Eles tem que armar um show, tchê.
RJ-RS

Rocco disse...

Poxa amigo eu estou c problemas para baixar esse disco ...n estou conseguindo ve isso ae p mim!!!???
valeu abraços!

Cavalo Ruivo disse...

Rocco, testei aqui e rolou tranquilo....
Vou ver se mais tarde ponho um link alternativo.
abraçø.

Anônimo disse...

É o cara da motinho, aquele do morro TBJ, do Colombia R$ 30. Grande Chicavalo!!!

H. disse...

Grande post.

abs

H.

letsgogetit.blogspot.com

Rodrigo disse...

Isto sim eu chamo de Funk.O verdadeiro e original funk brasileiro!

Meus parabéns pelo excelente post


Grato,


Rodrigo

Anônimo disse...

Não consegui baixar o disco? :( Posta de novo?

steel blaxon disse...

o link não funciona. posta novamente.

MondoVinho disse...

Oi, o link nao funciona...tem como postar de novo? Valeu!

ELADINIS disse...

ola nao esta mais fazendo down o almir ricardi festa funk 1984.
poderia resolver isso.
obrigado pela atençao e viva o funk anos 80.

ELADINIS disse...

ola nao esta mais fazendo down o almir ricardi festa funk 1984.
poderia resolver isso.
obrigado pela atençao e viva o funk anos 80.

Anônimo disse...

O Almir Ricardi foi o primeiro VJ da televisão brasileira.
Ele capitaneou o primeiro programa de vídeo clips , na Record