terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Índios Suyá (Brasil) 1987








É o disco de um grupo brasileiro gravado em 1987, mas que não é nada do que você está pensando.
Os Suyá vivem no Parque Nacional do Xingu, o território deles fica em Mato Grosso. Este disco acompanha o livro Why Suyá Sing?, do Anthony Seeger, norte americano que em 1972 viveu com os Suyá estudando e tentando entender a música e os rituais que eles faziam e fazem. Depois em 1987, passou outra temporada, quando então gravou estas 23 faixas e as publicou junto com o livro. Como disse a Produto Nacional, grande banda de reggae do Brasil: "Índios do planeta inteiro, deve haver um jeeeeeitoooooooooooo".

Este é mais um caso que dá pra espichar o limite das pastagens do blog (lançamentos até 1984).
É isso aê, seus cavalo, sem mais delongas, vamos curtir o Som dos Suyá. Hoje em dia, os Suyá são chamados KISÊDJE


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Quando a Jamaica se encontra com a África



Neste disco – Gone Clear de Manu Dibango (Island Records) – temos um excelente encontro do reggae jamaicano, representado pela respeitadíssima e frantástica dupla do “drum and bass” jamaicano Sly & Robbie com o africanismo - já aqui apresentado pelo cavalo Rocinante – do camaronense Manu Dibango.





O Resultado é um perfeito casamento entre dois estilos musicais que na verdade sempre estiveram ligados pela enorme força da cultura africana, que nunca se perdeu apesar da grande insistência do homem europeu em exterminá-la.
Manu Dibango foi a Kingston, e no Dynamic Souns Studios gravou o disco que foi lançado no ano de 1980. Além de Sly e Robbie participam outros músicos jamaicanos, como: Robbie Lyn,Ansel Collins, Clive ´´Azul´´ Hunt, Mikey ´´Mao´´ Chung, Mikey ´´Boo´´ Richards, Willie Lindo, Geoffrey Chung, Sticky Thompson, Peter Ashbourne entre outros.



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FRANCO (Congo) - Franco et le TPOK Jazz






Franco Luambo Makiadi (1938 – 1989) viveu em Kinshasa, capital da Rep. Dem. do Congo. De família pobre, desde cedo teve contato com a guitarra. Aos 11 anos começou a tocar profissionalmente acompanhando um grupo local. Em 1956, aos 18, foi um dos fundadores do grupo com o qual seguiria até o fim da vida: a TP OK Jazz. Começaram tocando um repertório da música norte-americana e caribenha, porém nos anos setenta a rumba definitivamente se africanizou, e Franco foi um dos principais criadores dentro deste estilo.
Com este grupo, construiu pratcament um reinado, uma vez que epor algum tempo manteve 3 formações simultâneas da banda, um delas na Bélgica. Viajavam por toda a África e parte da Europa, muitas vezes arrecadando os melhores músicos de outras regiões do continente para a sua “empresa de fazer música”. Franco era o patrão, compositor, cantor, dono do dinheiro e guitarrista principal. Lançaram mais de 150 discos, com músicas de longa duração, que às vezes ocupavam os dois lados de um elepê. O “hit” de Franco Luambo é uma música chamada “Mario” que está disponível no youtube.
Nesta pastagem do cavalo23, temos o disco lançado em 1986, comemorativo aos 30 anos da T.P.O.K Jazz (1956-1986), com 3 faixas: 1- La vie des Hommes / 2- Ida / 3-Celio.
Franco Luambo, Le Grand Maitre, e a T.P.O.K Jazz (1956-1986).


terça-feira, 15 de setembro de 2009

KANDA BONGO MAN (Congo) - Non Stop Non Stop - 1985...

KANDA BONGO MAN

Este guitarrista e cantor Congolês influenciou muitos músicos de outros países africanos.





