sexta-feira, 30 de novembro de 2007

MAESTRO MOACIR SANTOS - BLUE NOTE 1972








"Moacir Santos/ tu que não és um só, és tantos/ como este meu Brasil de todos os santos"



Foi com esta deferência que o pegasus Vinicius de Moraes prestou sua homenagem, em "Samba da Bênção", a este pernambucano nascido em 08 de abril de 1924, sob a aridez do sertão.

Com 11 anos escolhe o seu primeiro instrumento o clarinete.
A metade da década de 40 marca sua maturação musical, aprende a tocar saxofone.
Em 1948, junta-se à Orquestra Tabajara de Severino Araújo, ruma ao Rio de janeiro enebriando o elite musical carioca.
Logo foi contratado pela Rádio Nacional, onde permaneceu por 19 anos.
Mas a falta de conhecimento teorico o perturbava, fazia arranjos sem conhecer as regras.
O convívio com o amigo Guerra Peixe e musicólogo e compositor alemão Hans Joachim Koellreutter, libertou-o desta angústia.
Foi professor de grandes talentos, como Paulo Moura, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Maurício Einhorn, Sérgio Mendes, João Donato, Roberto Menescal, Dori Caymmi e Airto Moreiral, Nara Leão e outros.
Nos anos 50 e 60 estabelece parcerias com Vinicius de Moraes e Mário Telles.
É considerado um dos grandes mestres da renovação harmônica da MPB.
Seu primeiro disco, "Coisas", foi lançado em 1965, batiza as dez faixas numeradas com esse nome.
Em 1967, deixa a Rádio Nacional, muda-se para américa do norte e onde é descoberto por Horace Silver.
Apartir daí é só relincho.
O disco bostado é de 1972, mas há o de 1974 que nem necessita menção.
Entre suas composições mais célebres e gravadas estão "Nanã" (com Mário Telles), "Menino Travesso", "Triste de Quem" e "Se Você Disser que Sim", todas com VININHA - O POETINHA VAGABUNDO ( pegasus já citado).


DISCOGRAFIA:
1965 - COISAS
1972 - MAESTRO BLUE NOTE
1974 - SAUDADE BLUE NOTE
2001 - OURO NEGRO









IRRURRURRURRURRURRUUUUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
XUCRO.

Almir Ricardi - Festa Funk (1984)


Tendo em vista a dificuldade destes animais em pastar discos neste potreiro, venho tardiamente fazer minha primeira participação direcionando os demais eqüinos ao Funk Brasil do começo dos anos 80, numa época em que o Rio de Janeiro presenciava um movimento forte de festas high society, regadas a muitas orgias e cocaína.
Almir Ricardi foi o cavalo escolhido, um artista obscuro e pouco conhecido nos dias de hoje, mas que teve grande importância neste meio , apesar de ter iniciado sua cavalgada ainda na jovem guarda dos anos 60. Parceiro de toda aquela manada do Funk como Tim Maia, Tony Bizarro, Gerson King, Dom Salvador entre outros, inclusive o Tremendão, em 1984 (74 + 10) (ano limite para postagens neste blog) teve a chance de lançar este disco solo que o levou a diversos palcos do país inteiro.
A dupla escolhida para a produção, foi nada mais nada menos que Robson Jorge e Lincoln Olivetti, eqüinos pioneiros na utilização da eletrônica a serviço da música. Lincoln em especial, teve atuação destacada como produtor e arranjador de grandes estrelas da MPB, ganhou epítetos como “O feiticeiro dos estúdios” ou “ O mago do pop”, mas amargou críticas que o responsabilizavam pela pasteurização do gênero, devido ao uso excessivo de sintetizadores.
Ricardi naquele momento, simbolizava o tipo de som que a fatia rica da sociedade estava ouvindo e dançando nas pistas. Claro que os bailes de periferia também tocavam o som de Ricardi, mas os ricos estavam delirando com o funk em português. No início dos anos 80, discos de funk eram privilégio de quem tinha acesso a importação, já que aqui pouca coisa saia e quando saia, já estava fora das paradas internacionais. Então era natural que a classe alta tivesse acesso ao funk primeiro que a classe baixa. Mas os pobres também se divertiam com o funk e soul nas pistas de dança nos finais de semana. Muita coisa chegava aos bailes de periferia em fitas de rolo, sem o nome das bandas e músicas.
Finalizando, posso dizer que este disco é o retrato do Rio de Janeiro do começo desta década, que na minha opinião só prestou até 1984, depois disso, na minha humilde opinião, como diria meu parceiro de espécie Cavalo Alucinant, caiu a casa dos artistas !
Um abraço e boa cavalgada !



quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Esse é Puro Sangue




Em minha primeira participação dentro desse ainda potreiro, por pouco tempo, pois logo logo isso vai se tornar um grandioso haras, gostaria de colocar no páreo esse cavalo que nasceu em 31 de maio de 1948 no Rio de Janeiro, Paulinho Da Costa.

O disco que desejo compartilhar com os irmãos equinos é de 1984 lançado pela gravadora Pablo Today. Vale lembrar que esse é o ano limite para pastagens nesse blog (1984) segundo ata realizada na primeira palestra do Comandante desse blog, o Cavalo Ruivo, realizada na baia do Cavalo Xucro em 23+3/11/2007 .

Paulinho da Costa - Sunrise - 1984


Esse gênio da percussão se tornou um dos mais requisitados sideman dos estúdios de gravação de Los Angeles no final dos anos 70 e começo dos anos 80. Ele começou a tocar seus instrumentos com a idade de sete anos, e aos poucos foi acumulando mais de 200 tambores, guizos, apitos e diversos outros instrumentos percussivos. Antes de deixar o Brasil, Paulinho excursionou pelo país e pelo mundo com vários grupos, até mesmo aqueles que se dedicavam exclusivamente ao samba. Ele foi para os Estados Unidos em 1973 (praticamente 74), para integrar o "Sergio Mendes and Brasil 77" e com esse grupo ficou por um período de quatro anos(1973-1977). Durante o tempo livre dos compromissos, Paulinho gravou com grandes gênios do jazz, como Dizzy Gillespie (inclusive o famoso álbum "Dizzy Party"), Milt Jackson, Joe Pass e Freddie Hubbard. Rapidamente, os estúdios de gravação perceberam o seu talento e o requisitavam todo o seu tempo disponível, para estar presente em gravações de estrelas como Herbie Hancock, Ahmad Jamal, Nancy Wilson e Ella Fitzgerald, entre muitos outros.

Esse baita cavalo ainda tem mais cinco discos solos, dentre eles o "Happy People"(1979) que em breve os demais equinos vão poder apreciar aqui nestas pastagens.

Sugiro que acessem o site desse animal e confiram a lista completa dos artistas com quem esse Puro Sangue já troteou.
Boa cavalgada !!

http://www.paulinho.com/







quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Costinha - Morreu Odete

Abro um parêntese humorístico aqui para falar de Lírio Mário da Costa, mais conhecido como o humorista Costinha.

Com uma cara que já era a própria piada, como ele mesmo costumava dizer, Costinha foi um pródigo ator de comédias e pornochanchadas na época de ouro do cinema brasileiro, tendo participado de mais de 50 filmes. Volta e meia rola um deles no Canal Brasil, quase sempre envolvendo algum tipo de sacanagem.


Mas foi contando piadas que Costinha ficou mais conhecido. Se apresentava nos palcos no clássico estilo show de um homem só, contando anedotas principalmente de português, velinhos, e bichinhas.

O foda é que se tu vai tentar contar uma piada dessas, ninguém acha graça. Alias, normalmente são piadas totalmente sem graça. O jeito dele contar que é de se mijar de rir.


Nesse formato, foram lançados 5 volumes do "Peru da Festa". Já aviso que o primeiro é o mais clássico. Nos outros chega a rolar uma repetição de algumas piadas, e um deles nem parece ao vivo, com adição de uma claque tipo Trapalhões.


















Costinha faleceu no Rio de Janeiro aos 72 anos, em 1995, de enfisema pulmonar.


domingo, 25 de novembro de 2007

Max Roach - Percussion Bitter Sweet



Depois dessa excelentíssima dica do Cavalo Ruivo a respeito do grande baterista brasileiro Milton Banana (de quem eu sou absolutamente fã, desde 1974 – ah! E vale a pena conferir os outros tantos discos por ele relinchados. Tem pelo menos uns 23), volto aqui então, sob essa nova (ou anterior) alcunha, por insistência dos meus amigos eqüinos, para sugerir a audição deste disco de um também baterista, que revolucionou a arte de tocar os tambores, tornando a bateria, um instrumento capaz de realizar temas, variações e melodias.

