quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FRANCO (Congo) - Franco et le TPOK Jazz

Franco Luambo Makiadi (1938 – 1989) viveu em Kinshasa, capital da Rep. Dem. do Congo. De família pobre, desde cedo teve contato com a guitarra. Aos 11 anos começou a tocar profissionalmente acompanhando um grupo local. Em 1956, aos 18, foi um dos fundadores do grupo com o qual seguiria até o fim da vida: a TP OK Jazz. Começaram tocando um repertório da música norte-americana e caribenha, porém nos anos setenta a rumba definitivamente se africanizou, e Franco foi um dos principais criadores dentro deste estilo.

Com este grupo, construiu pratcament um reinado, uma vez que epor algum tempo manteve 3 formações simultâneas da banda, um delas na Bélgica. Viajavam por toda a África e parte da Europa, muitas vezes arrecadando os melhores músicos de outras regiões do continente para a sua “empresa de fazer música”. Franco era o patrão, compositor, cantor, dono do dinheiro e guitarrista principal. Lançaram mais de 150 discos, com músicas de longa duração, que às vezes ocupavam os dois lados de um elepê. O “hit” de Franco Luambo é uma música chamada “Mario” que está disponível no youtube.

Nesta pastagem do cavalo23, temos o disco lançado em 1986, comemorativo aos 30 anos da T.P.O.K Jazz (1956-1986), com 3 faixas: 1- La vie des Hommes / 2- Ida / 3-Celio.

Franco Luambo, Le Grand Maitre, e a T.P.O.K Jazz (1956-1986).

Para download, clique abaixo:

http://www.divshare.com/download/8615990-397

terça-feira, 15 de setembro de 2009

KANDA BONGO MAN (Congo) - Non Stop Non Stop - 1985...

KANDA BONGO MAN
Este guitarrista e cantor Congolês influenciou muitos músicos de outros países africanos.

A guitarra em Congo se disseminou muito nos anos 60 e lá se formou uma escola tendo Franco Luambo como principal professor, "pai de todos".
Kanda Bongo Man é uma das crias de Luambo.
Os artisas do Zimbabwe, incluíndo Thomas Mapfumo, foram influenciados por esta escola da "congolese guitar music", ou "kwassa kwassa" que começou no final dos anos 50 e permanece até hoje. Ainda nos anos 90 a música congolesa à base de guitarra era muito popular no Zimbabwe de Mapfumo.
O disco aqui apresentado é de 1985.
Sei que a lei do blog limita pastagens até o ano de 1984, mas obtive uma liminar que abriu uma exceção para este cavalo congolês do chapéu de aba larga.
Non Stop Non Stop é um disco bem comercial.
3 músicas em cada lado, com 7 minutos de duração cada uma, em média.
O Congo se independizou da França em 1960.
Boa audição.
Relinchos.
Para ouvir o disco clique abaixo:
http://www.divshare.com/download/8517216-1e2

domingo, 23 de agosto de 2009

FELA KUTI - Roforofo Fight


Tava Demorando.
Faltava um Fela Kuti neste blog.
O maior nome do gênero musical chamado de afro-beat.
Fela Anikulapo-Kuti também é nigeriano, como King Sunny Ade e também desenvolveu sua carreira nos anos 70 e 80.
O afro-beat e o Jùjú Music são igualmente dançantes, mas a música feita por Fela era mais combativa, atacando negros, brancos, a corrupção, as injustiças.
Grande cantor, compositor, saxofonista.
Este é o Fela Kuti.

Para baixar o disco, clique aqui:
http://www.divshare.com/download/8268047-f36

sexta-feira, 29 de maio de 2009

KING SUNNY ADE (Nigéria) - Jùjú Music

SUNNY ADE é Nigeriano de 1946. É o músico de “Jùjú” mais conhecido fora do continente africano.

O "Jùjú" é um estilo que evoluiu a partir da música interpretada nos santuários dos deuses Yorubás. Ns anos 50 surgiu uma forma popular com baixo, guitarra, teclado e bateria que mesclava o antigo com o moderno. Sunny Ade ganhou o título de “KING”. O disco aqui pastado foi bancado pela gigante Island Records em 1982 e resultou em um sucesso total principalmente em Londres. Sunny Ade neste disco é acompanhado pela African Beats, composta por 17 cavalos. As músicas são sucessos nacionais adaptados para esta formação instrumental do rock-pop-funk e para o tempo de duração mais aceitável da música pop, já que em suas versões originais as músicas ocupariam os dois lados de um disco de vinil. Hoje em dia, “The King” mantém um público fiel na Nigéria e além de suas fronteiras. Quem quiser encontrar outros representantes desta música, “Isaiah Kehinde Dairo”, foi o primeiro astro da “Jùjú Music” , nos anos 60. Hoje ainda há muitas bandas de Jùjú na Nigéria.

Neste disco, destaque meu para a faixa 4, "Sunny Ti de Ariya".

Texto retirado de trechos de “Musicas Del Mundo: Africa” – Matthew Clarke e “Jùjú: a social history and etnography of na Afican Popular Music” – Christopher Alan Waterman.

Com essa, termino o primeiro bloco de pastagens. Foi Camarões, Zimbabwe e Nigéria.


Para baixar o disco, clique abaixo:


http://www.divshare.com/download/7387401-3b4

segunda-feira, 4 de maio de 2009

THOMAS MAPFUMO (Zimbabwe) - MABASA (1984)


Thomas Mapfumo é um dos nomes mais fortes da música do Zimbabwe. Atuante musicalmente, social e politicamente. Trata-se de um artista com posicionamento crítico nas letras de suas músicas e em seus depoimentos.


Mapfumo em 2002


Quando Mapfumo começou a cantar, Zimbabwe ainda era “Rodésia”, mais uma colônia britânica no continente africano. O país fica na parte sul e faz fronteira com o nosso “irmão” Moçambique, a África do Sul, Botswana e Zambia. Nos anos 60, acompanhando os movimentos nacionalistas, dos direitos humanos e principalmente o movimento dos panteras negras dos EUA, uma classe média politizada inicia o processo de independização do país, que se concretiza em 18 de abril de 1980, acompanhando uma onda de fim das colônias na África. A Rodésia passa a ser Zimbabwe, e Mapfumo & the Blacks Unlimited estão fazendo música no meio disso tudo.

Mabasa é o quinto disco deste artista. Começou a carreira interpretando temas de Otis Redding, Sam Cooke e Elvis Presley. Tudo distante da política. Porém, quando nos anos setenta o movimento pela independência do país começou a fortalecer, Mapfumo se posicionou, tornando-se um porta-voz desta causa, reafirmando os valores da sua própria cultura. Artista urbano, mesclou os ritmos da música inglesa e norte-americana, cantando em Shona, dialeto local; traduziu célullas rítmicas e melódicas tocadas nas mbira (instrumento “pai” da kalimba) em rituais locais: o som das mbira foram para as guitarras, o sons dos hosho (parente da maraca, do ganzá) foram para o chipô, e os pés batendo no chão, foram para o bumbo, produzindo uma música muito especial. Mapfumo hoje é um herói nacional.

No disco Mabasa, de 1984, destaque para a primeira faixa “Ndanzwa ngoma kurira”.

Infelizmente, nos últimos anos, the Blacks Unlimited perderam duas figuras fundamentais: o baterista Saba Mbata (morto pela AIDS) e o baixista Charles Makwoke (arrebentado por uma surra da polícia).

Ouvintes: curtam o som, posicionem-se. Não sou pai de cascudo, nem porta-voz de nada, mas não vamos nos acomodar, não vamos nos silenciar. A gente estamos aí pra se divertir e também pra não aceitar qualquer bomba que nos empurrem. Pra cima deles, popular está contigo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

MANU DIBANGO – Makossa Man (1974)



Desde seu nascimento em Camarões, em 1933, Manu Dibango se sentiu dividido entre dois mundos: seus pais, pertencentes a duas etnias rivais, lhe enviaram para uma cidade do interior da França para acabar seus estudos, em terras onde a presença de um negro era muito rara. Em 1952, quando um amigo lhe emprestou o sax, a vida de músico começou. No início dos anos 60, decidido pela profissão que teria por toda a vida, Dibango começou a trajetória pelo jazz, aproximando tradições africanas com a modernidade contemporânea. Em 1985 organizou uma campanha para arrecadar verba para a Etiópia que atravessava uma crise gigantesca, reunindo muitos músicos para gravar o single “Tam-Tam Pour L´Ethiopie”. Dibango foi pessoalmente levar o lucro obtido às vítimas da fome na Etiópia pra impedir desvios. Este músico sempre lutou pelo ideal de uma “África Elétrica”: “Há pessoas que pensam que os músicos africanos não podem tocar pianos, sintetizadores nem sax. Querem ver os africanos tocando tambor... mas isto está mudando”. A contribuição de Manu Dibango foi fundamental para esta mudança.

Texto baseado no livro “Músicas do Mundo – Africa”, Matthew Clarke (1995).

Este disco é o Makossa Man, de 1974. Gravado em Paris, mixado em NY.

Manu Dibango (sax tenor e soprano, piano, órgão, vibrafone, marimba e voz); Slim Pez (guitarra); Jerry Malekany (guitarra); Small Manu Rodanet (“tumba”); Harry Gatibelza (órgão); Phillipe Neveu (baixo); Manfred Long (baixo); Lucien Dobat (bateria); Claude Vamur (bateria) e Freddy N´Kounkou (percussão).
PARA BAIXAR O ÁUDIO E A CAPA DO DISCO: boa audição
http://www.divshare.com/download/7278935-aee


quinta-feira, 5 de março de 2009

Betty Davis - 1973




A maior cantora funk de todos os tempos. Betty Davis, bonita, sensual, musical, com muito estilo e atitude, e com seu vozeirão sexy bota as outras cantoras no chinelo. Não tem pra ninguém. Fora isso, olha o bandão que a acompanha neste seu disco de estréia, de 1973. Nada mais, nada menos que a cozinha do Sly & Family Stone, Larry Graham (baixo) e Greg Errico (bateria), o clavinete e o hammond de Hershall Kennedy do Graham Central Station, os beacking vocals das Pointer Sisters, o guitarrista Neal Schon, da banda do Santana, entre outros excelentes animaizinhos.

Nascida Betty Mabry, se casou aos 23 anos com Miles Davis, que tinha o dobro de sua idade. Foi Betty que apresentou Jimmy Hendrix e Sly Stone a Miles, entre tantos outros músicos do rock e do psicodelismo, que acabaram o influenciando fortemente na concepção de sua nova fase “fusion”, com seus discos “In a Silent Way” e Bitches Brew”. O casamento entre Betty e Miles durou cerca de um ano. Miles diz que Betty era muito jovem e selvagem para ele, e além disso andava desconfiando que ela viesse tendo um romance com Hendrix - fato que ela nega.
A partir de então ela se lançou na carreira de cantora, gravando apenas três discos, pois sofreu boicotes de rádios e de grupos conservadores. O caso é que sua atitude e suas letras provocativas escandalizavam um bocado os moralistas da época.

A bostagem aqui é do disco de 1973, que foi relançado em 2007 com três faixas bônus.

Bom aí vai então o veneno. Bom proveito a todos!








quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

NECO - Samba e violão ( 1967)























Daudeth Azevedo nasceu em Realengo (RJ), no dia 23 de setembro de 1932. Vulgo NECO. É... 23 de 32.

Autodidata, iniciou seus estudos com Guerra Peixe e Moacir Santos.
Neco tocou e/ou gravou com expoentes do porte de Bola Sete, Newton Mendonça, Severino Araújo, Luiz Bonfá, Gaúcho, Baden Powell, Codó, Júlio Barbosa, Geraldo Vespar, Cipó, Eumir Deodato, Gaya, Panicalli, Nelsinho, Jacob do Bandolim, Orlando Silveira, K-Ximbinho, Waltel Branco, Radamés Gnatalli, Jorginho, J.T Meireles, Dino 7 cordas, José Menezes, Raul de Barros, Maciel, Aurino, Zé Bodega, Vadico, Leo Perachi... e muitos mais.

No que se refere a cantores e cantoras a lista seria muito maior.

Em 1963 fez o seu primeiro disco solo chamado "Samba Nova Concepção", onde atua além de músico como arranjador e regente.

Grava na década de 60 outros quatro LPs como solista: "Coquetel Bossa Nova" - 1964; "Velvet Bossa Nova" - 1966; "Samba e Violão" - 1967; e "Samba e Violão, nº 2" - 1968.

O LP bostado é do 67. Canções como: Doralice (Caymmi), Disparada (Vandré), O morro não tem vez (Tom e Vininha) entre outros clássicos.

Neco mora na Tijuca (RJ) e é casado há 50 anos com sua consorte Iêda.

http://rapidshare.com/files/202812772/NECO_-_Samba_e_Violao_-_1967_-cavalo23.blogspot.com.rar

“VAMO MEXE ESSAS PATA AI TCHÊ!!!” XUCRO.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Dave Valentin - Land of the Third Eye - 1980

Dave Valentin é um flautista norte-americano com descendência
porto-riquenha que mistura música latina e brasileira com r&b, funk e jazz. Começou na percussão e depois, aos 18 anos, foi para a flauta tendo como professor Hubert Laws, outro grande flautista.
Descoberto pela dupla Dave Grusin e Larry Rosen, da gravadora GRP, e primeiro artista a ser contratado, Valentin começa a atuar em gravações na segunda metade da década de 70 e, em 1979, tem a oportunidade de gravar seu primeiro disco solo.
O disco que venho pastar foi lançado em 1980 pela GRP e conta com Grusin atuando como produtor, arranjador, compositor e tecladista, usando sempre piano acústico, piano elétrico e o sintetizador polifônico Oberheim OB-X. O lado A do disco mostra uma influência mais funk, onde temos Marcus Miller no baixo, Buddy Williams na bateria, e Jeff Mironov na guitarra. Já o lado B é totalmente latino, e conta com Tito Marrero na bateria, Lincoln Goines no baixo e Michael Viñas na guitarra. Roger Squitero toca percussão e Rafael de Jesus toca congas.
Dedico esta bostagem ao também flautista e colega de espécie Rocinante, ou Equus do Chile.
Aí cavalo, tá tudo em cima: milho, ervilha, alfafa, água, cubos de açucar...é só se alimentar......mas........ como diria Altamiro Carrilho: Cigarrinho ? não. Nem pensar!
Um abraço, Do Contratempo.

http://www.zshare.net/download/5397337436715ff1/

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

ALLEN TOUSSAINT


Pratcament, venho pra postar três discos de um cara pouco conhecido do público em geral, nascido em 14 de janeiro de 1938 em New Orleans.
Assim como Huey Smith, Lee Dorsey, Eddie Bo, Fats Domino, Dr. John e tantos outros, Allen Toussaint teve como principal influência o grande pianista e ícone da música de New Orleans, Professor Longhair.
Começou como músico de estúdio, arranjador, produtor e compositor de soul e R&B nos anos 50. Lançou seu primeiro disco em 1958. Foi só depois de 12 anos, em 1970 que Allen gravou seu segundo e, pra mim, melhor disco solo, chamado “From a Whisper To a Scream”, disco que conta com Dr. John tocando guitarra e órgão Hammond. Destaque para a faixa nº 3, “Sweet Touch Of Love”. Seu terceiro disco, “Life, Love And Faith”, foi lançado em 1972 e sua banda base é The Meters, banda esta que em 1969, foi produzida e lançada por Allen e em 1973 foi dirigida por ele no disco “Right Place, Wrong Time”, o grande disco funk de Dr. John, que recomendo a todos. Destaque para a música “Out Of The City”, com a voz gravada na caixa Leslie. E para “Going Down”, com um guitarra Coral Sitar. Finalizando essa postagem, o disco de 1975 “Northern Nights”, com destaque para o arranjo de sopros da faixa “Last Train” e.
Allen Toussaint é um artista completo. Escreve, faz arranjos de base, arranjos de sopros, toca e produz a ele e a vários outros baitaprofissionais como The Band, Joe Cocker, Dr. John, Irma Thomas, entre muitos outros.
Aproveito para parabenizar o Ruivo, Baio e Do Contratempo pelos excelentes textos e discos postados. Baita!
Aproveitem!



