domingo, 17 de fevereiro de 2008

Bola Sete - É a Bola da Vez (1959)






Djalma de Andrade, mais conhecido como “Bola Sete”, foi um guitarrista brasileiro nascido dia 16 de Julho (16+7...) de mil novecentos e 23 no Rio de Janeiro, encaixotado no dia 14 de Fevereiro de 1987 em Greenbrae, California. Já tocou com Dizzy Gillespie, Vince Guaraldi e outros jazzistas cuiudos por essas estâncias do mundo. Nos primórdios da sua joranda musical ele tinha seu conjunto chamado “Bola Sete e seu Conjunto”, com quem excursionou pelo Brasil nos anos 50. Morou pratcament durante toda sua carreira nos Estados Unidos gravando diversos discos até o final da sua carreira.



Foto da Tour com Dizzy Gillespie

O disco que venho a postar é o último dele gravado no Brasil, intitulado de “É a Bola da Vez”, Bola Sete interpreta temas de diversos compositores, com muita técnica o negão esbanja fraseados com melodias de muito bom gosto juntamente com divisões rítmicas bem gingadas.

Não consegui achar o time que joga junto com ele nesse disco, e nem mais informações interessantes sobre Bola Sete ou o disco que aqui venho a lhes proporcionar. Devido a tal obscuridade do “artefato”, coloquei à disposição desse bando de eqüinos para poderem ouvir essa obra e, se gostarem, pastar mais por desse campo.

Segue uma foto do Bola Sete com o Santana, na época em que ele, o Santana, não tocava mais com o Michael Shrieve. O Bola Sete é o da direita, no caso.





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Deodato - Skyscrapers - 1973




Nascido no Rio de Janeiro em 22/06/1943, começou a aprender piano muito cedo, e já na metade dos anos 50 tocava em festas e bailes cariocas. Mais para o fim da década se juntou ao pessoal da Bossa Nova, em 1959 atuando como músico de apoio em shows ao lado de Roberto Menescal e Durval Ferreira. Como tinha uma enorme facilidade em escrever e ler música, além de ser um virtuose das teclas, no começo dos anos 60 se destaca como arranjador, sendo requisitado para trabalhar com muitos artistas. O ano de 1964 foi muito produtivo e especial para Eumir; Lançou seu primeiro disco solo, e como se não bastasse, vieram vários outros discos próprios no mesmo ano, algo realmente incrível. São eles: “Impulso”, “Inútil Paisagem”, “Samba Nova Concepção”, “Idéias”, “Tremendão” e “Lounge”.

O fato de ter se mudado para os Estados Unidos muito cedo, fez com que Deodato se tornasse pouco conhecido no Brasil, por outro lado ficou muito conhecido no exterior. Me lembro perfeitamente de perguntar sobre Tom Jobim em algumas lojas de discos nos EUA e o atendente desconhecer o artista, logo em seguida, perguntando sobre Deodato lá estava o atendente com toda coleção na mão; Ah, Deodato tenho muita coisa aqui...

Foi então em 1967, incentivado por Menescal e Luis Bonfá, que Eumir partiu para os Estados Unidos sem data para voltar, todos acreditavam que ele se daria bem lá em virtude de seu grande talento como pianista e arranjador.
E não deu outra, no final dos anos 60, consagrou-se como arranjador de muitos trabalhos de artistas já estabelecidos, tais como Tom Jobim, Frank Sinatra, Astrud Gilberto, Aretha Franklin, Tony Bennett, Walter Wanderlei, entre outros, inclusive o próprio Luis Bonfá que acolheu Deodato em sua casa logo que este se mudou.
Foram então quase 7 anos sem lançar disco próprio, apenas trabalhando em discos de tudo que é artista. Porém o sucesso como compositor estaria por chegar a Eumir.
Em 1972, afim de concretizar de vez sua carreira solo, Deodato lança o disco “Prelude”, e foi a partir daí que ele se tornou também um compositor conceituado. A primeira faixa é uma adaptação para a música de Richard Strauss, “Also Sprach Zarathustra”, que acabou sendo usada de trilha para o famoso filme de Stanley Kubrick, 2001-Uma Odisséia no Espaço.

Assim como acontece com quase todos os compositores que ficam em atividade por muitas décadas, e com Eumir não foi diferente, nos anos 70 com o crescimento da música negra primeiramente nos EUA e depois chegando ao cenário mundial, ele acabou se adaptando, e dedicou esta década a lançar discos de Funk. Se você for analisar os discos do maestro soberano Antonio Carlos Jobim, que muito trabalhou com Eumir na Bossa Nova e no Jazz, verá que ele não tomou o mesmo caminho, mas isso deixamos para discutir outra hora...
A década de 70 presenciou então excelentes discos de Deodato; “Deodato 2”, “Skyscrapers”, “Whirlwinds”, “First Cuckoo”, “Very Together”, “Love Island” e “Knights of Fantasy”, sem falar nos clássicos “Night Cruiser” e “Happy hour”, já no começo dos anos 80. A partir daí vocês já sabem né ?

Pois é meus amigos, Eumir Deodato é um verdadeiro Cavalo musical, o cara fez de tudo na vida, foi jurado do Festival internacional da canção no final dos anos 60, foi contratado pela CTI nos anos 70, trabalhou em diversas trilhas dos filmes de Hollywood, dedicou-se muito a conduzir orquestras, fazendo arranjos e composições, em 73 apareceu definitivamente como artista solo apresentando-se no Hollywood Bowl com a “CTI All Stars Band” formando depois
sua banda e tocando também no Madison Square Garden em NY.
No final dos anos 70, com a febre da “DISCO MUSIC” tomando conta do mundo, Eumir foi chamado para produzir uma banda americana chamada “Kool and the Gang”, uma experiência realmente muito importante em sua carreira, afinal foram 3 ou 4 discos de muita vendagem, culminando com o sucesso estrondoso de “Celebration” em 1980, que atingiu alto nível de vendagem. Outras músicas que ficaram muito conhecidas também foram “Ladies Night” e “Get Down on it”, todas com Deodato também nos teclados, e ele ainda acabou sendo solicitado para produzir também bandas do mesmo naipe na época como a “Earth, Wind & Fire”.
Nota-se claramente a influência da “Disco” em Deodato em seu disco “Happy Hour” de 1982.
E para quem quiser ver ele atuando como tecladista, basta ver o clipe de “Celebration”, é muito engraçado, tem 15 negros no palco e um branco, lá atrás, escondido atrás do teclado.....é ele.

