quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

DORIVAL CAYMMI - "EU VOU PRA MARACANGALHA" 1957


Esta BOSTAGEM, tem como objetivo reverenciar Dorival Caymmi (Salvador, 30 de abril de 1914) cantor, compositor e pintor brasileiro. Casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris, desde 1940, teve três filhos: Dori, Danilo e Nana. Todos músicos também.


Este soteropolitano (do latim soter, salvador, e do grego polis, cidade) acreditem, salvou a capital baiana da mediocridade cultural e como poucos, no mundo dos arianos Coronéis nordestinos, soube extrair a alma de seu povo e dela fazer sua arte.
Muito se tem a falar de Caymmi ( "cabelinho branco", citado na bostagem de chicavalo74 - Poeta e o Violão - Vininha e Toco - com DORA "rainha do frevo e do maracatu") e sua influência na vida popular brasileira.

A escolha desta obra, MARACANGALHA, se deu pela importância na vida deste mestre.

Estamos em 1938, quando, após passar pela cidade do Recife ( evidente em sua poesia), Dorival resolve rumar ao Rio de janeiro para realizar o curso preparatório de Direito, demovido por amigos, resolve apresentar seu talento.

Primeiro, por obra do acaso, tem sua música "O Que É Que a Baiana Tem" incluída no filme "Banana da Terra", estrelado por Carmen Miranda.

O sucesso do filme aproximou Caymmi de Carmen Miranda e no ano seguinte, a convite do compositor Newton Teixeira, grava pelo selo Odeon, em dueto com a estrela, exatamente o samba "O Que É Que a Baiana Tem?"

Em 1940, com Bando da Lua (que estava no Brasil após dois anos nos Estados Unidos acompanhando Carmen Miranda) gravou, com enorme sucesso, "O Samba da Minha Terra", ("Quem não gosta de Samba/Bom sujeito não é/É ruim da cabeça/Ou doente dos pés"), último fonograma do grupo realizado no Brasil.

Apartir daí, o sucesso nacional foi inevitável.

MARACANGALHA, foi um enorme êxito popular de 1956, desbancando: Conceição (Cauby Peixoto), A Voz do Morro (Jorge Goulart), Iracema (Demônios da Garoa), Rock Around de Clock (Bill Halley), Obsessão (Carmen Costa), Meu Vício é Você (Nelson Gonçalves), Turma do Funil (Vocalistas Tropicais) e Sixteen Tons (Tennessee Ernie Ford) e, claro, nas festas de MÔMO, a mais executada.
Em 1957, DORIVAL CAYMMI, lança, então, o seu LP com o nome da faixa sucesso no carnaval do ano anterior. Um coice, meus equinos dilétos:

Maracagalha ( o sucesso), Samba da minha terra ( já consagrada), Saudade da bahia ( nostalgia de sua terra natal), Acontece que eu sou baiano ( tu és? eu não, então...), Fiz uma viagem ( retrata a falta de sorte dos nordestinos), Vatapá ( literalmente a receita deste quitute), Roda Pião ( as rodas da vida) e 365 igrejas ( sua forte relação com a religiosidade e os bacuris).



É vital ressaltar a relação com a família JOBIM, grandes amigos e parceiros musicais.










Esta é uma pequena amostra do que a Bahia de Caymmi teve!!!
IRRURRURRURRURRURRURRUIIIIIIIIIIIIIIIII
XUCRO.


DORIVAL CAYMMI - EU VOU PRA MARACANGALHA - 1957


2 comentários:

SUPER BLACK disse...

Vim provar também dessa 'alfafa dizem que é da boa!

um Salve do cavalo Black!! (crioulo mesmo).

Rocinante disse...

IMPRESSIONANTE MESMO
UM DISCO SÓ DE HITS.
GRANDE PRESENÇA
E A 365 IGREJAS QUE É DESCONHECIDA É UMA BAITA MÚSICA TAMBÉM.

SALVE SALVE!