From a Whisper To a Scream (1970)










Life, Love And Faith (1972)




http://www.divshare.com/download/5956409-fdc



Northern Nights (1975)


http://www.divshare.com/download/5956699-b6b

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Mark Wirtz - A Teenage Opera - 1968


Gravado entre 1967 e 1968 nos estúdios da Abbey Road em Londres, acabou não sendo concluído. A idéia de Wirtz, contratado pela EMI, era fazer uma grande Ópera-Rock. O projeto inicial ainda incluía um filme-animação, mas a gravadora acabou desistindo, provavelmente pelo custo alto, e apenas 4 músicas foram aprontadas na época. Apenas em 1996 o disco foi ajeitado e lançado, num clima meio não-terminado, contendo alguns out-takes.
São 23 faixas com a sonoridade muito característica da segunda metade dos anos 60, graças também ao engenheiro de som Geoff Emerick, que gravou alguns disco dos Beatles, e que nesse período trabalhava no Sgt Pepper’s no mesmo estúdio. (Foi dele a idéia de passar a voz de John por uma caixa-leslie na música “Tomorrow Never Knows”). O timbre da bateria é destacado pelo “reverb psicodélico” padrão nos anos de 66 e 67, as guitarras são bem presente, temos bastante coros e vozes de crianças, mas o que chama mais atenção é a orquestra; cordas, sopros, percussão e todos elementos necessários para nos remeter ao cenário underground Londrino ’67, onde o ácido era constante nos clubes e boates.
O grupo chamado por Wirtz para fazer a base para a orquestra foi o “Tomorrow”, um dos primeiros a fazer rock psicodélico na Inglaterra juntamente com Pink Floyd (primeiramente sugerido por ele para gravar), Soft Machine, entre outras. O “Tomorrow” contava com Keith West nos vocais e Steve Howe, que depois formou o “Yes”, na guitarra.
Destaque para as músicas “Grocer Jack”, que foi a primeira a ser terminada, onde temos crianças cantando o refrão, “Auntie Mary’s Dress Shop”, onde a guitarra de Howe é inconfundível, “Sam”, outro tema muito bonito, e “(He’s Our Dear Old) WeatherMan”.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

WAR



Estimados amigos eqüinos. Depois de pratcament um ano sem pastar nada nesses prados sonoros, volto com a intenção de compensar esta minha ausência tão prolongada, postando hoje aqui, a discografia quase completa de uma das melhores e mais populares bandas de funk dos anos 70. O War.

Já vi muita gente procurando os discos do War na internet, e realmente, não é nada fácil encontrá-los. No total, contando com coletâneas e discos ao vivo, são quase 20 discos. Todos os que eu já consegui baixar, e agora estou aqui compartilhando são nove.
O War, com seu funk eclético, abrange uma mistura muito interessante de soul, jazz, blues, reggae e música latina. Na verdade tudo começou com uma banda de R&B chamada The Creators, que foi fundada em 1962 pelo guitarrista Haward Scott e pelo batrista Harold Brown, em Comptom, pequena cidade no subúrbio de Los Angeles. Poucos anos depois, o baixista Morris "B.B." Dickerson, o tecladista Leroy “Lonnie” Jordan, e o saxofonista/flautista Charles Miller juntaram-se ao grupo. Todos eram também canários, e curtiam essa diversidade musical que eles certamente absorviam na sua cidade, que apresentava uma população basicamente formada por negros e descendentes de países da América central.

Mais tarde, em 1968, com o nome alterado para Nightshift, a banda recebeu o percussionista Thomas Sylvester “Pappa Dee” Allen - que anteriormente tocou com Dizzy Gillespie - e o novo baixista Peter Rosen, que não durou muito tempo devido ao seu óbito causado por uma overdose. Então, o baixista original B.B. Dickerson, voltou a reintegrar o grupo.
A banda começou a ter popularidade a partir do momento em que eles conheceram o produtor Jerry Goldstain em 1969. Goldstain sugeriu uma parceria deles com o cantor e fundador da banda britânica The Animals, Eric Burdon. Junto com ele, veio o tocador de harmônica, o dinamarquês Lee Oskar. Burdon sugeriu à banda o nome War, e desta parceria nasceram dois discos: Eric Burdon Declares War, de 1970, e no ano seguinte The Black Man’s Burdon, que é o primeiro disco que vos disponibilizo nesta pastagem.





Ambos os discos conseguiram emplacar vários hits nas paradas, e então o War com Eric Burdon começou a alcançar um largo grau de popularidade.

Ainda no início de 1971, Burdon resolveu se lançar em carreira solo e deixou a banda War trilhar seu próprio caminho. Neste mesmo ano, o War lançou dois discos. War e All Day Music. O primeiro não causou grande impacto na mídia, mas o segundo teve forte resposta de público.



A grande consagração da banda veio mesmo em 1972 com The World is a Ghetto. A música Cisco Kid alcançou grande popularidade nas comunidades latinas (Veja mais adiante um link para um vídeo ao vivo desta música).




No ano seguinte lançaram o disco Deliver The Word.




Durante quatro shows em 1974, foi gravado um álbum ao vivo, que eu nunca consegui encontrar. No mesmo ano consta um disco chamado Radio Free War, que eu também não conheço.

Em 1975, lançaram Why Can’t We Be Friends com a faixa que dá nome ao disco e Low Rider que são provavelmente as músicas mais famosas de sua história. A frase clássica de sopros de Low Rider foi sampleada pelos Beastie Boys na faixa Slow Rider do disco Licensed to Ill, e por outros grupos como o Stereo Mc’s e Offspring. O teclado na introdução de Why Can’t We Be Friends apresenta uma clássica escorregada do Lonnie Jordan que não foi concertada em edição.




Um disco de “out takes” da fase com Erik Burdon (1969- 1971), foi lançado em 1976. Trata-se do disco Love Is All Arround. Nele tem uma bela versão para A Day in The Life dos Beatles.





Entrando na era do “Star Wars”, em 1977 a banda lançou o disco Galaxy, ainda desconhecido por esse cavalo que aqui pasta, exceto pela faixa que dá nome ao disco, a qual entrou em alguma coletânea, e que posso também aqui disponibilizar.




Youngblood, de 1978 é o último disco em que a banda contou com a formação original.




Dickerson deixou a banda durante as gravações do disco “The Music Band” do ano seguinte. Pouco depois Charles Miller foi assassinado em uma tentativa de assalto. Entraram então para a banda, o baixista Luther Rabb, o percussionista Ronnie Hammon – que já havia gravado com o War no disco de 1971, o saxofonista Pat Rizzo (ex Sly & The Family Stone), e a beacking vocal Alice Tweed Smith. Nesta época foram lançados três discos que eu desconheço. The Music Band, The Music Band 2 e The Music Band Live. Em seguida, a vocalista Smith saiu da banda.

Em 1982, o disco Outlaw (que eu só tenho em vinil) traz o hit das pistas de dança You Got The Power, e em 1983 Life (is so Strange) traz o hit de mesmo nome, uma bela balada que vira um funk da pesada.




Em 1988, mais uma fatalidade, e grande perda para a banda. O percussionista Papa Dee Alen teve um colapso e morreu no palco, com um aneurisma no cérebro.

Depois deste último disco, a banda seguiu apenas fazendo shows e tournées. Somente em 1994 surge um disco chamado Peace Sign, o qual também desconheço.

Recentemente, meu amigo Pedro Porto, que se encontra atualmente em Los Angeles, me contou que viu um show com o baixista Dickerson, o baterista Harold Brown, o gaitista Lee Oskar e o guitarrista Howard Scott, todos da formação original do War, que seguem tocando com o nome Low Rider, já que perderam o nome War para o tecladista Lonnie Jordan. Lonnie montou uma outra banda, inclusive com um guitarrista gaúcho, e faz bailes pelo mundo inteiro com o nome War.

Fotos do show do Low Rider:






Vejam alguns videos também:


Spill The Wine Eric Burdon & War (1970):

Cisco Kid – War – 1973:

clipe de Low Rider:
Why Can’t We Be Friends ao vivo em 1980, com Pat Rizzo (Sly):

domingo, 19 de outubro de 2008

Lonnie Liston Smith


Faz-se uma certa confusão com o nome Lonnie Smith. Existem 2 tecladistas americanos de jazz  com o mesmo nome: um, é o organista que adotou a alcunha de "Dr. Lonnie Smith"; o outro é Lonnie Liston Smith, mais ligado ao fusion. Trataremos hoje do segundo.

Lonnie Liston Smith começou como pianista de Pharoah Sanders e Gato Barbieri, entre outros, e no começo dos anos 70 assumiu de vez os teclados eletro-mecânicos e eletrônicos tocando com a banda pós Bitches Brew de Miled Davis, nos álbuns On The Corner e Big Fun para ser mais exato. Em 1973 iniciou com seu irmão Donald Smith o projeto Cosmic Echoes. Menos experimental e mais funk e "espiritual" que o trabalho com Miles, os primeiros discos são baseados em longos temas na sua maioria instrumentais, com vocais ocasionais e muito ARP Strings e piano Rhodes com phaser.
2 discos de Lonnie Liston Smith & the Cosmic Echoes: "Expansions" de 1974 e "Visions of a New World" de 1975.






terça-feira, 14 de outubro de 2008

Tom Jobim - Matita Perê - 1973



Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim; Maestro soberano.
Carioca, nascido em 25 de janeiro de 1927 e falecido em 8 de dezembro de 1994.
Compositor, pianista, violonista, maestro, arranjador e cantor, é considerado um dos maiores nomes da música popular mundial e um dos principais criadores do movimento "Bossa Nova", no final dos anos 50.
Venho postar um disco de fundamental importância na carreira de Tom Jobim, o “Matita Perê”.
Disco gravado em janeiro de 1973 e lançado no mesmo ano, retrata bem a fase em que Tom se aprofundou nos estudos sobre a cultura brasileira, a fauna e a flora, e principalmente sobre as aves e a mata atlântica. A letra da música Águas de Março aborda de forma direta estas pesquisas que ele vinha fazendo. Aliás esta música já tinha sido gravada pela Elis Regina um ano antes, em 1972, e foi regravada pelos dois no clássico "Elis e Tom" um ano depois, em 1974.

As primeiras gravações do Matita Perê chegaram a ser feitas no Rio de Janeiro, mas não satisfeito com o resultado, Tom preferiu regravar tudo em New York, nos estúdios da Columbia. O disco conta com com arranjos do Alemão Claus Orgeman, com quem ele já havia trabalhado em outros discos como o “Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim” em 1967.
Trate-se de um disco experimental, com bastante orquestra, bem progressivo, com músicas mais longas e tristes, onde Tom começa a mostrar seu talento também como letrista, já que a maioria de suas músicas dos anos 50 e 60 eram letradas por vários parceiros de composição.

Os músicos que participaram das gravações do Matita Perê foram:

Tom Jobim – Voz, Violão e Piano
João Palma e Airto Moreira – Bateria e Percussão
Harry Lookousky – Spalla

Claus Orgeman – Arranjos e Regência
Eduardo Athayde - Direção de produção
Frank Laico - Engenheiro de som

http://www.zshare.net/download/205330077269524e/

Tom Jobim: O maior compositor brasileiro de todos os tempos.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Billy Blanco e Radamés Gnattali - Doutores do Samba ( 1958)



O Maestro gaúcho Radamés Gnattali (nascido em Porto Alegre - 1906, filho de uma pianista gaúcha e de um imigrante italiano apaixonado por ópera, ruma ao Rio de Janeiro em 1924 onde constrói sua biografia de muitos sucessos e parcerias) une sua obra à de Billy Blanco (paraense nascido em 1924, aparece na cidade maravilhosa no final da década de 40, tendo imediato destaque em 50 e seu merecido reconhecimento).







Este repertório foi lançado originalmente em 1958, no LP "Doutor em Samba", do cantor Paulo Marquez para a Columbia. Ao terminar a gravação, o engenheiro Umberto Contardi convenceu Billy Blanco a colocar informalmente sua voz sobre as bases instrumentais já prontas. A "brincadeira" foi guardada por Contardi durante 38 anos, e lançado em 1996.