O disco que estou bostando, é o “Skyscrapers” de 1973 (quase), que na minha desprezível opinião é o melhor disco juntamente com o “Night Cruiser” de 1980, além do “Donato/Deodato”, em parceria com João Donato, que dispensa comentários.
Trata-se de um disco com uma influência mais Latina, onde predomina sempre uma base de piano. A melodia se dá com o órgão solando quase sempre monofonicamente, ou com algum instrumento de sopro. A percussão e as congas são bem destacadas além do baixo, da guitarra e da bateria tocando na elegância sem incomodar ninguém.
A maioria das composições são de Eumir. Tem dois temas dos irmãos Valle, um tema de Pacifico Mascarenhas, e a famosa “Atire a primeira pedra” (The First Stone) do velho Ataulfo Alves e Mário Lago, canção para a qual eu dou destaque nesse disco juntamente com a faixa 2 “Rudy’s” do próprio Eumir. Vale lembrar que Deodato veio até o Brasil para gravá-lo e aqui ele saiu inteiro em português como “Eumir Deodato e Os Catedráticos 73”, banda que o acompanhara por alguns anos.
O time montado para a gravação do álbum foi:
Deodato – Piano e Órgão
Ivan Conti “Mamão” – Bateria
Sergio Barroso – Baixo
Durval Ferreira – Guitarra
Zé Menezes – Guitarra
Bebeto – Congas
Helcio Milito – Percussão
Orlandivo – Percussão
Marvin Stamm – Trompete
John Frosk – Trompete
Wayne Andre – Trombone
Phil Bodner – Sax Tenor e Flauta
Romeu Penque – Flauta

Sei que quase todos os cavalos deste potreiro já conhecem este disco, mas pastei ele pensando nos eqüinos de outros potreiros que também estão a alimentar-se desta alfafa.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Herbie Hancock - Sunlight - 1977



Herbie Hancock é um retardado, um tarado musical. Começou no jazz mais tradicional, tocou na melhor formação de Miles Davis, se adapatou ao funk nos anos 70, foi pro eletrônico nos 80 e gravou mais de 60 discos. Fez tudo que é merda que se pode imaginar, e ainda está fazendo.

Por isso seria muito difícil escolher um disco só para postar. Espero, inclusive, que os outros equinos ajudem com outras bolachas virtuais.

Mas escolhi esse, que talvez para os amantes convictos do jazz seja o mais bagaceiro de sua carreira (não, o "Feets, Don´t Fail Me Now" é mais...).

Herbie Hancock - Sunlight - 1977


No final dos anos 70 Herbie claramente tentou se aproximar do que a juventude negra americana estava ouvindo. A maioria do disco é de composições de muita elegância, meio disco/pop, aquele clima Nova Iorque final dos anos 70 quando ainda achavam ingenuamente que o pó tinha chegado pra levantar o astral do pessoal. Só a última música é que um jazz doidera, inclusive com Tony Willians na bateria e Jaco Pastorius no baixo.
E além disso, parece que o Herbie resolveu virar canário.
Pra isso ele usou no disco todo um vocoder Senheiser VSM 201, equipamento raríssimo hoje em dia. Ligado principalmente junto com um Minimoog, como na foto, mas em várias músicas acredito que ele tenha usado outros synths polifônicos. O Vocoder (voice + encoder) é um aparelho usado desde os anos 30, primeiramente para segurança em comunicações. Como a maioria da tecnologia que usufruímos hoje em dia, de audio ou não, foi um produto das necessidades logísticas da guerra. Era usado para codificar mensagens.

A voz humana é produzida a partir de dois fatores: a vibração das cordas vocais, e a forma que a boca dá a esses sons (basicament). O que o vocoder faz é usar o que falamos ou cantamos para dar forma à uma fonte externa de som. Por exemplo, um teclado. Ou seja, é um bagulho muito louco.
Pois Herbie fez isso com maestria nesse disco. Tem umas banda usando uns vocoder digital palha atualmente em Porto Alegre, mas é brabo, tchh.
Aqui a lista de teclados usado nesse disco:
Synths:
Oberheim Polyphonic, Oberheim OB-I, ARP 2600, Mini-Moog, ARP String Ensemble, Yamaha Polyphonic Synthesizer, Sequential Circuits Prophet , ARP Odyssey, Poly-Moog, Micro-Moog, E-Mu Polyphonic Synthesizer.

Eletro-mecânicos:
Yamaha CP-30, Hohner D6 Clavinet, Rhodes Electric Piano e piano acústico.
Existe um vídeoclip da música "I Thought It Was You", playback e radio edit, mas mesmo assim excelente. Eu tinha mas perdi num backup mal feito. Peço ao Chicavalo74 que poste aqui, ou no You Tube.

Vale lembrar que dois anos depois Herbie Hancock lançou o disco Direct Step, gravado ao vivo em estúdio no Japão, onde ele toca uma longa versão de "I Thought It Was You", com dois vocoders. Vale a pena conferir. Um dia eu posto.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

DORIVAL CAYMMI - "EU VOU PRA MARACANGALHA" 1957


Esta BOSTAGEM, tem como objetivo reverenciar Dorival Caymmi (Salvador, 30 de abril de 1914) cantor, compositor e pintor brasileiro. Casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris, desde 1940, teve três filhos: Dori, Danilo e Nana. Todos músicos também.