A guitarra em Congo se disseminou muito nos anos 60 e lá se formou uma escola tendo Franco Luambo como principal professor, "pai de todos".
Kanda Bongo Man é uma das crias de Luambo.
Os artisas do Zimbabwe, incluíndo Thomas Mapfumo, foram influenciados por esta escola da "congolese guitar music", ou "kwassa kwassa" que começou no final dos anos 50 e permanece até hoje. Ainda nos anos 90 a música congolesa à base de guitarra era muito popular no Zimbabwe de Mapfumo.
O disco aqui apresentado é de 1985.
Sei que a lei do blog limita pastagens até o ano de 1984, mas obtive uma liminar que abriu uma exceção para este cavalo congolês do chapéu de aba larga.
Non Stop Non Stop é um disco bem comercial.
3 músicas em cada lado, com 7 minutos de duração cada uma, em média.
O Congo se independizou da França em 1960.
Boa audição.
Relinchos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

KING SUNNY ADE (Nigéria) - Jùjú Music


SUNNY ADE é Nigeriano de 1946. É o músico de “Jùjú” mais conhecido fora do continente africano.


O "Jùjú" é um estilo que evoluiu a partir da música interpretada nos santuários dos deuses Yorubás. Ns anos 50 surgiu uma forma popular com baixo, guitarra, teclado e bateria que mesclava o antigo com o moderno. Sunny Ade ganhou o título de “KING”. O disco aqui pastado foi bancado pela gigante Island Records em 1982 e resultou em um sucesso total principalmente em Londres. Sunny Ade neste disco é acompanhado pela African Beats, composta por 17 cavalos. As músicas são sucessos nacionais adaptados para esta formação instrumental do rock-pop-funk e para o tempo de duração mais aceitável da música pop, já que em suas versões originais as músicas ocupariam os dois lados de um disco de vinil. Hoje em dia, “The King” mantém um público fiel na Nigéria e além de suas fronteiras. Quem quiser encontrar outros representantes desta música, “Isaiah Kehinde Dairo”, foi o primeiro astro da “Jùjú Music” , nos anos 60. Hoje ainda há muitas bandas de Jùjú na Nigéria.


Neste disco, destaque meu para a faixa 4, "Sunny Ti de Ariya".
Texto retirado de trechos de “Musicas Del Mundo: Africa” – Matthew Clarke e “Jùjú: a social history and etnography of na Afican Popular Music” – Christopher Alan Waterman.
Com essa, termino o primeiro bloco de pastagens. Foi Camarões, Zimbabwe e Nigéria.



segunda-feira, 4 de maio de 2009

THOMAS MAPFUMO (Zimbabwe) - MABASA (1984)


Thomas Mapfumo é um dos nomes mais fortes da música do Zimbabwe. Atuante musicalmente, social e politicamente. Trata-se de um artista com posicionamento crítico nas letras de suas músicas e em seus depoimentos.


Mapfumo em 2002


Quando Mapfumo começou a cantar, Zimbabwe ainda era “Rodésia”, mais uma colônia britânica no continente africano. O país fica na parte sul e faz fronteira com o nosso “irmão” Moçambique, a África do Sul, Botswana e Zambia. Nos anos 60, acompanhando os movimentos nacionalistas, dos direitos humanos e principalmente o movimento dos panteras negras dos EUA, uma classe média politizada inicia o processo de independização do país, que se concretiza em 18 de abril de 1980, acompanhando uma onda de fim das colônias na África. A Rodésia passa a ser Zimbabwe, e Mapfumo & the Blacks Unlimited estão fazendo música no meio disso tudo.

Mabasa é o quinto disco deste artista. Começou a carreira interpretando temas de Otis Redding, Sam Cooke e Elvis Presley. Tudo distante da política. Porém, quando nos anos setenta o movimento pela independência do país começou a fortalecer, Mapfumo se posicionou, tornando-se um porta-voz desta causa, reafirmando os valores da sua própria cultura. Artista urbano, mesclou os ritmos da música inglesa e norte-americana, cantando em Shona, dialeto local; traduziu célullas rítmicas e melódicas tocadas nas mbira (instrumento “pai” da kalimba) em rituais locais: o som das mbira foram para as guitarras, o sons dos hosho (parente da maraca, do ganzá) foram para o chipô, e os pés batendo no chão, foram para o bumbo, produzindo uma música muito especial. Mapfumo hoje é um herói nacional.

No disco Mabasa, de 1984, destaque para a primeira faixa “Ndanzwa ngoma kurira”.

Infelizmente, nos últimos anos, the Blacks Unlimited perderam duas figuras fundamentais: o baterista Saba Mbata (morto pela AIDS) e o baixista Charles Makwoke (arrebentado por uma surra da polícia).