Max Roach foi um dos responsáveis pela gênese dos estilos be-bop e hard-bop, juntamente com outros três cavalos da bateria, Big Sid Catlett, Kenny Clarke e Art Blakey. Teve a oportunidade de acompanhar quase todos os principais nomes do novo estilo; fartou-se de cavalgar junto com Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Kenny Clarke e Bud Powell, e participou de inúmeras gravações antológicas na segunda metade dos anos 40. Entre 1949 e 1950 participou nas históricas gravações do Birth of Cool de Miles Davis e em 1953 tocou, com Gillespie, Parker e Monk, naquele que ficou conhecido como "o maior concerto de jazz de sempre" (registado no álbum Live at Massey Hall).

Em 1958, ele se engajou ativamente na defesa dos direitos dos negros americanos. Em 1960, para selar seu engajamento com o movimento, gravou We Insist! Freedom Now Suite, contando com o incentivo da cantora e ativista Abbey Lincoln, com quem Roach foi casado entre 1962 e 1970.
O disco Percussion Beeter Sweet, de 1961, traz novamente o caráter político e a participação da cantora Abbey Lincoln. Este disco revela o baterista no auge de suas capacidades. São incríveis as melodias que se percebem nos seus solos. E os temas têm um estilo muito diferenciado e próprio, com os vocais de Abbey Lincoln.

Então fica aqui a dica para os cavalos que curtem galopar ao som do be-bop. Boa cavalgada!





sábado, 24 de novembro de 2007

Kay Gees






Comprei esse vinil pela capa há muito tempo atrás, mas escutando e lendo a ficha técnica, ficou claro: se tratava do Kool & The Gang sem o Kool (baixista) no baixo, mas como produtor.
Kool & The Gang, Kay Gees (ou KG's). Assim como a banda do James Brown sem o próprio eram os JB's, óbvio.
Vários temas instrumentais, vocais coletivos, sopro de bom gosto, muito minimoog, músicas grudadas uma na outra. Tudo no clima do Light of Worlds, disco do Kool de 74 também. Pesquisando um pouco mais sobre a banda e esse disco em particular, achei uma frase interessante: "True, a Kool & The Gang singles collection would blow Kay-Gee's' out of the water, but even they never recorded an album as good as Keep on Bumpin' & Masterplan."

Traduzindo, na grossura:

"Na real, uma coletânea de hits do Kool & The Gang botaria o Kay Gee's no chinelo, mas nem eles (o Kool & The Gang) gravaram um album tão bom quanto Keep on Bumpin' & Masterplan."

Kay Gees - Keep on Bumpin' & Masterplan, disco de 74 (que coincidência, esse é o ano do qual mais postei discos até agora...):




terça-feira, 20 de novembro de 2007

Milton Banana interpreta Tom




Impulsionado pelo trote bagual e brasileiro de meu companheiro de espécie Cavalo Branco (sua alcunha verdadeira é Cavalo Baio, ainda é um mistério porque adotou um codinome), posto aqui este exemplar de 1980, "Milton Banana Trio - Ao meu amigo Tom".

Milton Banana foi pratcament quem traduziu a batida do violão da bossa nova para a bateria. Para se ter uma idéia, ele estreou em gravações participando do disco "Chega de Saudade" de João Gilberto , pedra fundamental do estilo lançado em 1959.

Em 1963 formou o Milton Banana Trio, fato inusitado pra época, por ser um grupo conduzido por um baterista.

Neste "Ao meu Amigo Tom", o nome já diz tudo. Releituras do mestre, em versões "pout pourris" (ou "medleys"), mas de muito bom gosto.