Este soteropolitano (do latim soter, salvador, e do grego polis, cidade) acreditem, salvou a capital baiana da mediocridade cultural e como poucos, no mundo dos arianos Coronéis nordestinos, soube extrair a alma de seu povo e dela fazer sua arte.
Muito se tem a falar de Caymmi ( "cabelinho branco", citado na bostagem de chicavalo74 - Poeta e o Violão - Vininha e Toco - com DORA "rainha do frevo e do maracatu") e sua influência na vida popular brasileira.

A escolha desta obra, MARACANGALHA, se deu pela importância na vida deste mestre.

Estamos em 1938, quando, após passar pela cidade do Recife ( evidente em sua poesia), Dorival resolve rumar ao Rio de janeiro para realizar o curso preparatório de Direito, demovido por amigos, resolve apresentar seu talento.

Primeiro, por obra do acaso, tem sua música "O Que É Que a Baiana Tem" incluída no filme "Banana da Terra", estrelado por Carmen Miranda.

O sucesso do filme aproximou Caymmi de Carmen Miranda e no ano seguinte, a convite do compositor Newton Teixeira, grava pelo selo Odeon, em dueto com a estrela, exatamente o samba "O Que É Que a Baiana Tem?"

Em 1940, com Bando da Lua (que estava no Brasil após dois anos nos Estados Unidos acompanhando Carmen Miranda) gravou, com enorme sucesso, "O Samba da Minha Terra", ("Quem não gosta de Samba/Bom sujeito não é/É ruim da cabeça/Ou doente dos pés"), último fonograma do grupo realizado no Brasil.

Apartir daí, o sucesso nacional foi inevitável.

MARACANGALHA, foi um enorme êxito popular de 1956, desbancando: Conceição (Cauby Peixoto), A Voz do Morro (Jorge Goulart), Iracema (Demônios da Garoa), Rock Around de Clock (Bill Halley), Obsessão (Carmen Costa), Meu Vício é Você (Nelson Gonçalves), Turma do Funil (Vocalistas Tropicais) e Sixteen Tons (Tennessee Ernie Ford) e, claro, nas festas de MÔMO, a mais executada.
Em 1957, DORIVAL CAYMMI, lança, então, o seu LP com o nome da faixa sucesso no carnaval do ano anterior. Um coice, meus equinos dilétos:

Maracagalha ( o sucesso), Samba da minha terra ( já consagrada), Saudade da bahia ( nostalgia de sua terra natal), Acontece que eu sou baiano ( tu és? eu não, então...), Fiz uma viagem ( retrata a falta de sorte dos nordestinos), Vatapá ( literalmente a receita deste quitute), Roda Pião ( as rodas da vida) e 365 igrejas ( sua forte relação com a religiosidade e os bacuris).



É vital ressaltar a relação com a família JOBIM, grandes amigos e parceiros musicais.










Esta é uma pequena amostra do que a Bahia de Caymmi teve!!!
IRRURRURRURRURRURRURRUIIIIIIIIIIIIIIIII
XUCRO.


DORIVAL CAYMMI - EU VOU PRA MARACANGALHA - 1957


quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Nilze Carvalho - Choro de Menina vol.1 (1981)






Estava faltando uma alma feminina neste potreiro; algum disco de alguma baita profissional que pudesse chegar bem firme e com as quatro patas dizer a que veio. Tivemos uma pastagem da trilha de Laranja Mecânica com Walter/Wendy Carlos, mas agora com o "Choro de Menina vol.1", da Nilze Carvalho, temos um disco definidamente feminino.
Até porque aquela outra égua tem tromba né ô tchê.

NILZE CARVALHO é carioca oriunda de Nova Iguaçu. Foi um daqueles fenômenos que de vez em quando aparecem no mundo da música e do esporte: uma guria que com cinco anos começou a tocar cavaquinho com uma habilidade impressionante. Vinda de família de músicos, despertou atenção de muita gente (imprensa, gravadoras, empresários) desde cedo. A habilidade demonstrada no cavaco e no bandolim fez com que Nilze começasse a frequentar e tocar nas rodas de samba da Portela e em festivais de Choro.

Em 1981, Nilze grava seu disco de estréia, "Choro de Menina vol. 1". Destaque para a excelente interpretação da canção "Apêlo", de Baden e Vinícius, presente no disco "O Poeta e o Violão", também pastado neste blog.


Depois, ela ainda lança mais três volumes do álbum Choro de Menina e então roda o mundo fazendo música. De 1992 a 1999 vai morar no Japão, ganhando seu fixo tocando em uma churrascaria, e excursionando quando possível.


Em 1999 volta ao Rio de Janeiro, onde vive até hoje. Divide-se entre sua carreira solo e sua participação no grupo Sururu na Roda.


Abaixo, duas fotos da Nilze Carvalho hoje em dia: em carreira solo e com o Sururu na Roda.


Boa audição a todos os eqüinos e eqüinas.







domingo, 6 de janeiro de 2008

Towering Toccata - 1977




Lalo Schifrin é um compositor, arranjador e regente argentino. Nascido em Buenos Aires em 21/06/1932, começa a estudar piano com 6 anos de idade. Anos mais tarde, aos 16, apresenta seu interesse pelo Jazz. Ao longo de sua carreira, Schifrin compõe inúmeras trilhas para filmes e televisão. Com a troca de gravadora em 1976, passando para a CTI (que na época era uma das mais populares), Lalo grava discos que saem um pouco da escola Jazz e exploram também outros ritmos e estilos como o disco e o funk, que nessa época cresciam bastante.
O disco que estou postando é o “Towering Toccata”, gravado entre outubro e dezembro de 1976 e lançado em 1977. Lalo aproveitou o embalo do disco anterior, o “Black Widow” de 76, e usou a mesma fórmula reunindo alguns dos mesmos músicos, tais como os sopristas Urbie Green, Joe Farrell e Jeremy Steig, além do guitarrista Eric Gale e o baixista Anthony
Jackson. Outros músicos que participaram deste disco foram: o baterista
Steve Gadd, o tecladista Clark Spangler e o guitarrista John Tropea.