Ouvintes: curtam o som, posicionem-se. Não sou pai de cascudo, nem porta-voz de nada, mas não vamos nos acomodar, não vamos nos silenciar. A gente estamos aí pra se divertir e também pra não aceitar qualquer bomba que nos empurrem. Pra cima deles, popular está contigo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

MANU DIBANGO – Makossa Man (1974)





Desde seu nascimento em Camarões, em 1933, Manu Dibango se sentiu dividido entre dois mundos: seus pais, pertencentes a duas etnias rivais, lhe enviaram para uma cidade do interior da França para acabar seus estudos, em terras onde a presença de um negro era muito rara. Em 1952, quando um amigo lhe emprestou o sax, a vida de músico começou. No início dos anos 60, decidido pela profissão que teria por toda a vida, Dibango começou a trajetória pelo jazz, aproximando tradições africanas com a modernidade contemporânea. Em 1985 organizou uma campanha para arrecadar verba para a Etiópia que atravessava uma crise gigantesca, reunindo muitos músicos para gravar o single “Tam-Tam Pour L´Ethiopie”. Dibango foi pessoalmente levar o lucro obtido às vítimas da fome na Etiópia pra impedir desvios. Este músico sempre lutou pelo ideal de uma “África Elétrica”: “Há pessoas que pensam que os músicos africanos não podem tocar pianos, sintetizadores nem sax. Querem ver os africanos tocando tambor... mas isto está mudando”. A contribuição de Manu Dibango foi fundamental para esta mudança.
Texto baseado no livro “Músicas do Mundo – Africa”, Matthew Clarke (1995).
Este disco é o Makossa Man, de 1974. Gravado em Paris, mixado em NY.

Manu Dibango (sax tenor e soprano, piano, órgão, vibrafone, marimba e voz); Slim Pez (guitarra); Jerry Malekany (guitarra); Small Manu Rodanet (“tumba”); Harry Gatibelza (órgão); Phillipe Neveu (baixo); Manfred Long (baixo); Lucien Dobat (bateria); Claude Vamur (bateria) e Freddy N´Kounkou (percussão).






quinta-feira, 5 de março de 2009

Betty Davis - 1973




A maior cantora funk de todos os tempos. Betty Davis, bonita, sensual, musical, com muito estilo e atitude, e com seu vozeirão sexy bota as outras cantoras no chinelo. Não tem pra ninguém. Fora isso, olha o bandão que a acompanha neste seu disco de estréia, de 1973. Nada mais, nada menos que a cozinha do Sly & Family Stone, Larry Graham (baixo) e Greg Errico (bateria), o clavinete e o hammond de Hershall Kennedy do Graham Central Station, os beacking vocals das Pointer Sisters, o guitarrista Neal Schon, da banda do Santana, entre outros excelentes animaizinhos.

Nascida Betty Mabry, se casou aos 23 anos com Miles Davis, que tinha o dobro de sua idade. Foi Betty que apresentou Jimmy Hendrix e Sly Stone a Miles, entre tantos outros músicos do rock e do psicodelismo, que acabaram o influenciando fortemente na concepção de sua nova fase “fusion”, com seus discos “In a Silent Way” e Bitches Brew”. O casamento entre Betty e Miles durou cerca de um ano. Miles diz que Betty era muito jovem e selvagem para ele, e além disso andava desconfiando que ela viesse tendo um romance com Hendrix - fato que ela nega.
A partir de então ela se lançou na carreira de cantora, gravando apenas três discos, pois sofreu boicotes de rádios e de grupos conservadores. O caso é que sua atitude e suas letras provocativas escandalizavam um bocado os moralistas da época.

A bostagem aqui é do disco de 1973, que foi relançado em 2007 com três faixas bônus.

Bom aí vai então o veneno. Bom proveito a todos!







quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

NECO - Samba e violão ( 1967)



























Daudeth Azevedo nasceu em Realengo (RJ), no dia 23 de setembro de 1932. Vulgo NECO. É... 23 de 32.