Radamés Gnattali (regência, piano e arranjos), Chiquinho do Acordeon, Zé Menezes (guitarra), Pedro Vidal (baixo), Luciano Perrone (bateria), Zé Bodega (sax) e grande orquestra.
Billy Blanco (voz e músicas).
PEFEITO!!!!

sábado, 13 de setembro de 2008

23 - Dave Pike Set - 23



Aproveitando a ilustre oportunidade de postagem de número 23 do ano de 2008, indico dois discos de um grande artista nascido em 23 de março de 1938. Em Detroit, o vibrafonista Dave Pike começou na música com baterista. Mas deixou a bateria quando conheceu, em 1954, o vibrafone, instrumento que aprendeu a tocar sozinho. Depois de ter tocado com diversos artistas, entre eles, Herbie Mann, em Los Angeles e Nova York, mudou-se para a Alemanha, onde criou o Dave Pike Set com J.A. Rettenbacher (baixo acústico e elétrico, cello, percussão e vocais), Peter Baumeiter (bateria, percussão e vocais), Volker Kriegel (guitarra, cítara, percussão e vocais).
Sua obra, tem como principal característica, a influência da bossa nova, do soul-jazz e do experimentalismo.
Dave Pike continua na ativa e com disco ao vivo lançado em 2008.


Dave Pike - 1970 - Infra-Red






Dave Pike - 1971 - Album



Alguns outros discos deste excelente animal que recomendo:
Jazz For The Jet Set (1965) (com Herbie Hancock tocando orgão)
Four Reasons (1969)
Got The Feelin' (1969)
Noisy Silence - Gentle Noise (1969)
Se quiserem, é só pedir que disponibilizo estes e outros.
Aproveitem!


terça-feira, 2 de setembro de 2008

ALMEIDÃO - Cartas Celestes (1974 a 1982)



ALMEIDA PRADO é hoje em dia um dos compositores brasileiros mais importantes fora do Brasil. Provavelmente, ninguém nascido dos anos setenta em diante tenha escutado alguma coisa dele. Nascido em Santos-SP, sua obra é vasta e inclui mais de 400 composições, desde formações camerísticas e solistas, até grandes formações sinfônicas. Nestes dias de música pós-tonalatual, CARTAS CELESTES, a obra mais conhecida de Almeida Prado, deve ser ouvida por eqüinos que curtem estrelas, planetas, sistemas solares e extra-solares.
No artigo da pesquisadora Adriana Lopes da Cunha Moreira, Almeida fala um pouco sobre sua obra: "A Carta Celeste composta em 1974 surgiu a partir de uma encomenda para um evento no Planetário do Ibirapuera. Tinha que ser uma “música de fundo”, que durasse 20 minutos, abstrata e que não tivesse uma temática muito nítida, para não distrair as pessoas durante o show das estrelas. Assim, a razão que me levou a compor foi totalmente material. Com a finalidade de dar unidade ao show do Planetário, criei livremente 24 acordes atonais, que correspondem a cada letra do alfabeto grego, e que, por sua vez estão associadas (nos livros de astronomia) a cada estrela, de acordo com sua luminosidade e grandeza. Este material não temático, mas fixo, substituiria um tema, porque a cada vez que aparecesse uma constelação, surgiria o acorde associado a ela (mesmo que quem estivesse ouvindo não percebesse essa relação). Eu quis começar a obra com um “cluster” em movimento. O piano com o pedal abaixado daria um tumulto de harmônicos que iriam se acumulando do agudo para o grave, criando uma espécie de poeira cósmica de luminosidade difusa e isso seria acompanhado pelo decrescer da luz no Planetário. Em seguida, apareceriam: o Planeta Vênus, a Via Láctea e as demais constelações, que se sucederiam de acordo com o roteiro que eu havia recebido do Planetário. No final, a luz ia aumentando e o movimento ao piano seria do grave ao agudo. Quando eu voltei às Cartas Celestes, em 1981, comecei a utilizar as ressonâncias inferiores. Compus as Cartas Celestes de nºs 2 a 6 conscientemente. Achei que havia criado um sistema que ao mesmo tempo é uma atitude muito livre, sem regras. É quase uma situação sonora na qual você se apóia às vezes."

O autor atribui a "paternidade" desta sua música a Debussy, Messiaen, Beethoven e principalmente Chopin.


As peças foram lançadas em um vinil em 1982 pelo Estudio Eldorado.

São para piano solo e tem neste áudio algumas oscilações nas frequências, creio que devido à passagem de vinil para digital. Boa viagem!

Nesta pastagem temos:


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Wha Wha Watson


Aqui vai um post que estou devendo ao Cavalo Tião.

É virtualmente impossível que alguém que tenha vivido no planeta Terra dos anos 70 pra cá nunca tenha ouvido o guitarrista Wha Wha Watson. Sua discografia simplesmente não caberia aqui: Melvin Ragin Watson é responsável pela sonoridade clássica da guitarra funk em gravações que vão desde os tempos da Motown (Marvin Gaye, Jacksons 5), passando pelo jazz fusion de Herbie Hancock, e os principais artistas disco, como Barry White. Sem contar suas participações em trilhas sonoras: Desejo de Matar, As Panteras, SWAT.... Ele é praticamente um Forrest Gump da música negra norte-americana, esteve nos momentos mais importantes.

"Wha Wha" Watson obviamente ganhou esse apelido pela desenvoltura com o efeito wha wha, que funciona basicamente como um filtro na guitarra, acionado pelo pé. Assim influenciou e influencia milhares de guitarristas até hoje. E também com vários outros efeitos clássicos do funk, como envelope filter, phaser, talk box e eco.


Apesar da incontável discografia como "side man", Wha Wha tem apenas um registro solo: o disco Elementary, lançado em fevereiro de 1977.


Neste disco Wha Wha está muito bem acompanhado, como por exemplo James Jamerson no baixo, Herbie Hancock nos teclados e Ray Parker Jr. na guitarra, entre muitos outros.
Para mais informações e a discografia (incompleta, pois ali não vi o disco Free Ride de Lalo Shifrin e Dizzy Gilespie, por ex.), vale dar uma sacada no site oficial do puta velha: http://www.wahwah.com/

domingo, 13 de julho de 2008

Rosa Maria



Cantora mineira, mas que iniciou sua carreira no Rio de Janeiro, como intérprete de Bossa Nova no Beco das Garrafas.
Lançou o primeiro álbum em 1965, e depois uma série de compactos, dentre os quais posto este de 1976.
Nesse trabalho, claramente puxado para roupagem disco, conta com a participacão de Waltel Branco e Robson Jorge.



quarta-feira, 11 de junho de 2008

Jimmy Smith - Senta aí, minha filha!



Disco de 77 do famoso organista americano.
Mais um da série "véio dos 60's que entrou na onda e nos timbres dos 70's".
Muito Clavinet com phaser, lembra até os discos do Herbie Hancock da fase Headhunters.
Aproveitem.
Abraço a todos.









domingo, 8 de junho de 2008

Tira o Pé Do Chão!


Graham Central Station - 1974 - Release Yourself
Liderada por Larry Graham, excelente baixista de Sly & The Family Stone, lançou 8 discos entre 1973 e 1998. O segundo disco, Release Yourself, de setentaequatro, é pratcament um bagúiomuitoloco, um excelente animal. É, de fato, alucinant.
Completam a banda, o guitarista David Vega, os tecladistas Robert Sam e Hershall Kennedy, o percussionista Patrice Banks e o baterista Willie Sparks.

Gil Jorge Ogum Xangô (Gil & Jorge) - 1975


Semana 23, semana 23, é semana de Jorge.
Na Semana 23 desse 2008, venho comemorar carregando uns quantos galão de água para os cavalo e bostando o disco GIL JORGE OGUM XANGÔ, de 75, que ficou conhecido como GIL & JORGE.
Foi lançado como álbum duplo pela Universal.



Tem o acompanhamento de um percussionista e de um baixista que eu não descobri os nomes. Se alguém souber por aí, acrescente depois.
Gravado de um jeito muito livre, com muita fumaça, vale a pena acompanhar a música sendo montada ali durante a execução. Cada um deles está numa caixa do som, no estilo do disco O Poeta e o Violão (Toquinho e Vinícius) já bostado também neste estábulo.

Em 26 de junho de 1942 nasce em Salvador, Gilberto Passos Gil Moreira. Vinte dias depois, a família, que havia se transferido para a cidade para o nascimento da criança, volta para Ituaçu, no interior do estado, onde morava.
Jorge Menezes nasceu em 22 de março de 1942 no Rio de Janeiro e foi criado em Catumbi, bairro da zona central da capital fluminense.
Gil tinha 32 anos e Jorge tinha 33 anos no lançamento do disco, em abril de 1975.

LINK ATUALIZADO PARA DOWNLOAD - 18/05/2009
http://www.divshare.com/download/7420017-903

Saudação a todos os animais presentes.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

ELZA SOARES E WILSON DAS NEVES - 1968



Esta bostagem tem como objeto de observação, duas lendas VIVAS da nossa música. 1968, amigos, parceiros, compadres e tocando juntos pela vida, este disco une Elza Soares ( inconfundível dentro e fora da cancha reta) e Wilson das Neves ( ô sorte!!! maestro, baterista, cavalo né), que seguem nos encantado até hoje. Por isso, como diz o o equino DAS NEVES: "Enquanto tiver milho, tamo fazendo pipoca".

Clássicos como : Saudade da bahia (Dorival Caymmi - cabelinho branco), Garota de Ipanema, Balanço zona sul ( Tito Madi), Deixa isso pra lá ( primeiro RAP brasileiro), Samba de verão ( irmãos Valle), Se acaso você chegasse ( Lupicínio Rodrigues) entre outros, demonstram a excelência da raça.

Quanto aos músicos que executam as canções, consta apenas, o maestro Nélson Martins dos Santos (NELSINHO) responsável por vários LPs de ELZA. Além deste, outras pérolas de alguns paradigmas como: Clara Nunes, Clementina de Jesus, Johnny Alf, Miltinho, João Bosco, Nélson Gonçalves, Elizete Cardoso e os imperdíveis Paulinho da Viola - NERVOS DE AÇO ( 1973) e Jorge Ben - BEN É SAMBA BOM - (1964), ao lado de J.T.Meirelles, possuem a chancela de Nélson.

BOM GALOPE!!!!

XUCRO.

http://www.zshare.net/download/129990528c85cdee/

http://rs386.rapidshare.com/files/119605671/Elza_Soares_e_Wilson_Das_Neves_-_1968_-_cavalo23.blospot.com.rar

terça-feira, 27 de maio de 2008

MAIS UM AIRTO FOGO - O COMPACTO DE 72


Acabei de receber um email do cavalo amigo Tongo, que nos disponibilizou essa pérola de 1972, o compacto do Airto Fogo com as músicas Jungle Bird e Black Soul. 

Portanto, o nosso muito obrigado ao Tongo! Bem vindo a báia!




segunda-feira, 19 de maio de 2008

WALTER FRANCO - Ou Não - 1973


Aproveitando a coincidência dos nomes, resolvi apresentar uma pastagem que vai mais para um lado do psicodelismo, experimentalismo, progressivo, rock-zen, bicho-grilo. Walter Franco passou por todas essas fases e misturou-as ao longo destes 35 anos e 5 discos lançados.

Trocando só duas letras, saímos da alta classe do WALTEL BRANCO
e chegamos ao nobre WALTER FRANCO.

Walter Rosciano Franco nasceu em São Paulo em 06 de Janeiro de 1945. Filho do radialista e escritor Cid Franco, esteve sempre em um ambiente ligado às artes. Estreou como participante de festivais universitários, quando era aluno da Escola de Arte Dramática, de São Paulo. Na época forte dos festivais, participou de muitos, quase sempre beliscando algum prêmio. Em 1972 obteve prêmio especial com Cabeça, no VII FIC, da TV Globo, uma música diferente dos padrões convencionais, que despertou reações diversas. Seu primeiro disco foi um compacto simples com a música "No fundo do poço" (1971), tema da novela "O hospital", da TV Tupi. OU NÃO, seu primeiro LP foi lançado pela Continental em 1973. Além de “Ou Não”, lançou os discos Revolver (1975), Respire fundo (1978), Vela aberta (1982) e Tutano (2001).

OU NÃO – tem arranjos do Rogério Duprat e um espírito de radical experimentação, principalmente no jeito de cantar (destaque para os temas Flexa e Cabeça).

Não é o meu disco preferido do Walter Franco, mas tem a força de ter sido o primeiro disco do artista, com toda a intensidade que os primeiros discos costumam ter. Fui a um show dele na sala 209 da Usina do Gasômetro, acho que em 2002, só com ele na voz e no violão. Passou por todas estas fases musicais e conseguiu ainda alternar/unir o berro e o cochicho na mesma música como nos tempos dos anos 70.

Walter Franco já teve parcerias com o pai Cid Franco e hoje em dia divide muitas autorias com a companheira Cristina Villaboim. Abaixo, o artista hoje em dia.


O blog Sopa de Cérebro tem vários vídeos e um texto bom sobre o Walter Franco, pra quem quiser ver mais.

Boa pastagem a todos os equinos que dividem conosco esta estrebaria musical de forte inspiração e cardápio variado.
LINK ATUALIZADO - LIBERADO PARA DOWNLOAD (18/05/09)





quinta-feira, 1 de maio de 2008

Waltel Branco - 1975 - Meu Balanço


Depois do excelente e surpreendente Airto Fogo, mais um título de Waltel Branco: "Meu Balanço", de 1975. 

De sonoridade um pouco diferente do álbum posterior, sem tantos teclados e com temas bem mais brasileiros, é mais um baita disco do maestro Waltel. Destaque para os arranjos de cordas, violão de 12 e harpa. E a guitarra com caixa Leslie da faixa 1, "Luar do Sertão".

Peço que os eqüinos que têm mais discos, como o "Mancini também é Samba", postem aqui num futuro breve.

E lembrando que já estamos com um suposto contato do maestro, se tudo der certo logo o Xucro vai entrevista-lo no Programa das 7. Preparem suas perguntas!


quarta-feira, 23 de abril de 2008

AIRTO FOGO


Achei esses disco esses dias, até achei que era alguma coisa do Airto Moreira. 

Trata-se de um artista bastante desconhecido do funk francês (ou seria canadense?), que lançou apenas esse album em 1976 na França e no Canadá, e um single em 72.

Excelent trabalho de sopro, moog e clavinet.

Não existem muitas informações sobre esta banda/artista, inclusive quem souber mais , ou tiver o single de 72, por favor mande para ocavalo23@gmail.com que terei prazer de editar e adicionar no post.

Curiosidade: a música "Black Soul", do single de 72,  fez parte da trilha sonora internacional da novela Cuca Legal, de 75. Na trilha nacional, estava também a música Linha do Horizonte do Azymuth.