Lalo Schifrin sempre foi conhecido por assinar muitas trilhas para filmes, posso citar como exemplo temas como: The Rise and Fall of the Third Reich, Mannix, The Fox, Cool Hand Luke, Bullitt, Enter the Dragon, THX 1138, The Four Musketeers, Dirty Harry, The Big Brawl, The Cincinnati Kid, Mission Impossible, Rollercoaster e The Amityville Horror.
É impressionante como alguns compositores conseguem criar tantas coisas boas em tão pouco tempo; “Black Widow”, “Towering Toccata” e ainda o “Free Ride” de 1977 (em parceria com o trompetista americano Dizzy Gillespie) foram gravados e lançados em menos de 2 anos.

Neste disco, dou destaque para a faixa número 3 “Macumba”, um tema muito agradável com excelentes melodias de flauta executadas por Jeremy Steig, seguidas por um categórico solo de guitarra de Eric Gale, além do piano Rhodes sempre em evidência e a percussão bastante presente. Vale lembrar que 4 temas deste disco são trilhas de filmes, apesar de não ser um disco destinado a um filme específico.

É isso seus quadrúpedes !!!

Lalo Schifrin - Towering Toccata - 1977


Bem, os argentinos talvez possam ter algum motivo de orgulho; a música,
por que se dependesse do futebol estariam perdidos, as duas copas que ganharam foram burladas; uma comprada e a outra com gol de mão!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Burning Deluxe - Agora com os links atualizados!






Quando se é aficcionado por uma determinada banda ou artista, ouvir músicas inéditas não lançadas até então é como descobrir um elo perdido. Foi a impressão que tive quando ouvi a primeira vez o Catch a Fire Deluxe, lançado a uns anos atrás. A "versão jamaicana" do primeiro disco dos Wailers trazia além de canções inéditas, versões mais cruas das já lançadas. Gravado originalmente em 8 canais na Jamaica, a versão oficial teve vocais regravados, teclados e solos de guitarra adicionados, e algum ou outro instrumento suprimido pelo produtor Chris Blackwell num estúdio em Londres.

A moda Deluxe pegou e em 2004 foi lançado o Burnin Deluxe Edition. Disco de 73 mas em versão masterizada e com alguns extras, temos por exemplo versões de Opressed Song e Reincarnated Souls, músicas que Bunny Wailer lançaria mais tarde em seu excelente disco de estréia de 76, "Blackheart Man". Pra quem já conhece o Blackheart, é muito bom ouvir as músicas numa versão executada pelos Wailers.
Também temos No Simpathy, que peter Tosh também lançaria no seu LP de estréia, "Legalize It". O fato dessas músicas não terem entrado reforça a teoria de que Blackwell realmente queria limar Tosh e Bunny, e concentrar o foco em Bob Marley.
Mas a cereja do bolo dessa edição é o disco 2, registro de um show dos Wailers em Leeds, dia 23 de novembro de 73.
Com o trio Bob, Peter e Bunny, mais a cozinha dos irmãos Barret, Carlton e Aston, e o orgão Hammond e Clavinet Honher de Earl "Wire" Lindo, a sonoridade é muito crua e direta. Sem os acessórios que iriam marcar o resto da carreira de Marley (backings femininos, mais um tecladista, percussionistas e guitarristas americanos mais "profissionais"), o show retrata um época pré mainstream, quase de garagem.
Seja nas longas introduções, ou nas aceleradas de tempo de Carlton Barret, se nota uma inexperiência misturada com um vontade juvenil de quem está ainda começando e quer mostrar serviço, ainda mais nos primeiros shows na Inglaterra.
Bunny Wailer faz backings e percussão. Tosh se encarrega dos solos, coisa incomum. Ainda mais com fuzz/wha, numa sonoridade podre no bom sentido. Tosh, assim como Bob, era estritamente um guitarrista rítmico, na real.
O show tem um som muito bom, com uma ambiência excelente. E como logo depois Bunny saiu da banda, trata-se de um registro ao vivo raro. Acredito que o disco "ao vivo em estúdio" Talkin Blues tenha sido gravado pouco tempo depois, mas já com Joe Higgs no lugar de Bunny.


O primeiro link é para o CD 1, disco original mas remasterizado e com os 3 bônus tracks citados acima:

Burning Deluxe - CD 1


O CD 2 é o show em Leeds.

Burning Deluxe - CD 2


domingo, 23 de dezembro de 2007

A Profecia Maia para 2012. É Brabo isso ae tchê !!!