Autodidata, iniciou seus estudos com Guerra Peixe e Moacir Santos.
Neco tocou e/ou gravou com expoentes do porte de Bola Sete, Newton Mendonça, Severino Araújo, Luiz Bonfá, Gaúcho, Baden Powell, Codó, Júlio Barbosa, Geraldo Vespar, Cipó, Eumir Deodato, Gaya, Panicalli, Nelsinho, Jacob do Bandolim, Orlando Silveira, K-Ximbinho, Waltel Branco, Radamés Gnatalli, Jorginho, J.T Meireles, Dino 7 cordas, José Menezes, Raul de Barros, Maciel, Aurino, Zé Bodega, Vadico, Leo Perachi... e muitos mais.


No que se refere a cantores e cantoras a lista seria muito maior.
Em 1963 fez o seu primeiro disco solo chamado "Samba Nova Concepção", onde atua além de músico como arranjador e regente.

Grava na década de 60 outros quatro LPs como solista: "Coquetel Bossa Nova" - 1964; "Velvet Bossa Nova" - 1966; "Samba e Violão" - 1967; e "Samba e Violão, nº 2" - 1968.

O LP bostado é do 67. Canções como: Doralice (Caymmi), Disparada (Vandré), O morro não tem vez (Tom e Vininha) entre outros clássicos.

Neco mora na Tijuca (RJ) e é casado há 50 anos com sua consorte Iêda.



“VAMO MEXE ESSAS PATA AI TCHÊ!!!” XUCRO.


sábado, 10 de janeiro de 2009

Dave Valentin - Land of the Third Eye - 1980



Dave Valentin é um flautista norte-americano com descendência
porto-riquenha que mistura música latina e brasileira com r&b, funk e jazz. Começou na percussão e depois, aos 18 anos, foi para a flauta tendo como professor Hubert Laws, outro grande flautista.
Descoberto pela dupla Dave Grusin e Larry Rosen, da gravadora GRP, e primeiro artista a ser contratado, Valentin começa a atuar em gravações na segunda metade da década de 70 e, em 1979, tem a oportunidade de gravar seu primeiro disco solo.
O disco que venho pastar foi lançado em 1980 pela GRP e conta com Grusin atuando como produtor, arranjador, compositor e tecladista, usando sempre piano acústico, piano elétrico e o sintetizador polifônico Oberheim OB-X. O lado A do disco mostra uma influência mais funk, onde temos Marcus Miller no baixo, Buddy Williams na bateria, e Jeff Mironov na guitarra. Já o lado B é totalmente latino, e conta com Tito Marrero na bateria, Lincoln Goines no baixo e Michael Viñas na guitarra. Roger Squitero toca percussão e Rafael de Jesus toca congas.
Dedico esta bostagem ao também flautista e colega de espécie Rocinante, ou Equus do Chile.
Aí cavalo, tá tudo em cima: milho, ervilha, alfafa, água, cubos de açucar...é só se alimentar......mas........ como diria Altamiro Carrilho: Cigarrinho ? não. Nem pensar!
Um abraço, Do Contratempo.





sexta-feira, 28 de novembro de 2008

ALLEN TOUSSAINT




Pratcament, venho pra postar três discos de um cara pouco conhecido do público em geral, nascido em 14 de janeiro de 1938 em New Orleans.
Assim como Huey Smith, Lee Dorsey, Eddie Bo, Fats Domino, Dr. John e tantos outros, Allen Toussaint teve como principal influência o grande pianista e ícone da música de New Orleans, Professor Longhair.
Começou como músico de estúdio, arranjador, produtor e compositor de soul e R&B nos anos 50. Lançou seu primeiro disco em 1958. Foi só depois de 12 anos, em 1970 que Allen gravou seu segundo e, pra mim, melhor disco solo, chamado “From a Whisper To a Scream”, disco que conta com Dr. John tocando guitarra e órgão Hammond. Destaque para a faixa nº 3, “Sweet Touch Of Love”. Seu terceiro disco, “Life, Love And Faith”, foi lançado em 1972 e sua banda base é The Meters, banda esta que em 1969, foi produzida e lançada por Allen e em 1973 foi dirigida por ele no disco “Right Place, Wrong Time”, o grande disco funk de Dr. John, que recomendo a todos. Destaque para a música “Out Of The City”, com a voz gravada na caixa Leslie. E para “Going Down”, com um guitarra Coral Sitar. Finalizando essa postagem, o disco de 1975 “Northern Nights”, com destaque para o arranjo de sopros da faixa “Last Train” e.
Allen Toussaint é um artista completo. Escreve, faz arranjos de base, arranjos de sopros, toca e produz a ele e a vários outros baitaprofissionais como The Band, Joe Cocker, Dr. John, Irma Thomas, entre muitos outros.
Aproveito para parabenizar o Ruivo, Baio e Do Contratempo pelos excelentes textos e discos postados. Baita!
Aproveitem!






















quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Mark Wirtz - A Teenage Opera - 1968




Gravado entre 1967 e 1968 nos estúdios da Abbey Road em Londres, acabou não sendo concluído. A idéia de Wirtz, contratado pela EMI, era fazer uma grande Ópera-Rock. O projeto inicial ainda incluía um filme-animação, mas a gravadora acabou desistindo, provavelmente pelo custo alto, e apenas 4 músicas foram aprontadas na época. Apenas em 1996 o disco foi ajeitado e lançado, num clima meio não-terminado, contendo alguns out-takes.
São 23 faixas com a sonoridade muito característica da segunda metade dos anos 60, graças também ao engenheiro de som Geoff Emerick, que gravou alguns disco dos Beatles, e que nesse período trabalhava no Sgt Pepper’s no mesmo estúdio. (Foi dele a idéia de passar a voz de John por uma caixa-leslie na música “Tomorrow Never Knows”). O timbre da bateria é destacado pelo “reverb psicodélico” padrão nos anos de 66 e 67, as guitarras são bem presente, temos bastante coros e vozes de crianças, mas o que chama mais atenção é a orquestra; cordas, sopros, percussão e todos elementos necessários para nos remeter ao cenário underground Londrino ’67, onde o ácido era constante nos clubes e boates.
O grupo chamado por Wirtz para fazer a base para a orquestra foi o “Tomorrow”, um dos primeiros a fazer rock psicodélico na Inglaterra juntamente com Pink Floyd (primeiramente sugerido por ele para gravar), Soft Machine, entre outras. O “Tomorrow” contava com Keith West nos vocais e Steve Howe, que depois formou o “Yes”, na guitarra.
Destaque para as músicas “Grocer Jack”, que foi a primeira a ser terminada, onde temos crianças cantando o refrão, “Auntie Mary’s Dress Shop”, onde a guitarra de Howe é inconfundível, “Sam”, outro tema muito bonito, e “(He’s Our Dear Old) WeatherMan”.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

WAR



Estimados amigos eqüinos. Depois de pratcament um ano sem pastar nada nesses prados sonoros, volto com a intenção de compensar esta minha ausência tão prolongada, postando hoje aqui, a discografia quase completa de uma das melhores e mais populares bandas de funk dos anos 70. O War.

Já vi muita gente procurando os discos do War na internet, e realmente, não é nada fácil encontrá-los. No total, contando com coletâneas e discos ao vivo, são quase 20 discos. Todos os que eu já consegui baixar, e agora estou aqui compartilhando são nove.
O War, com seu funk eclético, abrange uma mistura muito interessante de soul, jazz, blues, reggae e música latina. Na verdade tudo começou com uma banda de R&B chamada The Creators, que foi fundada em 1962 pelo guitarrista Haward Scott e pelo batrista Harold Brown, em Comptom, pequena cidade no subúrbio de Los Angeles. Poucos anos depois, o baixista Morris "B.B." Dickerson, o tecladista Leroy “Lonnie” Jordan, e o saxofonista/flautista Charles Miller juntaram-se ao grupo. Todos eram também canários, e curtiam essa diversidade musical que eles certamente absorviam na sua cidade, que apresentava uma população basicamente formada por negros e descendentes de países da América central.

Mais tarde, em 1968, com o nome alterado para Nightshift, a banda recebeu o percussionista Thomas Sylvester “Pappa Dee” Allen - que anteriormente tocou com Dizzy Gillespie - e o novo baixista Peter Rosen, que não durou muito tempo devido ao seu óbito causado por uma overdose. Então, o baixista original B.B. Dickerson, voltou a reintegrar o grupo.
A banda começou a ter popularidade a partir do momento em que eles conheceram o produtor Jerry Goldstain em 1969. Goldstain sugeriu uma parceria deles com o cantor e fundador da banda britânica The Animals, Eric Burdon. Junto com ele, veio o tocador de harmônica, o dinamarquês Lee Oskar. Burdon sugeriu à banda o nome War, e desta parceria nasceram dois discos: Eric Burdon Declares War, de 1970, e no ano seguinte The Black Man’s Burdon, que é o primeiro disco que vos disponibilizo nesta pastagem.