Este MP3 é de excelente resolução, 320 kbps. A capa é sensacional: Tom está passando um amendoim pro Milton, mas parece mais uma guimbazinha:








segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Cartola



Na minha primeira participação aqui, vou direcionar os amigos equinos às pastagens do samba. E para iniciar o assunto escolhi falar de Cartola. Esse grande compositor sambista registrado sob o nome de Angenor de Oliveira nasceu em 1908 no Rio de Janeiro, foi co-fundador da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, e foi quem escolheu as cores verde e rosa como as suas cores oficiais. E foi ainda ele o primeiro diretor de harmonia da escola, pondo em prática os conhecimentos musicais que adquirira com Villa-Lobos.

Somente em 1974, aos 65 anos, Cartola pôde gravar o primeiro LP inteiramente seu. Com produção de João Carlos Bozelli (Pelão) e direção artística de Aluizio Falcão, o disco foi lançado pelo selo Marcus Pereira.

Mas o disco que eu estou disponibilizando aqui, é o que foi lançado dois anos mais tarde. Grande sucesso de crítica, o disco teve entre outros sambas "As Rosas Não Falam" e "O Mundo É Um Moinho" (gravação acompanhada ao violão do jovem Guinga, que na época tinha apenas 20 anos) - consideradas obras-primas da música popular -, além de outras composições suas como "Minha", "Sala de Recepção", "Aconteceu", "Sei Chorar", "Cordas de Aço" e "Ensaboa".

Curiosidades: o apelido Cartola surgiu quando ele trabalhava como pedreiro. O pó de cimento das obras que caía sobre sua cabeça fê-lo adotar um chapéu-coco que ele chamava de cartola e que lhe valeu o famoso apelido.

Outro fato curioso é que ele sempre assinou o seu nome como Agenor de Oliveira e só veio a perceber mais tarde que ele fora registrado como Angenor, por um erro do escrivão.





Les McCann & Eddie Harris




Les McCann e Eddie Harris ja eram artistas encaminhados com suas respectivas carreiras quando se encontraram no Festival de Jazz de Montreaux de 1969. O que era pra ser uma simples e descompromissada jam session, foi gravada e tornou-se um dos discos de Jazz mais vendidos da época, inclusive ficando nos primeiros lugares da Bilboard. Esse encontro marcou pra sempre os dois, dando início a uma sólida amizade musical. Eles ainda se encontraram no palco diversas vezes até 96, quando Eddie Harris faleceu.
Swiss Movement abre com "Compared to What", jazz mas com um fundo de soul e com letra crítica a guerra do Vietnan:

"The President, he's got his war,
Folks don't know just what it's for.
Nobody gives us rhyme or reason,
Have one doubt, they call it treason."




Me lembro 10, 15 anos atrás, de puxar um fumo e ficar viajando nesse disco, imaginando os caras tocando.... Pensando como queria que tivessem filmado aquilo. Pra minha surpresa, descobri uns meses atrás QUE EXISTE A FILMAGEM DESSE SHOW, em preto e branco:

http://www.youtube.com/watch?v=OawoYrv9OUY&feature=related

O vídeo é raro e não foi lançado, pois muitos dos comentários dos gringos são nessa linha "ouvi a vida inteira esse disco e não sabia que existia registro em vídeo...". Inclusive só tem um cara com esse vídeo no You Tube.

Nessa noite, a banda era:

Les McCann: Piano, vocal em "Compared to What"
Eddie Harris: Sax Tenor
Benny Bailey: Trumpete
Leroy Vinnegar: Baixo
Donald Dean: Bateria

Curiosidade: durante um solo de Benny Bailey, a platéia aplaude muito, inesperadamente. Só quando ví o vídeo entendi: é que nessa hora Ella Fitzgerald estava chegando atrasada, em meio ao público. Os suíços vão a loucura.


domingo, 18 de novembro de 2007

Fuzzy Haskins solo







Clarence 'Fuzzy' Haskins foi fundador do Parliament junto com George Clinton, no final dos anos 50 quando ainda era um conjunto vocal de "doo-wop" na linha do The Platters. No final dos anos 60 já faziam mistura de funk com rock, e em 70 lançaram o primeiro disco. Sobre o Parliament / Funkadelic é uma longa história...
Fuzzy atravessou os anos 70 gravando discos e excursionando com as duas bandas, mas em 77 ele e mais 4 dos 5 membros originais do Parliament saíram por disputas envolvendo grana.
Um ano antes, em 76, lançou seu primeiro disco solo, "A Whole Nother Radio Active Thang". O álbum conta com a participação de alguns Parliament's originais: Tiki Fulwood e Cordell "Boogie" Mosson na bateria (na primeira faixa, "Tangerine Green", a intro de bateria de Tiki é inconfundível), Bootsy Collins e Mosson no baixo. Bernie Worrell gravou alguns teclados, e contribuiu nos arranjos de cordas e sopro. Fuzzy produziu o disco, compôs as músicas, cantou, tocou guitarra e até bateria em uma música.