A Profecia Maia para 2012


A profecia maia é um ciclo de 3113 a.C. até 2012. Este ciclo tem exatos 5.125 anos,com correções dos calendários.O que sucederá em 23 de dezembro de 2012? A astronomia dá a resposta. Faço parte da cidade,que é parte de um estado,que é parte do país, que é parte do continente. Continentes são placas tectônicas que flutuam sobre o magma da Terra. Estou me movendo no continente. A Terra faz sua rotação sobre si mesma,em 24 horas ou um dia.Estou no continente que girando com a rotação da Terra. A Terra gira em torno do Sol e é afetada pela força de gravidade da Lua. Ao se mover em torno do Sol, a Terra tem grande variação de posição. A cada instante há variação no espaço,no qual vou junto. Isso gera um "rastro" que afeta o planeta e o Universo. O Sol não está parado. Nosso sistema solar se acha num dos braços da Via Láctea, que também tem enorme movimento de rotação. Estou preso ao movimento galáctico. Sou passageiro sem escolha desse movimento do qual sofro total influência. Se o movimento da Terra,ao longo do Sol,é Ano, o movimento de rotação da Via Láctea é o Ano Galáctico: dura 25.920 anos da Terra. O novo ano galáctico será em 23 de dezembro de 2012. Os Maias ensinam: Ano Galáctico é um grande acontecimento cósmico. Haverá mudanças do eixo da Terra, afluxos de energias, vibrações e influências que não sabemos. Os Maias anunciaram que tal energia, vinda do Sol do centro da Galáxia, –Hunabku- deus é um só, afetará a tudo e a todos na Terra: será o sincronismo cósmico impossível de evitar-se. A energia, dizem os Maias, será capaz de abrir as mentes a verdades e criar uma consciência cósmica.Evolução para o que aceitar a consciência cósmica ou involução para o que a desafiar. Uma mente mais liberta da luxúria tende a elevar-se,e evoluir. A escolha será nossa: ou evoluir, ser um Ser melhor em comunhão com o Universo;ou o fim da civilização como a conhecemos. Na metade do ciclo:cerca de 12.960 anos,em 10.960 a.C.deu-se a destruição da Atlântida, que sucumbiu sob as águas, mas também deu-se o crescimento do Egito.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

The Spotnicks 1964




The Spotnicks - 1964

Uma das bandas de maior sucesso já saídas da Suécia, só ultrapassada por Abba, Roxette, Ace Of Base e afins, o Spotnicks em 1962 estava no mesmo patamar que os Shadows e os Ventures. Suas primeiras gravações demo eram primitivas e soavam artificiais e talvez por isso mesmo a gravadora deles gostou tanto que as lançou, vendendo uma imagem de banda espacial.
O Disco aqui pastado é de 1964. E não de 74. Uma época em que se usava muito câmara de equus nos instrumentos, o que tornava o som mais ambiente e tonal/atual.


Mais informações bastante pertinentes (inclusive o link de download de outro disco) sobre esse alucinant grupo sem canário, estão neste blog de excelente linhagem. Inclusive, sugiro que dêem um bico (ou coice) na báia (home) deles.



Este é o link da chácara (ou sítio) de web oficial dos suécos eqüinos espaciais

Aqui, meio caminho cavalgado para ver videos no yourbooty

Eu sou Jóquei, o coringa, o palhaço!



Jokers Wild - 1965


EP de 2+3 teeeeeeeeeeeemas gravados em 1965, não em 74.
Leia as informações passadas pelo jornalista Richie Unterberger, que foi pago pra isso.

Jokers Wild never made an official record, but are remembered as a band that included David Gilmour before the guitarist joined Pink Floyd. From the scant evidence that does survive, it seems rather incredible that Gilmour could have made the transition. Jokers Wild did not entertain lofty artistic ambitions, but played covers of pop-rock material, often emphasizing harmonies in the style of The Four Seasons and The Beach Boys. Jokers Wild did make a privately pressed LP in London around the mid-1960s, consisting of five covers on one side, and a blank flip. A very small amount of these discs (Nicholas Chaffner's Pink Floyd bio Saucerful of Secrets says about 100, Miles & Andy Mabbeti's Pink Floyd: The Visual Documentary says about 40 or 50) were made to give away to family and friends. Two of the songs, "Why Do Fools Fall in Love" and "Don't Ask Me," did come out on bootleg many years later, on both a 45 and as two songs on the Sid Barrett boot Rhamadam. Even by the standards of covers by unknown British Invasion-era bands, these were derivative and unimaginative in the extreme, and in fact not even based on the original versions, but on covers of those by The Beach Boys ("Why Do Fools Fall in Love") and Manfred Mann ("Don't Ask Me"). The other songs on the LP were Chuck Berry's "Beautiful Delilah" (Jokers Wild basing their arrangement, according to Schaffner's book, on the cover by The Kinks) and The Four Seasons' "Walk Like a Man" and "Big Girls Don't Cry." By the mid-1990s, this relic was fetching offers of almost a thousand pounds. As Pink Floyd: The Visual Documentary notes, for the truly obsessed, "A tape recording of the album can be heard by personal callers to the National Sound Archive in London, quoting reference.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Puhuhuhuhta que parió.....

Ueba caballos!!!

Estoy yo y mi eguita Pocoto en una gira por la America Del Sur, pero aconpañando sus cavalices muy buenas!

Despues de un trote por Bolivia e Chile, me quedo en Peru en una cancha reta hasta Machu Picchu, ciudad de los INCA(ballos).

Por aqui, muchas Lhamas, Alpacas y Vicunas (todos quadrupedes, casi caballos).

Luego, luego estoy de vuelta con más coices y muchas hojas de coca para los caballos lograrem campeones.