NOTA ADICIONADA EM 24/04/08:

O blogueiro fiume420, do excelente blog República do Fiume (veja link nos "Estábulos Que Recomendamos") atendeu nosso pedido e ajudou em desvendar quem era Airto Fogo. Veja o documentário "Descobrindo Waltel":


Nesse curta, Waltel Branco assume que Airto Fogo era um dos muitos pseudônimos que usava nos 70, mais exatamente na música "Black Soul" da novela "Cuca Legal". Mas ainda vou descobrir mais informações sobre o LP de 75. A sonoridade do disco não é parecida com nada feito no Brasil em matéria de funk nessa época.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Raul em Santos!


No Clima "Raul em Santos", alucinantment, e para desespero do equus, Chicavalo Do Contratempo, vou postar 3 discos de uma vez só. Simplesment porque devem fazer parte da discoteca obrigatória de todo Excelente Animal. Especialment postados para o eqüino de casco ligeiro, Luciano Leães, esses discos proporcionarão um momento "bagúio loco" a todos.


Herbie Hancock - 1973 - Head Hunters


http://www.fileden.com/files/2008/4/15/1868602/Herbie%20Hancock%20-%201973%20-%20Headhunters.rar




Herbie Hancock - 1974 - Thrust



Herbie Hancock - 1975 - Man-Child



http://www.fileden.com/files/2008/4/15/1868602/Herbie%20Hancock%20-%201975%20-%20Man-Child.rar

"Sua Viagem Será Mais Rápida e Agradavel Se Apertar Somente o Botão Do Andar Desejado"

sábado, 12 de abril de 2008

Ernest Ranglin - Jazz Jamaicano


Ernest Ranglin é um guitarrista de jazz jamaicano, que soube (e sabe) como ninguém misturar os ritmos daquela ilha - ska, rocksteady, calypso e soca - com a sonoridade do jazz americano.
Como músico de estúdio gravou com todo mundo no final dos 50 e nos 60. Nos 70, como muitos outros artistas vindos do ska (Jackie Mitto, Rico Rodriguez), teve a manha de se atualizar e fez este ótimo disco de reggae, Ranglin Roots (1976).

Alguns de seus outros discos são de sonoridade mais jazz, acompanhado apenas do trio piano/baixo acústico/bateria, como o também ótimo Bellow the Bassline. Mas sempre com a malandragem jamaicana, da repetição de linhas de baixo, com muita pausa, sem as 23 notas por segundo do jazz.


Já este, de sonoridade 70's total, tem momentos quase funk, mas com a simplicidade e economia da cozinha clássica de reggae. E com a guitarra semi-acústica de jazz comendo solta, pra cima e pra baixo.

Ernest já é veterano (76 anos) mas continua tocando mais do que nunca, excursionando e fazendo discos.



http://www.fileden.com/files/2007/11/28/1612124/ernest_ranglin_1976_ranglin_roots.rar

domingo, 6 de abril de 2008

Arnaldo Baptista - Loki? - 1974




No dia 31 de dezembro de 1981 ele tentou se matar. O fato de não ter conseguido, mudaria para sempre a trajetória de sua vida.
Arnaldo Dias Baptista é um gênio, um cidadão paulista nascido em 06/07/1948, que quando tinha recém 18 anos de idade, já se mostrava um superdotado musical. Aos 19, forma, junto com seu irmão Sergio Dias e sua futura esposa Rita Lee, “Os Mutantes”, considerada até hoje a melhor banda brasileira de rock de todos os tempos.
Em 1968 é lançado o primeiro disco: “Os mutantes”, e fica difícil de acreditar que o responsável pela banda tinha apenas 20 anos. Os anos seguintes foram de muita criatividade e produção, era aquela época em que nada era problema, tudo era feito com muita vontade, alegria e marotagem, coisa de guri mesmo.
Em 1969 sai o segundo disco: “Mutantes”, e em 1970 o terceiro, chamado “A divina comédia ou ando meio desligado”.
A partir de 1971 as coisas começam a mudar no conjunto. A influência das drogas começa a ficar evidente tanto nos discos como nas atitudes de seus integrantes, principalmente nas de Arnaldo. Mais ou menos nessa época eles se mudaram para a serra da Cantareira, perto de São Paulo, e ficavam o tempo todo lá tomando ácido e compondo. Os álbuns “Jardim Elétrico” e “Mutantes e seus cometas no país dos baurets” mostram um lado bem mais maduro da banda, e o espaço de Rita começa gradativamente a diminuir, até que em 1973 ela é convidada a se retirar.
O disco deste ano, “O A e o Z” reflete uma banda bem diferente da que era no começo, com uma influência bem mais progressiva na linha “Yes”, “Emerson Lake & Palmer” e Pink Floyd. As músicas começam a ficar longas, com muitas partes, muitas notas e poucos vocais. Já não tem mais aquela coisa escrachada, aquele deboche saudável e as críticas indiretas, elas ficam bem mais sérias e tristes, sendo, na verdade, o retrato do que estava acontecendo com o grupo, tanto que a gravadora se recusou a lançá-lo na época.
Com a saída de Arnaldo dos Mutantes, também em 1973, seu irmão Sérgio ainda tentou seguir com o grupo, convidando outros músicos para lhe acompanhar, mas sem sucesso, até por que o cérebro da banda sem dúvida era seu irmão. Arnaldo montou, mais pro fim dos anos 70, a banda Patrulha do Espaço, gravando um disco de estúdio em 1977 e outro ao vivo em 1978, e também não obteve um bom respaldo. Na verdade a fórmula que realmente deu certo foi com a Rita Lee integrando o grupo.


O disco que venho postar todos já conhecem, mas por muita insistência dos meus parceiros eqüinos fiz este texto. Trata-se do clássico absoluto “Loki?”, de 1974 (Setenta e quatro !!!!), um disco genial, excelente, uma obra de arte, um disco gravado pratcament ao vivo de trio: Bateria, Baixo e Piano, e de vez em quando entra um outro instrumento só para complementar, tipo um órgão, um sintetizador, um violão, uns sopros e umas cordas em algumas faixas, arranjadas por Rogério Duprat.
O time escalado para as gravações foi o mesmo que atuava nos Mutantes, menos seu irmão que foi propositalmente limado por Arnaldo; Dinho na bateria, Liminha no baixo, e Arnaldo – obviamente – ao piano.
Gravar um disco de rock sem guitarras não é para qualquer um, o cara tem que realmente ter muita convicção do que está fazendo, e Arnaldo conseguiu isso perfeitamente com essa obra, considerada um marco na história do rock nacional, apesar de ser um álbum melancólico.
Hoje em dia, Arnaldo vive isolado em um sítio em Juiz de Fora (MG), e dedica seu tempo a pintar quadros e tocar alguns instrumentos, sempre supervisionado por sua atual mulher, a Lucinha Barbosa.
Era isso pessoal, e nunca se esqueçam: Cavalo não desce escada !








http://www.fileden.com/files/2007/11/28/1612124/Arnaldo_Baptista_1974_Loki.zip

Nota do Administrador tirânico:

Aproveito para humildemente disponibilizar o áudio do show do Arnaldo em Porto Alegre, há alguns anos atrás, só de voz e piano. Som mais ou menos, vale mais pelo registro dele muito apavorado com o assédio. Tocou umas 5 músicas e meia e daí a Lucinha sustou o lance. Eu mesmo não estava lá, mas vários cavalos do blog estavam: o próprio Chicavalo, acho que Rocinante, e o Baio, que inclusive alugou seu teclado.

http://www.fileden.com/files/2007/11/28/1612124/2005%20Arnaldo%20ao%20Vivo%20em%20Porto%20Alegre.zip

domingo, 23 de março de 2008

The JB's - Hustle With Speed - 1975



James Brown é sem dúvida o maior de todos no quesito Funk/Soul. Seus incontáveis discos e produções não deixam dúvidas: ele foi o principal responsável pela evolução do Gospel e do R&B para o Funk e o Soul, assim como pelo surgimento de um movimento muito importante na época e que perdura até os dias de hoje.
Além de ser um excelente compositor, músico e cantor, Brown ainda possuía uma excelente postura política e ideológica, que lhe permitiu deixar um enorme legado, sempre defendendo os negros e os pobres.

JB’s é a banda que acompanhou James Brown até a metade dos anos 70. Após várias brigas decidiram pela separação, levando junto o nome JB’s, que obviamente é a abreviação de James Brown. Os grandes responsáveis pela banda foram o trombonista Fred Wesley e os saxofonistas Maceo Parker e Pee Wee Ellis. A banda foi formada em março de 1970, e tinha os irmãos Bootsy e Phelps Collins na formação inicial, mas estes logo saíram para se juntarem ao P-Funk de George Clinton.

O disco que estou postando é de 1975, que, apesar de não ser da carreira solo de James Brown, mostra sua fundamental participação nos JB’s. Além de compor todas as faixas (menos uma versão), ainda arranjou todo o disco e participou como músico também.
Ouvindo o disco, logo se percebe que os assopradores não estão para brincadeira, os caras realmente se sobressaem com suas frases, linhas e solos que caracterizam o verdadeiro funk de raiz, além do fato desse “Horn Team” ser considerado o melhor do mundo nesse estilo. Só para lembrar que os membros desse “time” tocaram também com inúmeros artista importantes, tais como Ray Charles, The SOS Band e Cameo, entre muitos outros, e em 1975, quando pararam de trabalhar com Brown, entraram para o Parliament-Funkadelic, onde permaneceram por mais alguns anos. Na real os caras já tocaram com todo mundo que se pode imaginar.
Fred Wesley parece um pouco egoísta neste disco; solo de trombone é o que não falta, mas sempre na categoria; Maceo Parker está um pouco mais contido e, apesar de também gostar dum solo, aparece sempre na elegância.
Não consegui descobrir quem gravou os clavinetes, mas seja quem for o cara é um desgraçado, ele aparece muito neste disco, e sempre com muito bom gosto. A bateria e o baixo sempre impecáveis e o órgão aparece às vezes discretamente, apenas dando o “molho”. A sonoridade da guitarra também é algo bonito de se escutar, seja com o wah wah, seja com um reverb da época, ela aparece sempre com bases invejáveis.

Os destaques do disco, na minha medíocre opinião, são: a faixa 1, “Everybody Wanna Get Funky One More Time”, um groove de quase 10 minutos, sem sopros, cantado por Brown, que com seu inconfundível estilo chama as pontes para a parte B em outro tom, além de um especial com um fade total antecedendo e voltando depois para a parte A; “Thank You for Letting Me Be Myself and You Be Yours”, outro tema de quase 10 minutos, um groove nervoso com guitarra wah de um lado e clavinete do outro, e o baixo dispensa comentários; “Taurus, Aries & Leo”, canção na qual os arranjos de sopros se destacam muito, com frases onde a região do trumpete parece inalcançável, mas o desgraçado chega lá; e “Alone Again”, uma interpretação do JB’s para a famosa música de Gilbert O’ Sullivan, onde Fred Wesley faz a melodia no trombone de vara.
Pesquisando sobre o disco, descobri que existem duas versões para ele, uma com apenas 6 músicas e outra com 11, tendo 5 bônus.
O disco foi produzido por Charles Bobbit e Don Love.

http://www.zshare.net/download/9403600a71f04e/


domingo, 17 de fevereiro de 2008

Bola Sete - É a Bola da Vez (1959)




Djalma de Andrade, mais conhecido como “Bola Sete”, foi um guitarrista brasileiro nascido dia 16 de Julho (16+7...) de mil novecentos e 23 no Rio de Janeiro, encaixotado no dia 14 de Fevereiro de 1987 em Greenbrae, California. Já tocou com Dizzy Gillespie, Vince Guaraldi e outros jazzistas cuiudos por essas estâncias do mundo. Nos primórdios da sua joranda musical ele tinha seu conjunto chamado “Bola Sete e seu Conjunto”, com quem excursionou pelo Brasil nos anos 50. Morou pratcament durante toda sua carreira nos Estados Unidos gravando diversos discos até o final da sua carreira.



Foto da Tour com o Dizzy Gillespie

O disco que venho a postar é o último dele gravado no Brasil, intitulado de “É a Bola da Vez”, Bola Sete interpreta temas de diversos compositores, com muita técnica o negão esbanja fraseados com melodias de muito bom gosto juntamente com divisões rítmicas bem gingadas.

Não consegui achar o time que joga junto com ele nesse disco, e nem mais informações interessantes sobre Bola Sete ou o disco que aqui venho a lhes proporcionar. Devido a tal obscuridade do “artefato”, coloquei à disposição desse bando de eqüinos para poderem ouvir essa obra e, se gostarem, pastar mais por desse campo.

Segue uma foto do Bola Sete com o Santana, na época em que ele, o Santana, não tocava mais com o Michael Shrieve. O Bola Sete é o da direita, no caso.



Feito!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Deodato - Skyscrapers - 1973



Nascido no Rio de Janeiro em 22/06/1943, começou a aprender piano muito cedo, e já na metade dos anos 50 tocava em festas e bailes cariocas. Mais para o fim da década se juntou ao pessoal da Bossa Nova, em 1959 atuando como músico de apoio em shows ao lado de Roberto Menescal e Durval Ferreira. Como tinha uma enorme facilidade em escrever e ler música, além de ser um virtuose das teclas, no começo dos anos 60 se destaca como arranjador, sendo requisitado para trabalhar com muitos artistas. O ano de 1964 foi muito produtivo e especial para Eumir; Lançou seu primeiro disco solo, e como se não bastasse, vieram vários outros discos próprios no mesmo ano, algo realmente incrível. São eles: “Impulso”, “Inútil Paisagem”, “Samba Nova Concepção”, “Idéias”, “Tremendão” e “Lounge”.

O fato de ter se mudado para os Estados Unidos muito cedo, fez com que Deodato se tornasse pouco conhecido no Brasil, por outro lado ficou muito conhecido no exterior. Me lembro perfeitamente de perguntar sobre Tom Jobim em algumas lojas de discos nos EUA e o atendente desconhecer o artista, logo em seguida, perguntando sobre Deodato lá estava o atendente com toda coleção na mão; Ah, Deodato tenho muita coisa aqui...