Ambos os discos conseguiram emplacar vários hits nas paradas, e então o War com Eric Burdon começou a alcançar um largo grau de popularidade.

Ainda no início de 1971, Burdon resolveu se lançar em carreira solo e deixou a banda War trilhar seu próprio caminho. Neste mesmo ano, o War lançou dois discos. War e All Day Music. O primeiro não causou grande impacto na mídia, mas o segundo teve forte resposta de público.



A grande consagração da banda veio mesmo em 1972 com The World is a Ghetto. A música Cisco Kid alcançou grande popularidade nas comunidades latinas (Veja mais adiante um link para um vídeo ao vivo desta música).




No ano seguinte lançaram o disco Deliver The Word.




Durante quatro shows em 1974, foi gravado um álbum ao vivo, que eu nunca consegui encontrar. No mesmo ano consta um disco chamado Radio Free War, que eu também não conheço.

Em 1975, lançaram Why Can’t We Be Friends com a faixa que dá nome ao disco e Low Rider que são provavelmente as músicas mais famosas de sua história. A frase clássica de sopros de Low Rider foi sampleada pelos Beastie Boys na faixa Slow Rider do disco Licensed to Ill, e por outros grupos como o Stereo Mc’s e Offspring. O teclado na introdução de Why Can’t We Be Friends apresenta uma clássica escorregada do Lonnie Jordan que não foi concertada em edição.




Um disco de “out takes” da fase com Erik Burdon (1969- 1971), foi lançado em 1976. Trata-se do disco Love Is All Arround. Nele tem uma bela versão para A Day in The Life dos Beatles.





Entrando na era do “Star Wars”, em 1977 a banda lançou o disco Galaxy, ainda desconhecido por esse cavalo que aqui pasta, exceto pela faixa que dá nome ao disco, a qual entrou em alguma coletânea, e que posso também aqui disponibilizar.




Youngblood, de 1978 é o último disco em que a banda contou com a formação original.




Dickerson deixou a banda durante as gravações do disco “The Music Band” do ano seguinte. Pouco depois Charles Miller foi assassinado em uma tentativa de assalto. Entraram então para a banda, o baixista Luther Rabb, o percussionista Ronnie Hammon – que já havia gravado com o War no disco de 1971, o saxofonista Pat Rizzo (ex Sly & The Family Stone), e a beacking vocal Alice Tweed Smith. Nesta época foram lançados três discos que eu desconheço. The Music Band, The Music Band 2 e The Music Band Live. Em seguida, a vocalista Smith saiu da banda.

Em 1982, o disco Outlaw (que eu só tenho em vinil) traz o hit das pistas de dança You Got The Power, e em 1983 Life (is so Strange) traz o hit de mesmo nome, uma bela balada que vira um funk da pesada.




Em 1988, mais uma fatalidade, e grande perda para a banda. O percussionista Papa Dee Alen teve um colapso e morreu no palco, com um aneurisma no cérebro.

Depois deste último disco, a banda seguiu apenas fazendo shows e tournées. Somente em 1994 surge um disco chamado Peace Sign, o qual também desconheço.

Recentemente, meu amigo Pedro Porto, que se encontra atualmente em Los Angeles, me contou que viu um show com o baixista Dickerson, o baterista Harold Brown, o gaitista Lee Oskar e o guitarrista Howard Scott, todos da formação original do War, que seguem tocando com o nome Low Rider, já que perderam o nome War para o tecladista Lonnie Jordan. Lonnie montou uma outra banda, inclusive com um guitarrista gaúcho, e faz bailes pelo mundo inteiro com o nome War.


Vejam alguns videos também:


Spill The Wine Eric Burdon & War (1970):

Cisco Kid – War – 1973:

clipe de Low Rider:
Why Can’t We Be Friends ao vivo em 1980, com Pat Rizzo (Sly):