Un saludo!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Music From The Soundtrack Stanley Kubrick’s “A Clockwork Orange”






Em primeiro lugar, gostaria de agradecer e parabenizar os colegas cavalos por suas últimas cabriocáricas e retombantes pastagens, com seus excelentíssimos textos mediocráticos, que merecem o nosso respeito tecnológico e que só podem nos fazer relinchar de tanta alegria. São eqüinos estrambólicos, que com sua aumildade, fazem seu trabalho dentro da conseqüência mediováigel.
Feito o devido elogio, vou agora pastar um disco que contém uma faixa, que quero sugerir como a trilha sonora oficial deste estábulo. Estou falando da trilha sonora do filme “A Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick. E a faixa sugerida para a trilha do cavalo 23, é a de número 6. Acho eu, que nem precisarei explicar os motivos...
Mas falando agora sobre o disco. Esta brilhante trilha sonora é obra de um - quer dizer... uma... na real era um, mas depois ficou sendo uma mesmo - compositora americana que nasceu Walter Carlos e que depois de uma operação em 1972, passou a chamar-se Wendy Carlos. Carlos foi uma das pioneiras no assunto da música eletrônica, sendo uma das primeiras grandes intérpretes dos sintetizadores criados por Robert Moog.
Em seu primeiro disco, “Switched-On Bach” (1968), Carlos usou os sintetizadores para interpretar diversas peças do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). Resultado: foi o primeiro disco de música erudita a vender 500 mil cópias, recebendo disco de platina.
Em 1972, oooooooooo....Wendy....compôs e gravou a trilha do filme de Kubrick. O Laranja Mecânica tornou-se um clássico do cinema mundial e um dos filmes mais famosos e influentes de Kubrick. Nesta trilha, Carlos se utilizou novamente dos sintetizadores, fazendo com que eles soassem como instrumentos de orquestra, em peças de Beethoven, como a Nona Sinfonia, e de Rossini, como a William Tell Overture (esta que será a trilha sonora oficial deste potreiro). São tão perfeitas essas reproduções, que foram utilizados também, vocoders para simularem as partes cantadas da nona sinfonia. Algumas reproduções tradicionais, executadas pela Deutsche Grammophon orquestra, também estão no disco e no filme. Pode-se assim, estabelecer comparações entre as versões sintéticas e as orquestradas.
Também fazem parte da trilha, algumas músicas de autoria da própria Wendy, e algumas parcerias com a produtora musical Rachel Elkind.
Junto, no mesmo arquivo com o disco, vai um arquivo .txt com os créditos de cada música. No mais, só tenho a desejar uma boa audição. E se por algum acaso, alguém ainda não assistiu a esse filme, trate de se dirigir imediatamente a alguma locadora.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Itamar Assumpção e banda Isca de Polícia - BELELÉU LELÉU EU (1980/1981)




Beleléu é o pseudônimo do Itamar Assumpção. Pseudônimo esse que já no primeiro disco ganhou nome e sobrenome: "Benedito João dos Santos Silva Beleléu", vulgo Nego Dito. Com este seu disco de estréia, também ganhou uma identidade musical que atravessou toda a sua carreira de pouco mais de duas décadas. O Itamar, ou Beleléu, ou Nego Dito, ou Preto Brás (alcunha criada em seu penúltimo disco em 1998), iniciou como baixista, é paulista ali da zona do Tietê e botou definitivamente muita lenha na fogueira da música brasileira.

Isca de Polícia é o "perigosíssimo bando" que o acompanha neste disco. Entre os integrantes, o baterista Paulo Barnabé, mentor de outra grande banda, a Patife Band, e irmão do Arrigo Barnabé.

O Itamar e o Arrigo são parceiros desde o final dos anos 70. O Arrigo vinha com loucuras do dodecafonismo, da música atonal/atual em geral, e o Itamar trazia a esse contexto da megametrópole SAMPAULO ritmos e memórias de infância de um filho de pai de santo, uma sonoridade africana. O Itamar além de grande compositor com o passar dos discos se tornou um baita letrista.
Nascido em 13/09/1949. Subiu um andar na metade de 2003.

Recomendo a audição de todo o disco, mas em especial, "Nego Dito" e "Fico Louco", duas músicas que o grande Branca di Neve, reinterpretou no disco "Branca mete bronca! - vol. 2".

Um grande abraço aos eqüinos de todo o mundo.





sábado, 8 de dezembro de 2007

Toquinho e Vinicius - O Poeta e o Violão - 1975






Esses dias ganhei este vinil de presente do meu parceiro de espécie, o cavalo xucro, e resolvi pastá-lo para mostrar como um disco tão simples pode ter tanta qualidade.
Trata-se de um álbum gravado em apenas 4 horas, num estúdio em Milão, na Itália, em um clima de total descontração, onde quase todas as músicas são dedicadas a parceiros desta tão famosa dupla. Toquinho, a essa altura com 29 anos de idade, mostra o que é tocar violão de verdade, com execuções que fazem qualquer violonista repensar se deve continuar tocando ou não. Já Vinicius, com 62 anos, apresenta todo seu lado poético, seu lado triste, sua pungente melancolia em virtude das tantas decepções amorosas, o que faz com que esse disco seja tão profundo.
São apenas 3 canais de gravação onde o violão se encontra no meio, a voz de Vinicius na esquerda e a voz de Toquinho na direita, exceto na faixa “O Velho e a Flor” onde há a participação especial de um maestro que toca piano, também no meio.
O disco começa com a famosa canção “Tristeza”, de Haroldo Lobo (falecido em 20/07/1965) e Niltinho. A segunda faixa, que na minha opinião é uma das melhores, é “A Marcha da Quarta Feira de Cinzas” parceria do Poetinha com Carlinhos Lyra, membro de fundamental importância na bossa nova e que ainda continua conosco.
Na seqüência vem “Morena Flor” composta pela dupla em Mar Del Plata, dedicada a uma das ex-mulheres de Vinicius, “Chega de Saudade” (Tom Jobim e Vinicius), “Dora” (Dorival Caymmi, que nessa época já tinha cabelo branco), “Canto de Ossanha” (Baden Powell e Vinicius) e “Rosa Desfolhada” (Toco e Vina).
O lado B do disco começa com a famosa “Berimbau”, de Baden e Vinicius, seguida por “Januária”, de Chico Buarque e “Insensatez”, de Vinicius e Tom Jobim (este último falecido em 08/12/1994). Na seqüência uma das melhores músicas feitas por Vinicius e Baden (morto em 26/09/2000), na minha opinião a melhor faixa deste disco, uma verdadeira pérola da nossa música popular, com uma letra que retrata o que é Vinicius de Moraes, uma canção realmente muito triste e melancólica chamada “Apelo”. Depois vem “Garota de Ipanema”, “O Velho e a Flor” e termina com uma interpretação de “Nature Boy”, de Eden e Ahbez, única cantada em inglês.