Foi então em 1967, incentivado por Menescal e Luis Bonfá, que Eumir partiu para os Estados Unidos sem data para voltar, todos acreditavam que ele se daria bem lá em virtude de seu grande talento como pianista e arranjador.
E não deu outra, no final dos anos 60, consagrou-se como arranjador de muitos trabalhos de artistas já estabelecidos, tais como Tom Jobim, Frank Sinatra, Astrud Gilberto, Aretha Franklin, Tony Bennett, Walter Wanderlei, entre outros, inclusive o próprio Luis Bonfá que acolheu Deodato em sua casa logo que este se mudou.
Foram então quase 7 anos sem lançar disco próprio, apenas trabalhando em discos de tudo que é artista. Porém o sucesso como compositor estaria por chegar a Eumir.
Em 1972, afim de concretizar de vez sua carreira solo, Deodato lança o disco “Prelude”, e foi a partir daí que ele se tornou também um compositor conceituado. A primeira faixa é uma adaptação para a música de Richard Strauss, “Also Sprach Zarathustra”, que acabou sendo usada de trilha para o famoso filme de Stanley Kubrick, 2001-Uma Odisséia no Espaço.

Assim como acontece com quase todos os compositores que ficam em atividade por muitas décadas, e com Eumir não foi diferente, nos anos 70 com o crescimento da música negra primeiramente nos EUA e depois chegando ao cenário mundial, ele acabou se adaptando, e dedicou esta década a lançar discos de Funk. Se você for analisar os discos do maestro soberano Antonio Carlos Jobim, que muito trabalhou com Eumir na Bossa Nova e no Jazz, verá que ele não tomou o mesmo caminho, mas isso deixamos para discutir outra hora...
A década de 70 presenciou então excelentes discos de Deodato; “Deodato 2”, “Skyscrapers”, “Whirlwinds”, “First Cuckoo”, “Very Together”, “Love Island” e “Knights of Fantasy”, sem falar nos clássicos “Night Cruiser” e “Happy hour”, já no começo dos anos 80. A partir daí vocês já sabem né ?

Pois é meus amigos, Eumir Deodato é um verdadeiro Cavalo musical, o cara fez de tudo na vida, foi jurado do Festival internacional da canção no final dos anos 60, foi contratado pela CTI nos anos 70, trabalhou em diversas trilhas dos filmes de Hollywood, dedicou-se muito a conduzir orquestras, fazendo arranjos e composições, em 73 apareceu definitivamente como artista solo apresentando-se no Hollywood Bowl com a “CTI All Stars Band” formando depois
sua banda e tocando também no Madison Square Garden em NY.
No final dos anos 70, com a febre da “DISCO MUSIC” tomando conta do mundo, Eumir foi chamado para produzir uma banda americana chamada “Kool and the Gang”, uma experiência realmente muito importante em sua carreira, afinal foram 3 ou 4 discos de muita vendagem, culminando com o sucesso estrondoso de “Celebration” em 1980, que atingiu alto nível de vendagem. Outras músicas que ficaram muito conhecidas também foram “Ladies Night” e “Get Down on it”, todas com Deodato também nos teclados, e ele ainda acabou sendo solicitado para produzir também bandas do mesmo naipe na época como a “Earth, Wind & Fire”.
Nota-se claramente a influência da “Disco” em Deodato em seu disco “Happy Hour” de 1982.
E para quem quiser ver ele atuando como tecladista, basta ver o clipe de “Celebration”, é muito engraçado, tem 15 negros no palco e um branco, lá atrás, escondido atrás do teclado.....é ele.

O disco que estou bostando, é o “Skyscrapers” de 1973 (quase), que na minha desprezível opinião é o melhor disco juntamente com o “Night Cruiser” de 1980, além do “Donato/Deodato”, em parceria com João Donato, que dispensa comentários.
Trata-se de um disco com uma influência mais Latina, onde predomina sempre uma base de piano. A melodia se dá com o órgão solando quase sempre monofonicamente, ou com algum instrumento de sopro. A percussão e as congas são bem destacadas além do baixo, da guitarra e da bateria tocando na elegância sem incomodar ninguém.
A maioria das composições são de Eumir. Tem dois temas dos irmãos Valle, um tema de Pacifico Mascarenhas, e a famosa “Atire a primeira pedra” (The First Stone) do velho Ataulfo Alves e Mário Lago, canção para a qual eu dou destaque nesse disco juntamente com a faixa 2 “Rudy’s” do próprio Eumir. Vale lembrar que Deodato veio até o Brasil para gravá-lo e aqui ele saiu inteiro em português como “Eumir Deodato e Os Catedráticos 73”, banda que o acompanhara por alguns anos.
O time montado para a gravação do álbum foi:
Deodato – Piano e Órgão
Ivan Conti “Mamão” – Bateria
Sergio Barroso – Baixo
Durval Ferreira – Guitarra
Zé Menezes – Guitarra
Bebeto – Congas
Helcio Milito – Percussão
Orlandivo – Percussão
Marvin Stamm – Trompete
John Frosk – Trompete
Wayne Andre – Trombone
Phil Bodner – Sax Tenor e Flauta
Romeu Penque – Flauta

Sei que quase todos os cavalos deste potreiro já conhecem este disco, mas pastei ele pensando nos eqüinos de outros potreiros que também estão a alimentar-se desta alfafa.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Herbie Hancock - Sunlight - 1977


Herbie Hancock é um retardado, um tarado musical. Começou no jazz mais tradicional, tocou na melhor formação de Miles Davis, se adapatou ao funk nos anos 70, foi pro eletrônico nos 80 e gravou mais de 60 discos. Fez tudo que é merda que se pode imaginar, e ainda está fazendo.

Por isso seria muito difícil escolher um disco só para postar. Espero, inclusive, que os outros equinos ajudem com outras bolachas virtuais.

Mas escolhi esse, que talvez para os amantes convictos do jazz seja o mais bagaceiro de sua carreira (não, o "Feets, Don´t Fail Me Now" é mais...).
No final dos anos 70 Herbie claramente tentou se aproximar do que a juventude negra americana estava ouvindo. A maioria do disco é de composições de muita elegância, meio disco/pop, aquele clima Nova Iorque final dos anos 70 quando ainda achavam ingenuamente que o pó tinha chegado pra levantar o astral do pessoal. Só a última música é que um jazz doidera, inclusive com Tony Willians na bateria e Jaco Pastorius no baixo.
E além disso, parece que o Herbie resolveu virar canário.
Pra isso ele usou no disco todo um vocoder Senheiser VSM 201, equipamento raríssimo hoje em dia. Ligado principalmente junto com um Minimoog, como na foto, mas em várias músicas acredito que ele tenha usado outros synths polifônicos. O Vocoder (voice + encoder) é um aparelho usado desde os anos 30, primeiramente para segurança em comunicações. Como a maioria da tecnologia que usufruímos hoje em dia, de audio ou não, foi um produto das necessidades logísticas da guerra. Era usado para codificar mensagens.

A voz humana é produzida a partir de dois fatores: a vibração das cordas vocais, e a forma que a boca dá a esses sons (basicament). O que o vocoder faz é usar o que falamos ou cantamos para dar forma à uma fonte externa de som. Por exemplo, um teclado. Ou seja, é um bagulho muito louco.
Pois Herbie fez isso com maestria nesse disco. Tem umas banda usando uns vocoder digital palha atualmente em Porto Alegre, mas é brabo, tchh.
Aqui a lista de teclados usado nesse disco:
Synths:
Oberheim Polyphonic, Oberheim OB-I, ARP 2600, Mini-Moog, ARP String Ensemble, Yamaha Polyphonic Synthesizer, Sequential Circuits Prophet , ARP Odyssey, Poly-Moog, Micro-Moog, E-Mu Polyphonic Synthesizer.

Eletro-mecânicos:
Yamaha CP-30, Hohner D6 Clavinet, Rhodes Electric Piano e piano acústico.
Existe um vídeoclip da música "I Thought It Was You", playback e radio edit, mas mesmo assim excelente. Eu tinha mas perdi num backup mal feito. Peço ao Chicavalo74 que poste aqui, ou no You Tube.
Vale lembrar que dois anos depois Herbie Hancock lançou o disco Direct Step, gravado ao vivo em estúdio no Japão, onde ele toca uma longa versão de "I Thought It Was You", com dois vocoders. Vale a pena conferir. Um dia eu posto.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

DORIVAL CAYMMI - "EU VOU PRA MARACANGALHA" 1957


Esta BOSTAGEM, tem como objetivo reverenciar Dorival Caymmi (Salvador, 30 de abril de 1914) cantor, compositor e pintor brasileiro. Casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris, desde 1940, teve três filhos: Dori, Danilo e Nana. Todos músicos também.


Este soteropolitano (do latim soter, salvador, e do grego polis, cidade) acreditem, salvou a capital baiana da mediocridade cultural e como poucos, no mundo dos arianos Coronéis nordestinos, soube extrair a alma de seu povo e dela fazer sua arte.
Muito se tem a falar de Caymmi ( "cabelinho branco", citado na bostagem de chicavalo74 - Poeta e o Violão - Vininha e Toco - com DORA "rainha do frevo e do maracatu") e sua influência na vida popular brasileira.

A escolha desta obra, MARACANGALHA, se deu pela importância na vida deste mestre.

Estamos em 1938, quando, após passar pela cidade do Recife ( evidente em sua poesia), Dorival resolve rumar ao Rio de janeiro para realizar o curso preparatório de Direito, demovido por amigos, resolve apresentar seu talento.

Primeiro, por obra do acaso, tem sua música "O Que É Que a Baiana Tem" incluída no filme "Banana da Terra", estrelado por Carmen Miranda.

O sucesso do filme aproximou Caymmi de Carmen Miranda e no ano seguinte, a convite do compositor Newton Teixeira, grava pelo selo Odeon, em dueto com a estrela, exatamente o samba "O Que É Que a Baiana Tem?"

Em 1940, com Bando da Lua (que estava no Brasil após dois anos nos Estados Unidos acompanhando Carmen Miranda) gravou, com enorme sucesso, "O Samba da Minha Terra", ("Quem não gosta de Samba/Bom sujeito não é/É ruim da cabeça/Ou doente dos pés"), último fonograma do grupo realizado no Brasil.

Apartir daí, o sucesso nacional foi inevitável.

MARACANGALHA, foi um enorme êxito popular de 1956, desbancando: Conceição (Cauby Peixoto), A Voz do Morro (Jorge Goulart), Iracema (Demônios da Garoa), Rock Around de Clock (Bill Halley), Obsessão (Carmen Costa), Meu Vício é Você (Nelson Gonçalves), Turma do Funil (Vocalistas Tropicais) e Sixteen Tons (Tennessee Ernie Ford) e, claro, nas festas de MÔMO, a mais executada.
Em 1957, DORIVAL CAYMMI, lança, então, o seu LP com o nome da faixa sucesso no carnaval do ano anterior. Um coice, meus equinos dilétos:

Maracagalha ( o sucesso), Samba da minha terra ( já consagrada), Saudade da bahia ( nostalgia de sua terra natal), Acontece que eu sou baiano ( tu és? eu não, então...), Fiz uma viagem ( retrata a falta de sorte dos nordestinos), Vatapá ( literalmente a receita deste quitute), Roda Pião ( as rodas da vida) e 365 igrejas ( sua forte relação com a religiosidade e os bacuris).



É vital ressaltar a relação com a família JOBIM, grandes amigos e parceiros musicais.










Esta é uma pequena amostra do que a Bahia de Caymmi teve!!!
IRRURRURRURRURRURRURRUIIIIIIIIIIIIIIIII

XUCRO.

http://www.mediafire.com/?5yjhdynz4ed

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Nilze Carvalho - Choro de Menina vol.1 (1981)


Estava faltando uma alma feminina neste potreiro; algum disco de alguma baita profissional que pudesse chegar bem firme e com as quatro patas dizer a que veio. Tivemos uma pastagem da trilha de Laranja Mecânica com Walter/Wendy Carlos, mas agora com o "Choro de Menina vol.1", da Nilze Carvalho, temos um disco definidamente feminino.
Até porque aquela outra égua tem tromba né ô tchê.

NILZE CARVALHO é carioca oriunda de Nova Iguaçu. Foi um daqueles fenômenos que de vez em quando aparecem no mundo da música e do esporte: uma guria que com cinco anos começou a tocar cavaquinho com uma habilidade impressionante. Vinda de família de músicos, despertou atenção de muita gente (imprensa, gravadoras, empresários) desde cedo. A habilidade demonstrada no cavaco e no bandolim fez com que Nilze começasse a frequentar e tocar nas rodas de samba da Portela e em festivais de Choro.

Em 1981, Nilze grava seu disco de estréia, "Choro de Menina vol. 1". Destaque para a excelente interpretação da canção "Apêlo", de Baden e Vinícius, presente no disco "O Poeta e o Violão", também pastado neste blog.


Depois, ela ainda lança mais três volumes do álbum Choro de Menina e então roda o mundo fazendo música. De 1992 a 1999 vai morar no Japão, ganhando seu fixo tocando em uma churrascaria, e excursionando quando possível.


Em 1999 volta ao Rio de Janeiro, onde vive até hoje. Divide-se entre sua carreira solo e sua participação no grupo Sururu na Roda.


Abaixo, duas fotos da Nilze Carvalho hoje em dia: em carreira solo e com o Sururu na Roda.


LINK ATUALIZADO: LIBERADO PARA DOWNLOAD:


http://www.divshare.com/download/7419126-013


Boa audição a todos os eqüinos e eqüinas.


domingo, 6 de janeiro de 2008

Towering Toccata - 1977



Lalo Schifrin é um compositor, arranjador e regente argentino. Nascido em Buenos Aires em 21/06/1932, começa a estudar piano com 6 anos de idade. Anos mais tarde, aos 16, apresenta seu interesse pelo Jazz. Ao longo de sua carreira, Schifrin compõe inúmeras trilhas para filmes e televisão. Com a troca de gravadora em 1976, passando para a CTI (que na época era uma das mais populares), Lalo grava discos que saem um pouco da escola Jazz e exploram também outros ritmos e estilos como o disco e o funk, que nessa época cresciam bastante.
O disco que estou postando é o “Towering Toccata”, gravado entre outubro e dezembro de 1976 e lançado em 1977. Lalo aproveitou o embalo do disco anterior, o “Black Widow” de 76, e usou a mesma fórmula reunindo alguns dos mesmos músicos, tais como os sopristas Urbie Green, Joe Farrell e Jeremy Steig, além do guitarrista Eric Gale e o baixista Anthony
Jackson. Outros músicos que participaram deste disco foram: o baterista
Steve Gadd, o tecladista Clark Spangler e o guitarrista John Tropea.