Nesse vídeo, Fuzzy solta a franga numa interpretação magnífica de "Standing on the Verge of Getting it On", show em Houston, 1976.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Zungguzungguguzungguzeng




Winston Foster é um jamaicano albino e com a boca torta devido a seqüela de um câncer na garganta.

Mas também é conhecido como Yellowman, o Rei do Dancehall.

Com o vocal mais rítmico do que melódico, e letras satíricas sobre mulheres e sua cor, Yellowman apareceu no começo dos anos 80 junto com o boom do dancehall e a cultura dos DJ's jamaicanos.
Vale lembrar que lá os DJ's começaram a falar e fazer rimas em cima de bases instrumentais
enquanto escolhiam a próxima pedrada, o que acabou dando origem a artistas como Eek-a-Mouse (em breve um post especial dele), Lone Ranger, Sugar Minott, Barrington Levy, e o próprio Yellowman. Bem que o famoso DJ Corcel Negro poderia seguir a idéia...

Aqui, disco de 83, Zungguzungguguzungguzeng, clássico absoluto.




E aqui um vídeo da música título, no Sunsplash de 82. Saquem só a malandragem:

http://www.youtube.com/watch?v=Ko46_aXW_94


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Veio Zuza, Veio Zuza.....





Em 1974, Chico Anysio e Arnaud Rodrigues lançaram esta pérola, Baiano e os Novos Caetanos. Era uma tiração de sarro (ou homenagem, como disse um político Chico esses dias numa entrevista...) em cima dos Novos Baianos, conhecido grupo da fase tropicalista da MPB.
Humor a parte, é um disco muito bom. Arnaud Rodrigues era um baita compositor, e considerado por muitos a "alma" de Chico Anysio, interferindo inclusive na formação dos seus mais de 200 personagens.
As vezes meio forró, meio samba rock, meio caipira, tem clássicos como Vô Batê Pa Tu, Urubu Tá Com Raiva Do Boi, e Véio Zuza, com participação do mesmo.
A dupla lançou mais 3 discos: 75, 82 e 85. Breve aqui....


The Meters - Rejuvenation - 1974


O primeiro disco que disponibilizo aqui é Rejuvenation, album de 74 da banda de New Orleans, The Meters.
Banda basicamente instrumental e de quarteto guitarra-orgão-baixo-bateria nos anos 60, nos anos 70 passou a atuar como quinteto com a adição de percussão e vocais.

The Meters a essa altura eram:
Aaron Neville - orgão Hammond, piano, clavinet e voz
Leo Nocentelli - guitarra
George Porter Jr. - baixo
Joseph "Zigaboo" Modeliste - bateria
Cyril Neville - percussão e voz

Nesse disco, destaque para canção "Loving You Is On My Mind", linda e simples canção de amor onde a melodia do piano já diz tudo, mas que tem o reforço do vocal na hora certa, sem exagero.

Outro destaque é a faixa 9, "Africa". Mais tarde essa música foi regravada pelos Red Hot Chili Peppers no disco Freaky Style, de 85, produzido por George Clinton. Mas na versão dos Peppers, se chamou "Hollywood". Grande disco também, outra hora posto aqui.



Nasce mais um potro!



Amigos eqüinos:
É com satisfação que publico o primeiro post deste que espero ser um novo e bem sucedido blog de música e download de MP3.
Sem uma linha editorial e musical definida, postaremos aqui clássicos e raridades da música black em geral (Funk, Soul, African Beat, Reggae, Dub, etc), música brasileira (Bossa Nova, MPB, Samba Rock, Instrumental), Rock em geral, e tudo o mais que nos interesse e faça-nos relinchar de satisfação.
Conto com a ajuda dos amigos, e espero sugestões e contribuições.
Um abraço, e foi dada a largada!