Realmente um disco muito especial desta dupla que viajou tantas canções juntos. Gravado ao vivo, em pouco tempo, sem frescuras e perfeccionismos, sem tecnologias especiais e truques de estúdio, na macheza, num clima chegar, tocar e ir embora. Às vezes fico pensando que tem artistas e conjuntos que levam mais de um ano ou dois para terminar um disco; este precisou de apenas quatro horas. É brabo isso daí..

Antonio Pecci Filho, o Toquinho, nasceu em 06/07/1946, em São Paulo. Estudou violão clássico desde os 14 anos, gravou mais de 50 discos ao longo de sua carreira, fez parcerias com muitos artistas da nossa MPB, mas a principal delas, sem dúvida foi com Vinicius, uma parceria que durou 11 anos e rendeu 120 canções, 25 discos e mais de 1.000 shows.

Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, o Vinicius de Moraes, ou ainda o Poetinha, o Vininha, o Vina, enfim, este grandioso poeta nasceu em 19/10/1913, no Rio de janeiro. Foi diplomata, jornalista, poeta e compositor. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra.

Nos últimos dias da vida de Vinicius, em uma entrevista, alguém lhe perguntou se ele estava com medo da morte. Ele respondeu:
– Não meu filho, eu estou é com saudades da vida.

Vinicius de Moraes morreu em 09/07/1980.







terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Buddy Rich - The Roar Of '74




Pratcament não há nada o que dizer desde 74 sobre esse disco.
Esse cavalo toca sem ferradura!

Vai Cavalo!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Carlos Cachaça




Foto: Carlos Cachaça e Mano Décio da Viola na Birosca do Beto Sem Braço
Buraco Quente, Mangueira


Como diria o jornalista Sérgio Cabral:

Carlos Moreira de Castro, o nosso Carlos Cachaça, nasceu em Mangueira, em 1902, e, ainda menino, já estava morando no morro. Foi testemunha e figurante das várias manifestações religiosas e culturais criadas pelos negros das quais o Morro de Mangueira é um centro de preservação e de irradiação. Freqüentou o candomblé comandado por Tia Fé, acompanhou o crescimento da umbanda como uma espécie de versão carioca das religiões de origem africana, viveu a alegria da dança e da música do jongo, desfrutou a beleza poética proporcionada pelos grupos de pastorinhas nas festas de fim de ano, brincou nos cordões carnavalescos do início do século, viu surgir o Rancho Príncipe das Matas, foi testemunha da primeira vez que alguém cantou um samba em Mangueira (Elói Antero Dias, o Mano Elói, trabalhador do Cais do Porto, levou o samba para o morro), foi um dos primeiros compositores de lá e só não esteve presente à fundação da Escola de Samba Estação Primeira, porque, naquela época, trocara a Mangueira por Inhaúma, onde morava uma certa criatura que balançou seu coração. Mas, quando a Estação Primeira começou a competir com as outras escolas, na Praça Onze, era ele quem escrevia as sinopses do enredo e as notas distribuídas aos jornais sobre as atividades da campeã dos primeiros desfiles (1932, 1933 e l934). Foi um dos primeiros compositores a fazer um samba-enredo (Homenagem, um preito a Castro Alves, Gonçalves Dias e Olavo Bilac) e, em 1936, assinava com Cartola, seu mais constante parceiro. Não Quero Mais Amar a Ninguém, a música que daria à Mangueira o prêmio de melhor samba no desfile das escolas daquele ano. Foi também um dos fundadores da primeira ala de compositores a da Estação Primeira em 1938, ano em que, por sinal, conquistou o título de melhor compositor das escolas de samba, num concurso realizado na antiga Feira de Amostras. Com Cartola compôs ainda, entre outros sambas, Quem Me Vê Sorrindo, Vale do São Francisco, Tempos Idos e Alvorada, este com participação de Hermínio Belo de Carvalho. E foi também parceiro dos pesquisadores Marília Barbosa e Artur de Oliveira Filho no livro Fala, Mangueira. É o poeta do Morro de Mangueira. Produziu vários poemas e algumas das melhores letras escritas pelos sambistas cariocas. Seu apelido de Carlos Cachaça surgiu numa casa que frequentava nos fins de semana, em companhia de outros compositores e instrumentistas musicais. A cerveja rolava, mas ele sempre pedia cachaça. Ficou sendo o Carlos da Cachaça (havia outro Carlos no grupo) e daí para Carlos Cachaça foi um pulo. Sua mulher. a saudosa e muito bem humorada Menina (irmã de Zica, viúva de Cartola), toda vez que a gente telefonava à procura do marido, respondia: - Não sei onde ele anda. Deve estar por aí. justificando o nome. Carlos não bebe, faz muitos anos. Foi vítima de problemas circulatórios, sendo obrigado a ter mais cuidado com a saúde, mas continua lúcido, cercado pela família e pelos amigos em sua casa mangueirense de altos e baixos, ao lado do Buraco Quente, curtindo a sua velhice. Afinal, como escreveu num de seus poemas, ele sabe que as flores, “quando ao chão caem, podemos apanhá-las / Mas a Flor dos Anos, não se apanha mais”.


Lamento a falta de criatividade editorial. Mas o que importa é que pratcament pastei essa obra deste excelente pinguço.
Aproveitem e dêem um bico num video do pinguço.

Quando forem na Redenção, cuidado com as abelhas que elas no bico dos eqüinos!

ééééééééééééééééééééééé...........................