Lalo Schifrin sempre foi conhecido por assinar muitas trilhas para filmes, posso citar como exemplo temas como: The Rise and Fall of the Third Reich, Mannix, The Fox, Cool Hand Luke, Bullitt, Enter the Dragon, THX 1138, The Four Musketeers, Dirty Harry, The Big Brawl, The Cincinnati Kid, Mission Impossible, Rollercoaster e The Amityville Horror.
É impressionante como alguns compositores conseguem criar tantas coisas boas em tão pouco tempo; “Black Widow”, “Towering Toccata” e ainda o “Free Ride” de 1977 (em parceria com o trompetista americano Dizzy Gillespie) foram gravados e lançados em menos de 2 anos.

Neste disco, dou destaque para a faixa número 3 “Macumba”, um tema muito agradável com excelentes melodias de flauta executadas por Jeremy Steig, seguidas por um categórico solo de guitarra de Eric Gale, além do piano Rhodes sempre em evidência e a percussão bastante presente. Vale lembrar que 4 temas deste disco são trilhas de filmes, apesar de não ser um disco destinado a um filme específico.

É isso seus quadrúpedes !!!

http://www.zshare.net/download/6253673ae7b309/


Bem, os argentinos talvez possam ter algum motivo de orgulho; a música,
por que se dependesse do futebol estariam perdidos, as duas copas que ganharam foram burladas; uma comprada e a outra com gol de mão!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Burning Deluxe - Agora com os links atualizados!






Quando se é aficcionado por uma determinada banda ou artista, ouvir músicas inéditas não lançadas até então é como descobrir um elo perdido. Foi a impressão que tive quando ouvi a primeira vez o Catch a Fire Deluxe, lançado a uns anos atrás. A "versão jamaicana" do primeiro disco dos Wailers trazia além de canções inéditas, versões mais cruas das já lançadas. Gravado originalmente em 8 canais na Jamaica, a versão oficial teve vocais regravados, teclados e solos de guitarra adicionados, e algum ou outro instrumento suprimido pelo produtor Chris Blackwell num estúdio em Londres.

A moda Deluxe pegou e em 2004 foi lançado o Burnin Deluxe Edition. Disco de 73 mas em versão masterizada e com alguns extras, temos por exemplo versões de Opressed Song e Reincarnated Souls, músicas que Bunny Wailer lançaria mais tarde em seu excelente disco de estréia de 76, "Blackheart Man". Pra quem já conhece o Blackheart, é muito bom ouvir as músicas numa versão executada pelos Wailers.
Também temos No Simpathy, que peter Tosh também lançaria no seu LP de estréia, "Legalize It". O fato dessas músicas não terem entrado reforça a teoria de que Blackwell realmente queria limar Tosh e Bunny, e concentrar o foco em Bob Marley.
Mas a cereja do bolo dessa edição é o disco 2, registro de um show dos Wailers em Leeds, dia 23 de novembro de 73.
Com o trio Bob, Peter e Bunny, mais a cozinha dos irmãos Barret, Carlton e Aston, e o orgão Hammond e Clavinet Honher de Earl "Wire" Lindo, a sonoridade é muito crua e direta. Sem os acessórios que iriam marcar o resto da carreira de Marley (backings femininos, mais um tecladista, percussionistas e guitarristas americanos mais "profissionais"), o show retrata um época pré mainstream, quase de garagem.
Seja nas longas introduções, ou nas aceleradas de tempo de Carlton Barret, se nota uma inexperiência misturada com um vontade juvenil de quem está ainda começando e quer mostrar serviço, ainda mais nos primeiros shows na Inglaterra.
Bunny Wailer faz backings e percussão. Tosh se encarrega dos solos, coisa incomum. Ainda mais com fuzz/wha, numa sonoridade podre no bom sentido. Tosh, assim como Bob, era estritamente um guitarrista rítmico, na real.
O show tem um som muito bom, com uma ambiência excelente. E como logo depois Bunny saiu da banda, trata-se de um registro ao vivo raro. Acredito que o disco "ao vivo em estúdio" Talkin Blues tenha sido gravado pouco tempo depois, mas já com Joe Higgs no lugar de Bunny.


O primeiro link é para o CD 1, disco original mas remasterizado e com os 3 bônus tracks citados acima:


http://www.divshare.com/download/3386154-744

O CD 2 é o show em Leeds.


http://www.divshare.com/download/3390791-e2f

domingo, 23 de dezembro de 2007

A Profecia Maia para 2012. É Brabo isso ae tchê !!!


A Profecia Maia para 2012


A profecia maia é um ciclo de 3113 a.C. até 2012. Este ciclo tem exatos 5.125 anos,com correções dos calendários.O que sucederá em 23 de dezembro de 2012? A astronomia dá a resposta. Faço parte da cidade,que é parte de um estado,que é parte do país, que é parte do continente. Continentes são placas tectônicas que flutuam sobre o magma da Terra. Estou me movendo no continente. A Terra faz sua rotação sobre si mesma,em 24 horas ou um dia.Estou no continente que girando com a rotação da Terra. A Terra gira em torno do Sol e é afetada pela força de gravidade da Lua. Ao se mover em torno do Sol, a Terra tem grande variação de posição. A cada instante há variação no espaço,no qual vou junto. Isso gera um "rastro" que afeta o planeta e o Universo. O Sol não está parado. Nosso sistema solar se acha num dos braços da Via Láctea, que também tem enorme movimento de rotação. Estou preso ao movimento galáctico. Sou passageiro sem escolha desse movimento do qual sofro total influência. Se o movimento da Terra,ao longo do Sol,é Ano, o movimento de rotação da Via Láctea é o Ano Galáctico: dura 25.920 anos da Terra. O novo ano galáctico será em 23 de dezembro de 2012. Os Maias ensinam: Ano Galáctico é um grande acontecimento cósmico. Haverá mudanças do eixo da Terra, afluxos de energias, vibrações e influências que não sabemos. Os Maias anunciaram que tal energia, vinda do Sol do centro da Galáxia, –Hunabku- deus é um só, afetará a tudo e a todos na Terra: será o sincronismo cósmico impossível de evitar-se. A energia, dizem os Maias, será capaz de abrir as mentes a verdades e criar uma consciência cósmica.Evolução para o que aceitar a consciência cósmica ou involução para o que a desafiar. Uma mente mais liberta da luxúria tende a elevar-se,e evoluir. A escolha será nossa: ou evoluir, ser um Ser melhor em comunhão com o Universo;ou o fim da civilização como a conhecemos. Na metade do ciclo:cerca de 12.960 anos,em 10.960 a.C.deu-se a destruição da Atlântida, que sucumbiu sob as águas, mas também deu-se o crescimento do Egito.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

The Spotnicks 1964


Uma das bandas de maior sucesso já saídas da Suécia, só ultrapassada por Abba, Roxette, Ace Of Base e afins, o Spotnicks em 1962 estava no mesmo patamar que os Shadows e os Ventures. Suas primeiras gravações demo eram primitivas e soavam artificiais e talvez por isso mesmo a gravadora deles gostou tanto que as lançou, vendendo uma imagem de banda espacial.
O Disco aqui pastado é de 1964. E não de 74. Uma época em que se usava muito câmara de equus nos instrumentos, o que tornava o som mais ambiente e tonal/atual.
Mais informações bastante pertinentes (inclusive o link de download de outro disco) sobre esse alucinant grupo sem canário, estão neste blog de excelente linhagem. Inclusive, sugiro que dêem um bico (ou coice) na báia (home) deles.


Este é o link da chácara (ou sítio) de web oficial dos suécos eqüinos espaciais

Aqui, meio caminho cavalgado para ver videos no yourbooty

Eu sou Jóquei, o coringa, o palhaço!


EP de 2+3 teeeeeeeeeeeemas gravados em 1965, não em 74.
Leia as informações passadas pelo jornalista Richie Unterberger, que foi pago pra isso.

Jokers Wild never made an official record, but are remembered as a band that included David Gilmour before the guitarist joined Pink Floyd. From the scant evidence that does survive, it seems rather incredible that Gilmour could have made the transition. Jokers Wild did not entertain lofty artistic ambitions, but played covers of pop-rock material, often emphasizing harmonies in the style of The Four Seasons and The Beach Boys. Jokers Wild did make a privately pressed LP in London around the mid-1960s, consisting of five covers on one side, and a blank flip. A very small amount of these discs (Nicholas Chaffner's Pink Floyd bio Saucerful of Secrets says about 100, Miles & Andy Mabbeti's Pink Floyd: The Visual Documentary says about 40 or 50) were made to give away to family and friends. Two of the songs, "Why Do Fools Fall in Love" and "Don't Ask Me," did come out on bootleg many years later, on both a 45 and as two songs on the Sid Barrett boot Rhamadam. Even by the standards of covers by unknown British Invasion-era bands, these were derivative and unimaginative in the extreme, and in fact not even based on the original versions, but on covers of those by The Beach Boys ("Why Do Fools Fall in Love") and Manfred Mann ("Don't Ask Me"). The other songs on the LP were Chuck Berry's "Beautiful Delilah" (Jokers Wild basing their arrangement, according to Schaffner's book, on the cover by The Kinks) and The Four Seasons' "Walk Like a Man" and "Big Girls Don't Cry." By the mid-1990s, this relic was fetching offers of almost a thousand pounds. As Pink Floyd: The Visual Documentary notes, for the truly obsessed, "A tape recording of the album can be heard by personal callers to the National Sound Archive in London, quoting reference.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Puhuhuhuhta que parió.....

Ueba caballos!!!

Estoy yo y mi eguita Pocoto en una gira por la America Del Sur, pero aconpañando sus cavalices muy buenas!

Despues de un trote por Bolivia e Chile, me quedo en Peru en una cancha reta hasta Machu Picchu, ciudad de los INCA(ballos).

Por aqui, muchas Lhamas, Alpacas y Vicunas (todos quadrupedes, casi caballos).

Luego, luego estoy de vuelta con más coices y muchas hojas de coca para los caballos lograrem campeones.

Un saludo!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Music From The Soundtrack Stanley Kubrick’s “A Clockwork Orange”

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer e parabenizarmos os colegas cavalos por suas últimas cabriocáricas e retombantes pastagens, com seus excelentíssimos textos mediocráticos, que merecem o nosso respeito tecnológico e que só podem nos fazer relinchar de tanta alegria. São eqüinos estrambólicos, que com sua aumildade, fazem seu trabalho dentro da conseqüência mediováigel.
Feito o devido elogio, vou agora pastar um disco que contém uma faixa, que quero sugerir como a trilha sonora oficial deste estábulo. Estou falando da trilha sonora do filme “A Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick. E a faixa sugerida para a trilha do cavalo 23, é a de número 6. Acho eu, que nem precisarei explicar os motivos...
Mas falando agora sobre o disco. Esta brilhante trilha sonora é obra de um - quer dizer... uma... na real era um, mas depois ficou sendo uma mesmo - compositora americana que nasceu Walter Carlos e que depois de uma operação em 1972, passou a chamar-se Wendy Carlos. Carlos foi uma das pioneiras no assunto da música eletrônica, sendo uma das primeiras grandes intérpretes dos sintetizadores criados por Robert Moog.
Em seu primeiro disco, “Switched-On Bach” (1968), Carlos usou os sintetizadores para interpretar diversas peças do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). Resultado: foi o primeiro disco de música erudita a vender 500 mil cópias, recebendo disco de platina.
Em 1972, oooooooooo....Wendy....compôs e gravou a trilha do filme de Kubrick. O Laranja Mecânica tornou-se um clássico do cinema mundial e um dos filmes mais famosos e influentes de Kubrick. Nesta trilha, Carlos se utilizou novamente dos sintetizadores, fazendo com que eles soassem como instrumentos de orquestra, em peças de Beethoven, como a Nona Sinfonia, e de Rossini, como a William Tell Overture (esta que será a trilha sonora oficial deste potreiro). São tão perfeitas essas reproduções, que foram utilizados também, vocoders para simularem as partes cantadas da nona sinfonia. Algumas reproduções tradicionais, executadas pela Deutsche Grammophon orquestra, também estão no disco e no filme. Pode-se assim, estabelecer comparações entre as versões sintéticas e as orquestradas.
Também fazem parte da trilha, algumas músicas de autoria da própria Wendy, e algumas parcerias com a produtora musical Rachel Elkind.
Junto, no mesmo arquivo com o disco, vai um arquivo .txt com os créditos de cada música. No mais, só tenho a desejar uma boa audição. E se por algum acaso, alguém ainda não assistiu a esse filme, trate de se dirigir imediatamente a alguma locadora.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Itamar Assumpção e banda Isca de Polícia - BELELÉU LELÉU EU (1980/1981)




Beleléu é o pseudônimo do Itamar Assumpção. Pseudônimo esse que já no primeiro disco ganhou nome e sobrenome: "Benedito João dos Santos Silva Beleléu", vulgo Nego Dito. Com este seu disco de estréia, também ganhou uma identidade musical que atravessou toda a sua carreira de pouco mais de duas décadas. O Itamar, ou Beleléu, ou Nego Dito, ou Preto Brás (alcunha criada em seu penúltimo disco em 1998), iniciou como baixista, é paulista ali da zona do Tietê e botou definitivamente muita lenha na fogueira da música brasileira.

Isca de Polícia é o "perigosíssimo bando" que o acompanha neste disco. Entre os integrantes, o baterista Paulo Barnabé, mentor de outra grande banda, a Patife Band, e irmão do Arrigo Barnabé.

O Itamar e o Arrigo são parceiros desde o final dos anos 70. O Arrigo vinha com loucuras do dodecafonismo, da música atonal/atual em geral, e o Itamar trazia a esse contexto da megametrópole SAMPAULO ritmos e memórias de infância de um filho de pai de santo, uma sonoridade africana. O Itamar além de grande compositor com o passar dos discos se tornou um baita letrista.
Nascido em 13/09/1949. Subiu um andar na metade de 2003.

Recomendo a audição de todo o disco, mas em especial, "Nego Dito" e "Fico Louco", duas músicas que o grande Branca di Neve, reinterpretou no disco "Branca mete bronca! - vol. 2".

