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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Quando a Jamaica se encontra com a África



Neste disco – Gone Clear de Manu Dibango (Island Records) – temos um excelente encontro do reggae jamaicano, representado pela respeitadíssima e frantástica dupla do “drum and bass” jamaicano Sly & Robbie com o africanismo - já aqui apresentado pelo cavalo Rocinante – do camaronense Manu Dibango.





O Resultado é um perfeito casamento entre dois estilos musicais que na verdade sempre estiveram ligados pela enorme força da cultura africana, que nunca se perdeu apesar da grande insistência do homem europeu em exterminá-la.
Manu Dibango foi a Kingston, e no Dynamic Souns Studios gravou o disco que foi lançado no ano de 1980. Além de Sly e Robbie participam outros músicos jamaicanos, como: Robbie Lyn,Ansel Collins, Clive ´´Azul´´ Hunt, Mikey ´´Mao´´ Chung, Mikey ´´Boo´´ Richards, Willie Lindo, Geoffrey Chung, Sticky Thompson, Peter Ashbourne entre outros.



sexta-feira, 27 de março de 2009

MANU DIBANGO – Makossa Man (1974)





Desde seu nascimento em Camarões, em 1933, Manu Dibango se sentiu dividido entre dois mundos: seus pais, pertencentes a duas etnias rivais, lhe enviaram para uma cidade do interior da França para acabar seus estudos, em terras onde a presença de um negro era muito rara. Em 1952, quando um amigo lhe emprestou o sax, a vida de músico começou. No início dos anos 60, decidido pela profissão que teria por toda a vida, Dibango começou a trajetória pelo jazz, aproximando tradições africanas com a modernidade contemporânea. Em 1985 organizou uma campanha para arrecadar verba para a Etiópia que atravessava uma crise gigantesca, reunindo muitos músicos para gravar o single “Tam-Tam Pour L´Ethiopie”. Dibango foi pessoalmente levar o lucro obtido às vítimas da fome na Etiópia pra impedir desvios. Este músico sempre lutou pelo ideal de uma “África Elétrica”: “Há pessoas que pensam que os músicos africanos não podem tocar pianos, sintetizadores nem sax. Querem ver os africanos tocando tambor... mas isto está mudando”. A contribuição de Manu Dibango foi fundamental para esta mudança.
Texto baseado no livro “Músicas do Mundo – Africa”, Matthew Clarke (1995).
Este disco é o Makossa Man, de 1974. Gravado em Paris, mixado em NY.

Manu Dibango (sax tenor e soprano, piano, órgão, vibrafone, marimba e voz); Slim Pez (guitarra); Jerry Malekany (guitarra); Small Manu Rodanet (“tumba”); Harry Gatibelza (órgão); Phillipe Neveu (baixo); Manfred Long (baixo); Lucien Dobat (bateria); Claude Vamur (bateria) e Freddy N´Kounkou (percussão).