Estou pratcament aqui, somente para comunicar que pratcament em breve, estarei pastando uns......... bagúio muitoloco!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

MAESTRO MOACIR SANTOS - BLUE NOTE 1972








"Moacir Santos/ tu que não és um só, és tantos/ como este meu Brasil de todos os santos"



Foi com esta deferência que o pegasus Vinicius de Moraes prestou sua homenagem, em "Samba da Bênção", a este pernambucano nascido em 08 de abril de 1924, sob a aridez do sertão.

Com 11 anos escolhe o seu primeiro instrumento o clarinete.
A metade da década de 40 marca sua maturação musical, aprende a tocar saxofone.
Em 1948, junta-se à Orquestra Tabajara de Severino Araújo, ruma ao Rio de janeiro enebriando o elite musical carioca.
Logo foi contratado pela Rádio Nacional, onde permaneceu por 19 anos.
Mas a falta de conhecimento teorico o perturbava, fazia arranjos sem conhecer as regras.
O convívio com o amigo Guerra Peixe e musicólogo e compositor alemão Hans Joachim Koellreutter, libertou-o desta angústia.
Foi professor de grandes talentos, como Paulo Moura, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Maurício Einhorn, Sérgio Mendes, João Donato, Roberto Menescal, Dori Caymmi e Airto Moreiral, Nara Leão e outros.
Nos anos 50 e 60 estabelece parcerias com Vinicius de Moraes e Mário Telles.
É considerado um dos grandes mestres da renovação harmônica da MPB.
Seu primeiro disco, "Coisas", foi lançado em 1965, batiza as dez faixas numeradas com esse nome.
Em 1967, deixa a Rádio Nacional, muda-se para américa do norte e onde é descoberto por Horace Silver.
Apartir daí é só relincho.
O disco bostado é de 1972, mas há o de 1974 que nem necessita menção.
Entre suas composições mais célebres e gravadas estão "Nanã" (com Mário Telles), "Menino Travesso", "Triste de Quem" e "Se Você Disser que Sim", todas com VININHA - O POETINHA VAGABUNDO ( pegasus já citado).


DISCOGRAFIA:
1965 - COISAS
1972 - MAESTRO BLUE NOTE
1974 - SAUDADE BLUE NOTE
2001 - OURO NEGRO









IRRURRURRURRURRURRUUUUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
XUCRO.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Esse é Puro Sangue




Em minha primeira participação dentro desse ainda potreiro, por pouco tempo, pois logo logo isso vai se tornar um grandioso haras, gostaria de colocar no páreo esse cavalo que nasceu em 31 de maio de 1948 no Rio de Janeiro, Paulinho Da Costa.

O disco que desejo compartilhar com os irmãos equinos é de 1984 lançado pela gravadora Pablo Today. Vale lembrar que esse é o ano limite para pastagens nesse blog (1984) segundo ata realizada na primeira palestra do Comandante desse blog, o Cavalo Ruivo, realizada na baia do Cavalo Xucro em 23+3/11/2007 .

Paulinho da Costa - Sunrise - 1984


Esse gênio da percussão se tornou um dos mais requisitados sideman dos estúdios de gravação de Los Angeles no final dos anos 70 e começo dos anos 80. Ele começou a tocar seus instrumentos com a idade de sete anos, e aos poucos foi acumulando mais de 200 tambores, guizos, apitos e diversos outros instrumentos percussivos. Antes de deixar o Brasil, Paulinho excursionou pelo país e pelo mundo com vários grupos, até mesmo aqueles que se dedicavam exclusivamente ao samba. Ele foi para os Estados Unidos em 1973 (praticamente 74), para integrar o "Sergio Mendes and Brasil 77" e com esse grupo ficou por um período de quatro anos(1973-1977). Durante o tempo livre dos compromissos, Paulinho gravou com grandes gênios do jazz, como Dizzy Gillespie (inclusive o famoso álbum "Dizzy Party"), Milt Jackson, Joe Pass e Freddie Hubbard. Rapidamente, os estúdios de gravação perceberam o seu talento e o requisitavam todo o seu tempo disponível, para estar presente em gravações de estrelas como Herbie Hancock, Ahmad Jamal, Nancy Wilson e Ella Fitzgerald, entre muitos outros.

Esse baita cavalo ainda tem mais cinco discos solos, dentre eles o "Happy People"(1979) que em breve os demais equinos vão poder apreciar aqui nestas pastagens.

Sugiro que acessem o site desse animal e confiram a lista completa dos artistas com quem esse Puro Sangue já troteou.
Boa cavalgada !!

http://www.paulinho.com/







quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Costinha - Morreu Odete

Abro um parêntese humorístico aqui para falar de Lírio Mário da Costa, mais conhecido como o humorista Costinha.

Com uma cara que já era a própria piada, como ele mesmo costumava dizer, Costinha foi um pródigo ator de comédias e pornochanchadas na época de ouro do cinema brasileiro, tendo participado de mais de 50 filmes. Volta e meia rola um deles no Canal Brasil, quase sempre envolvendo algum tipo de sacanagem.


Mas foi contando piadas que Costinha ficou mais conhecido. Se apresentava nos palcos no clássico estilo show de um homem só, contando anedotas principalmente de português, velinhos, e bichinhas.

O foda é que se tu vai tentar contar uma piada dessas, ninguém acha graça. Alias, normalmente são piadas totalmente sem graça. O jeito dele contar que é de se mijar de rir.


Nesse formato, foram lançados 5 volumes do "Peru da Festa". Já aviso que o primeiro é o mais clássico. Nos outros chega a rolar uma repetição de algumas piadas, e um deles nem parece ao vivo, com adição de uma claque tipo Trapalhões.


















Costinha faleceu no Rio de Janeiro aos 72 anos, em 1995, de enfisema pulmonar.