Um grande abraço aos eqüinos de todo o mundo.



sábado, 8 de dezembro de 2007

Toquinho e Vinicius - O Poeta e o Violão - 1975



Esses dias ganhei este vinil de presente do meu parceiro de espécie, o cavalo xucro, e resolvi pastá-lo para mostrar como um disco tão simples pode ter tanta qualidade.
Trata-se de um álbum gravado em apenas 4 horas, num estúdio em Milão, na Itália, em um clima de total descontração, onde quase todas as músicas são dedicadas a parceiros desta tão famosa dupla. Toquinho, a essa altura com 29 anos de idade, mostra o que é tocar violão de verdade, com execuções que fazem qualquer violonista repensar se deve continuar tocando ou não. Já Vinicius, com 62 anos, apresenta todo seu lado poético, seu lado triste, sua pungente melancolia em virtude das tantas decepções amorosas, o que faz com que esse disco seja tão profundo.
São apenas 3 canais de gravação onde o violão se encontra no meio, a voz de Vinicius na esquerda e a voz de Toquinho na direita, exceto na faixa “O Velho e a Flor” onde há a participação especial de um maestro que toca piano, também no meio.
O disco começa com a famosa canção “Tristeza”, de Haroldo Lobo (falecido em 20/07/1965) e Niltinho. A segunda faixa, que na minha opinião é uma das melhores, é “A Marcha da Quarta Feira de Cinzas” parceria do Poetinha com Carlinhos Lyra, membro de fundamental importância na bossa nova e que ainda continua conosco.
Na seqüência vem “Morena Flor” composta pela dupla em Mar Del Plata, dedicada a uma das ex-mulheres de Vinicius, “Chega de Saudade” (Tom Jobim e Vinicius), “Dora” (Dorival Caymmi, que nessa época já tinha cabelo branco), “Canto de Ossanha” (Baden Powell e Vinicius) e “Rosa Desfolhada” (Toco e Vina).
O lado B do disco começa com a famosa “Berimbau”, de Baden e Vinicius, seguida por “Januária”, de Chico Buarque e “Insensatez”, de Vinicius e Tom Jobim (este último falecido em 08/12/1994). Na seqüência uma das melhores músicas feitas por Vinicius e Baden (morto em 26/09/2000), na minha opinião a melhor faixa deste disco, uma verdadeira pérola da nossa música popular, com uma letra que retrata o que é Vinicius de Moraes, uma canção realmente muito triste e melancólica chamada “Apelo”. Depois vem “Garota de Ipanema”, “O Velho e a Flor” e termina com uma interpretação de “Nature Boy”, de Eden e Ahbez, única cantada em inglês.

Realmente um disco muito especial desta dupla que viajou tantas canções juntos. Gravado ao vivo, em pouco tempo, sem frescuras e perfeccionismos, sem tecnologias especiais e truques de estúdio, na macheza, num clima chegar, tocar e ir embora. Às vezes fico pensando que tem artistas e conjuntos que levam mais de um ano ou dois para terminar um disco; este precisou de apenas quatro horas. É brabo isso daí..

Antonio Pecci Filho, o Toquinho, nasceu em 06/07/1946, em São Paulo. Estudou violão clássico desde os 14 anos, gravou mais de 50 discos ao longo de sua carreira, fez parcerias com muitos artistas da nossa MPB, mas a principal delas, sem dúvida foi com Vinicius, uma parceria que durou 11 anos e rendeu 120 canções, 25 discos e mais de 1.000 shows.

Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, o Vinicius de Moraes, ou ainda o Poetinha, o Vininha, o Vina, enfim, este grandioso poeta nasceu em 19/10/1913, no Rio de janeiro. Foi diplomata, jornalista, poeta e compositor. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra.

Nos últimos dias da vida de Vinicius, em uma entrevista, alguém lhe perguntou se ele estava com medo da morte. Ele respondeu:
– Não meu filho, eu estou é com saudades da vida.

Vinicius de Moraes morreu em 09/07/1980.




http://www.zshare.net/download/54676140e15d84/

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Buddy Rich - The Roar Of '74


Pratcament não há nada o que dizer desde 74 sobre esse disco.
Esse cavalo toca sem ferradura!
Vai Cavalo!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Carlos Cachaça


Foto: Carlos Cachaça e Mano Décio da Viola na Birosca do Beto Sem Braço
Buraco Quente, Mangueira
Como diria o jornalista Sérgio Cabral:
Carlos Moreira de Castro, o nosso Carlos Cachaça, nasceu em Mangueira, em 1902, e, ainda menino, já estava morando no morro. Foi testemunha e figurante das várias manifestações religiosas e culturais criadas pelos negros das quais o Morro de Mangueira é um centro de preservação e de irradiação. Freqüentou o candomblé comandado por Tia Fé, acompanhou o crescimento da umbanda como uma espécie de versão carioca das religiões de origem africana, viveu a alegria da dança e da música do jongo, desfrutou a beleza poética proporcionada pelos grupos de pastorinhas nas festas de fim de ano, brincou nos cordões carnavalescos do início do século, viu surgir o Rancho Príncipe das Matas, foi testemunha da primeira vez que alguém cantou um samba em Mangueira (Elói Antero Dias, o Mano Elói, trabalhador do Cais do Porto, levou o samba para o morro), foi um dos primeiros compositores de lá e só não esteve presente à fundação da Escola de Samba Estação Primeira, porque, naquela época, trocara a Mangueira por Inhaúma, onde morava uma certa criatura que balançou seu coração. Mas, quando a Estação Primeira começou a competir com as outras escolas, na Praça Onze, era ele quem escrevia as sinopses do enredo e as notas distribuídas aos jornais sobre as atividades da campeã dos primeiros desfiles (1932, 1933 e l934). Foi um dos primeiros compositores a fazer um samba-enredo (Homenagem, um preito a Castro Alves, Gonçalves Dias e Olavo Bilac) e, em 1936, assinava com Cartola, seu mais constante parceiro. Não Quero Mais Amar a Ninguém, a música que daria à Mangueira o prêmio de melhor samba no desfile das escolas daquele ano. Foi também um dos fundadores da primeira ala de compositores a da Estação Primeira em 1938, ano em que, por sinal, conquistou o título de melhor compositor das escolas de samba, num concurso realizado na antiga Feira de Amostras. Com Cartola compôs ainda, entre outros sambas, Quem Me Vê Sorrindo, Vale do São Francisco, Tempos Idos e Alvorada, este com participação de Hermínio Belo de Carvalho. E foi também parceiro dos pesquisadores Marília Barbosa e Artur de Oliveira Filho no livro Fala, Mangueira. É o poeta do Morro de Mangueira. Produziu vários poemas e algumas das melhores letras escritas pelos sambistas cariocas. Seu apelido de Carlos Cachaça surgiu numa casa que frequentava nos fins de semana, em companhia de outros compositores e instrumentistas musicais. A cerveja rolava, mas ele sempre pedia cachaça. Ficou sendo o Carlos da Cachaça (havia outro Carlos no grupo) e daí para Carlos Cachaça foi um pulo. Sua mulher. a saudosa e muito bem humorada Menina (irmã de Zica, viúva de Cartola), toda vez que a gente telefonava à procura do marido, respondia: - Não sei onde ele anda. Deve estar por aí. justificando o nome. Carlos não bebe, faz muitos anos. Foi vítima de problemas circulatórios, sendo obrigado a ter mais cuidado com a saúde, mas continua lúcido, cercado pela família e pelos amigos em sua casa mangueirense de altos e baixos, ao lado do Buraco Quente, curtindo a sua velhice. Afinal, como escreveu num de seus poemas, ele sabe que as flores, “quando ao chão caem, podemos apanhá-las / Mas a Flor dos Anos, não se apanha mais”.


Lamento a falta de criatividade editorial. Mas o que importa é que pratcament pastei essa obra deste excelente pinguço.
Aproveitem e dêem um bico num video do pinguço.

Quando forem na redenção, cuidado com as abelhas que elas no bico dos eqüinos!

ééééééééééééééééééééééé...........................

Estou pratcament aqui, somente para comunicar que pratcament em breve, estarei pastando uns......... bagúio muitoloco!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

MAESTRO MOACIR SANTOS - BLUE NOTE 1972








"Moacir Santos/ tu que não és um só, és tantos/ como este meu Brasil de todos os santos"



Foi com esta deferência que o pegasus Vinicius de Moraes prestou sua homenagem, em "Samba da Bênção", a este pernambucano nascido em 08 de abril de 1924, sob a aridez do sertão.

Com 11 anos escolhe o seu primeiro instrumento o clarinete.
A metade da década de 40 marca sua maturação musical, aprende a tocar saxofone.
Em 1948, junta-se à Orquestra Tabajara de Severino Araújo, ruma ao Rio de janeiro enebriando o elite musical carioca.
Logo foi contratado pela Rádio Nacional, onde permaneceu por 19 anos.
Mas a falta de conhecimento teorico o perturbava, fazia arranjos sem conhecer as regras.
O convívio com o amigo Guerra Peixe e musicólogo e compositor alemão Hans Joachim Koellreutter, libertou-o desta angústia.
Foi professor de grandes talentos, como Paulo Moura, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Maurício Einhorn, Sérgio Mendes, João Donato, Roberto Menescal, Dori Caymmi e Airto Moreiral, Nara Leão e outros.
Nos anos 50 e 60 estabelece parcerias com Vinicius de Moraes e Mário Telles.
É considerado um dos grandes mestres da renovação harmônica da MPB.
Seu primeiro disco, "Coisas", foi lançado em 1965, batiza as dez faixas numeradas com esse nome.
Em 1967, deixa a Rádio Nacional, muda-se para américa do norte e onde é descoberto por Horace Silver.
Apartir daí é só relincho.
O disco bostado é de 1972, mas há o de 1974 que nem necessita menção.
Entre suas composições mais célebres e gravadas estão "Nanã" (com Mário Telles), "Menino Travesso", "Triste de Quem" e "Se Você Disser que Sim", todas com VININHA - O POETINHA VAGABUNDO ( pegasus já citado).


DISCOGRAFIA:
1965 - COISAS
1972 - MAESTRO BLUE NOTE
1974 - SAUDADE BLUE NOTE
2001 - OURO NEGRO










IRRURRURRURRURRURRUUUUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
XUCRO.

Almir Ricardi - Festa Funk (1984)


Tendo em vista a dificuldade destes animais em pastar discos neste potreiro, venho tardiamente fazer minha primeira participação direcionando os demais eqüinos ao Funk Brasil do começo dos anos 80, numa época em que o Rio de Janeiro presenciava um movimento forte de festas high society, regadas a muitas orgias e cocaína.
Almir Ricardi foi o cavalo escolhido, um artista obscuro e pouco conhecido nos dias de hoje, mas que teve grande importância neste meio , apesar de ter iniciado sua cavalgada ainda na jovem guarda dos anos 60. Parceiro de toda aquela manada do Funk como Tim Maia, Tony Bizarro, Gerson King, Dom Salvador entre outros, inclusive o Tremendão, em 1984 (74 + 10) (ano limite para postagens neste blog) teve a chance de lançar este disco solo que o levou a diversos palcos do país inteiro.
A dupla escolhida para a produção, foi nada mais nada menos que Robson Jorge e Lincoln Olivetti, eqüinos pioneiros na utilização da eletrônica a serviço da música. Lincoln em especial, teve atuação destacada como produtor e arranjador de grandes estrelas da MPB, ganhou epítetos como “O feiticeiro dos estúdios” ou “ O mago do pop”, mas amargou críticas que o responsabilizavam pela pasteurização do gênero, devido ao uso excessivo de sintetizadores.
Ricardi naquele momento, simbolizava o tipo de som que a fatia rica da sociedade estava ouvindo e dançando nas pistas. Claro que os bailes de periferia também tocavam o som de Ricardi, mas os ricos estavam delirando com o funk em português. No início dos anos 80, discos de funk eram privilégio de quem tinha acesso a importação, já que aqui pouca coisa saia e quando saia, já estava fora das paradas internacionais. Então era natural que a classe alta tivesse acesso ao funk primeiro que a classe baixa. Mas os pobres também se divertiam com o funk e soul nas pistas de dança nos finais de semana. Muita coisa chegava aos bailes de periferia em fitas de rolo, sem o nome das bandas e músicas.
Finalizando, posso dizer que este disco é o retrato do Rio de Janeiro do começo desta década, que na minha opinião só prestou até 1984, depois disso, na minha humilde opinião, como diria meu parceiro de espécie Cavalo Alucinant, caiu a casa dos artistas !
Um abraço e boa cavalgada !

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Esse é Puro Sangue




Em minha primeira participação dentro desse ainda potreiro, por pouco tempo, pois logo logo isso vai se tornar um grandioso haras, gostaria de colocar no páreo esse cavalo que nasceu em 31 de maio de 1948 no Rio de Janeiro, Paulinho Da Costa.
O disco que desejo compartilhar com os irmãos equinos é de 1984 lançado pela gravadora Pablo Today. Vale lembrar que esse é o ano limite para pastagens nesse blog (1984) segundo ata realizada na primeira palestra do Comandante desse blog, o Cavalo Ruivo, realizada na baia do Cavalo Xucro em 23+3/11/2007 .
Esse gênio da percussão se tornou um dos mais requisitados sideman dos estúdios de gravação de Los Angeles no final dos anos 70 e começo dos anos 80. Ele começou a tocar seus instrumentos com a idade de sete anos, e aos poucos foi acumulando mais de 200 tambores, guizos, apitos e diversos outros instrumentos percussivos. Antes de deixar o Brasil, Paulinho excursionou pelo país e pelo mundo com vários grupos, até mesmo aqueles que se dedicavam exclusivamente ao samba. Ele foi para os Estados Unidos em 1973 (praticamente 74), para integrar o "Sergio Mendes and Brasil 77" e com esse grupo ficou por um período de quatro anos(1973-1977). Durante o tempo livre dos compromissos, Paulinho gravou com grandes gênios do jazz, como Dizzy Gillespie (inclusive o famoso álbum "Dizzy Party"), Milt Jackson, Joe Pass e Freddie Hubbard. Rapidamente, os estúdios de gravação perceberam o seu talento e o requisitavam todo o seu tempo disponível, para estar presente em gravações de estrelas como Herbie Hancock, Ahmad Jamal, Nancy Wilson e Ella Fitzgerald, entre muitos outros.

Esse baita cavalo ainda tem mais cinco discos solos, dentre eles o "Happy People"(1979) que em breve os demais equinos vão poder apreciar aqui nestas pastagens.

Sugiro que acessem o site desse animal e confiram a lista completa dos artistas com quem esse Puro Sangue já troteou.
Boa cavalgada !!

http://www.paulinho.com/

http://www.divshare.com/download/4139461-ad0

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Costinha - Morreu Odete

Abro um parêntese humorístico aqui para falar de Lírio Mário da Costa, mais conhecido como o humorista Costinha.

Com uma cara que já era a própria piada, como ele mesmo costumava dizer, Costinha foi um pródigo ator de comédias e pornochanchadas na época de ouro do cinema brasileiro, tendo participado de mais de 50 filmes. Volta e meia rola um deles no Canal Brasil, quase sempre envolvendo algum tipo de sacanagem.


Mas foi contando piadas que Costinha ficou mais conhecido. Se apresentava nos palcos no clássico estilo show de um homem só, contando anedotas principalmente de português, velinhos, e bichinhas.

O foda é que se tu vai tentar contar uma piada dessas, ninguém acha graça. Alias, normalmente são piadas totalmente sem graça. O jeito dele contar que é de se mijar de rir.


Nesse formato, foram lançados 5 volumes do "Peru da Festa". Já aviso que o primeiro é o mais clássico. Nos outros chega a rolar uma repetição de algumas piadas, e um deles nem parece ao vivo, com adição de uma claque tipo Trapalhões.

















Costinha faleceu no Rio de Janeiro aos 72 anos, em 1995, de enfisema pulmonar.

domingo, 25 de novembro de 2007

Max Roach - Percussion Bitter Sweet


Depois dessa excelentíssima dica do Cavalo Ruivo a respeito do grande baterista brasileiro Milton Banana (de quem eu sou absolutamente fã, desde 1974 – ah! E vale a pena conferir os outros tantos discos por ele relinchados. Tem pelo menos uns 23), volto aqui então, sob essa nova (ou anterior) alcunha, por insistência dos meus amigos eqüinos, para sugerir a audição deste disco de um também baterista, que revolucionou a arte de tocar os tambores, tornando a bateria, um instrumento capaz de realizar temas, variações e melodias.
Max Roach foi um dos responsáveis pela gênese dos estilos be-bop e hard-bop, juntamente com outros três cavalos da bateria, Big Sid Catlett, Kenny Clarke e Art Blakey. Teve a oportunidade de acompanhar quase todos os principais nomes do novo estilo; fartou-se de cavalgar junto com Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Kenny Clarke e Bud Powell, e participou de inúmeras gravações antológicas na segunda metade dos anos 40. Entre 1949 e 1950 participou nas históricas gravações do Birth of Cool de Miles Davis e em 1953 tocou, com Gillespie, Parker e Monk, naquele que ficou conhecido como "o maior concerto de jazz de sempre" (registado no álbum Live at Massey Hall).
Em 1958, ele se engajou ativamente na defesa dos direitos dos negros americanos. Em 1960, para selar seu engajamento com o movimento, gravou We Insist! Freedom Now Suite, contando com o incentivo da cantora e ativista Abbey Lincoln, com quem Roach foi casado entre 1962 e 1970.
O disco Percussion Beeter Sweet, de 1961, traz novamente o caráter político e a participação da cantora Abbey Lincoln. Este disco revela o baterista no auge de suas capacidades. São incríveis as melodias que se percebem nos seus solos. E os temas têm um estilo muito diferenciado e próprio, com os vocais de Abbey Lincoln.
Então fica aqui a dica para os cavalos que curtem galopar ao som do be-bop. Boa cavalgada!

sábado, 24 de novembro de 2007

Kay Gees

Kay Gee's

Comprei esse vinil pela capa há muito tempo atrás, mas escutando e lendo a ficha técnica, ficou claro: se tratava do Kool & The Gang sem o Kool (baixista) no baixo, mas como produtor.
Kool & The Gang, Kay Gees (ou KG's). Assim como a banda do James Brown sem o próprio eram os JB's, óbvio.
Vários temas instrumentais, vocais coletivos, sopro de bom gosto, muito minimoog, músicas grudadas uma na outra. Tudo no clima do Light of Worlds, disco do Kool de 74 também. Pesquisando um pouco mais sobre a banda e esse disco em particular, achei uma frase interessante: "True, a Kool & The Gang singles collection would blow Kay-Gee's' out of the water, but even they never recorded an album as good as Keep on Bumpin' & Masterplan."

Traduzindo, na grossura:

"Na real, uma coletânea de hits do Kool & The Gang botaria o Kay Gee's no chinelo, mas nem eles (o Kool & The Gang) gravaram um album tão bom quanto Keep on Bumpin' & Masterplan."

Kay Gees - Keep on Bumpin' & Masterplan, disco de 74 (que coincidência, esse é o ano do qual mais postei discos até agora...):

http://www.divshare.com/download/3499782-41b


terça-feira, 20 de novembro de 2007

Milton Banana interpreta Tom

Impulsionado pelo trote bagual e brasileiro de meu companheiro de espécie Cavalo Branco (sua alcunha verdadeira é Cavalo Baio, ainda é um mistério porque adotou um codinome), posto aqui este exemplar de 1980, "Milton Banana Trio - Ao meu amigo Tom".
Milton Banana foi pratcament quem traduziu a batida do violão da bossa nova para a bateria. Para se ter uma idéia, ele estreou em gravações participando do disco "Chega de Saudade" de João Gilberto , pedra fundamental do estilo lançado em 1959.
Em 1963 formou o Milton Banana Trio, fato inusitado pra época, por ser um grupo conduzido por um baterista.
Neste "Ao meu Amigo Tom", o nome já diz tudo. Releituras do mestre, em versões "pout pourris" (ou "medleys"), mas de muito bom gosto.
Este MP3 é de excelente resolução, 320 kbps. A capa é sensacional: Tom está passando um amendoim pro Milton, mas parece mais uma guimbazinha:






DivShare File - Milton Banana Trio -1980- Ao meu amigo To.zip

Aqui o puta velha em ação:

http://www.youtube.com/watch?v=QENeFoUjZ_o
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Cartola


Na minha primeira participação aqui, vou direcionar os amigos equinos às pastagens do samba. E para iniciar o assunto escolhi falar de Cartola. Esse grande compositor sambista registrado sob o nome de Angenor de Oliveira nasceu em 1908 no Rio de Janeiro, foi co-fundador da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, e foi quem escolheu as cores verde e rosa como as suas cores oficiais. E foi ainda ele o primeiro diretor de harmonia da escola, pondo em prática os conhecimentos musicais que adquirira com Villa-Lobos.
Somente em 1974, aos 65 anos, Cartola pôde gravar o primeiro LP inteiramente seu. Com produção de João Carlos Bozelli (Pelão) e direção artística de Aluizio Falcão, o disco foi lançado pelo selo Marcus Pereira.
Mas o disco que eu estou disponibilizando aqui, é o que foi lançado dois anos mais tarde. Grande sucesso de crítica, o disco teve entre outros sambas "As Rosas Não Falam" e "O Mundo É Um Moinho" (gravação acompanhada ao violão do jovem Guinga, que na época tinha apenas 20 anos) - consideradas obras-primas da música popular -, além de outras composições suas como "Minha", "Sala de Recepção", "Aconteceu", "Sei Chorar", "Cordas de Aço" e "Ensaboa".
Curiosidades: o apelido Cartola surgiu quando ele trabalhava como pedreiro. O pó de cimento das obras que caía sobre sua cabeça fê-lo adotar um chapéu-coco que ele chamava de cartola e que lhe valeu o famoso apelido.
Outro fato curioso é que ele sempre assinou o seu nome como Agenor de Oliveira e só veio a perceber mais tarde que ele fora registrado como Angenor, por um erro do escrivão.

Les McCann & Eddie Harris



Les McCann e Eddie Harris ja eram artistas encaminhados com suas respectivas carreiras quando se encontraram no Festival de Jazz de Montreaux de 1969. O que era pra ser uma simples e descompromissada jam session, foi gravada e tornou-se um dos discos de Jazz mais vendidos da época, inclusive ficando nos primeiros lugares da Bilboard. Esse encontro marcou pra sempre os dois, dando início a uma sólida amizade musical. Eles ainda se encontraram no palco diversas vezes até 96, quando Eddie Harris faleceu.
Swiss Movement abre com "Compared to What", jazz mas com um fundo de soul e com letra crítica a guerra do Vietnan:

"The President, he's got his war,
Folks don't know just what it's for.
Nobody gives us rhyme or reason,
Have one doubt, they call it treason."

http://rapidshare.com/files/70920044/Les_McCann___Eddie_Harris_1969_Swiss_Movement_www.cavalo23.blogspot.com_.zip.html

Me lembro 10, 15 anos atrás, de puxar um fumo e ficar viajando nesse disco, imaginando os caras tocando.... Pensando como queria que tivessem filmado aquilo. Pra minha surpresa, descobri uns meses atrás QUE EXISTE A FILMAGEM DESSE SHOW, em preto & branco:

http://www.youtube.com/watch?v=OawoYrv9OUY&feature=related

O vídeo é raro e não foi lançado, pois muitos dos comentários dos gringos são nessa linha "ouvi a vida inteira esse disco e não sabia que existia registro em vídeo...". Inclusive só tem um cara com esse vídeo no You Tube.

Nessa noite, a banda era:

Les McCann: Piano, vocal em "Compared to What"
Eddie Harris: Sax Tenor
Benny Bailey: Trumpete
Leroy Vinnegar: Baixo
Donald Dean: Bateria

Curiosidade: durante um solo de Benny Bailey, a platéia aplaude muito, inesperadamente. Só quando ví o vídeo entendi: é que nessa hora Ella Fitzgerald estava chegando atrasada, em meio ao público. Os suíços vão a loucura.

domingo, 18 de novembro de 2007

Fuzzy Haskins solo






Clarence 'Fuzzy' Haskins foi fundador do Parliament junto com George Clinton, no final dos anos 50 quando ainda era um conjunto vocal de "doo-wop" na linha do The Platters. No final dos anos 60 já faziam mistura de funk com rock, e em 70 lançaram o primeiro disco. Sobre o Parliament / Funkadelic é uma longa história...
Fuzzy atravessou os anos 70 gravando discos e excursionando com as duas bandas, mas em 77 ele e mais 4 dos 5 membros originais do Parliament saíram por disputas envolvendo grana.
Um ano antes, em 76, lançou seu primeiro disco solo, "A Whole Nother Radio Active Thang". O álbum conta com a participação de alguns Parliament's originais: Tiki Fulwood e Cordell "Boogie" Mosson na bateria (na primeira faixa, "Tangerine Green", a intro de bateria de Tiki é inconfundível), Bootsy Collins e Mosson no baixo. Bernie Worrell gravou alguns teclados, e contribuiu nos arranjos de cordas e sopro. Fuzzy produziu o disco, compôs as músicas, cantou, tocou guitarra e até bateria em uma música.

http://www.fileden.com/files/2007/11/28/1612124/Clarence_Fuzzy_Haskins_whole_nother_radio_active_thang_cavalo23.blogspot.com.rar

Nesse vídeo, Fuzzy solta a franga numa interpretação magnífica de "Standing on the Verge of Getting it On", show em Houston, 1976.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Zungguzungguguzungguzeng



Winston Foster é um jamaicano albino e com a boca torta devido a seqüela de um câncer na garganta. Mas também é conhecido como Yellowman, o Rei do Dancehall.
Com o vocal mais rítmico do que melódico, e letras satíricas sobre mulheres e sua cor, Yellowman apareceu no começo dos anos 80 junto com o boom do dancehall e a cultura dos DJ's jamaicanos.
Vale lembrar que lá os DJ's começaram a falar e fazer rimas em cima de bases instrumentais enquanto escolhiam a próxima pedrada, o que acabou dando origem a artistas como Eek-a-Mouse (em breve um post especial dele), Lone Ranger, Sugar Minott, Barrington Levy, e o próprio Yellowman. Bem que o famoso DJ Corcel Negro poderia seguir a idéia...
Aqui, disco de 83, Zungguzungguguzungguzeng, clássico absoluto.

http://www.divshare.com/download/3499115-e2f

E aqui um vídeo da música título, no Sunsplash de 82. Saquem só a malandragem:

http://www.youtube.com/watch?v=Ko46_aXW_94

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Veio Zuza, Veio Zuza.....


Em 1974, Chico Anysio e Arnaud Rodrigues lançaram esta pérola, Baiano e os Novos Caetanos. Era uma tiração de sarro (ou homenagem, como disse um político Chico esses dias numa entrevista...) em cima dos Novos Baianos, conhecido grupo da fase tropicalista da MPB.
Humor a parte, é um disco muito bom. Arnaud Rodrigues era um baita compositor, e considerado por muitos a "alma" de Chico Anysio, interferindo inclusive na formação dos seus mais de 200 personagens.
As vezes meio forró, meio samba rock, meio caipira, tem clássicos como Vô Batê Pa Tu, Urubu Tá Com Raiva Do Boi, e Véio Zuza, com participação do mesmo.
A dupla lançou mais 3 discos: 75, 82 e 85. Breve aqui....

http://rapidshare.com/files/70057271/Baiano_e_os_Novos_Caetanos__1974__-_blog_cavalo23.zip.html

The Meters


O primeiro disco que disponibilizo aqui é Rejuvenation, album de 74 da banda de New Orleans, The Meters.
Banda basicamente instrumental e de quarteto guitarra-orgão-baixo-bateria nos anos 60, nos anos 70 passou a atuar como quinteto com a adição de percussão e vocais.

The Meters a essa altura eram:
Aaron Neville - orgão Hammond, piano, clavinet e voz
Leo Nocentelli - guitarra
George Porter Jr. - baixo
Joseph "Zigaboo" Modeliste - bateria
Cyril Neville - percussão e voz

Nesse disco, destaque para canção "Loving You Is On My Mind", linda e simples canção de amor onde a melodia do piano já diz tudo, mas que tem o reforço do vocal na hora certa, sem exagero.

Outro destaque é a faixa 9, "Africa". Mais tarde essa música foi regravada pelos Red Hot Chili Peppers no disco Freaky Style, de 85, produzido por George Clinton. Mas na versão dos Peppers, se chamou "Hollywood". Grande disco também, outra hora posto aqui.

http://www.divshare.com/download/4139183-c9a

Nasce mais um potro!



Amigos eqüinos:
É com satisfação que publico o primeiro post deste que espero ser um novo e bem sucedido blog de música e download de MP3.
Sem uma linha editorial e musical definida, postaremos aqui clássicos e raridades da música black em geral (Funk, Soul, African Beat, Reggae, Dub, etc), música brasileira (Bossa Nova, MPB, Samba Rock, Instrumental), Rock em geral, e tudo o mais que nos interesse e faça-nos relinchar de satisfação.
Conto com a ajuda dos amigos, e espero sugestões e contribuições.
Um abraço, e foi dada a largada!